sexta-feira, 11 de março de 2016

Capitulo -03



No conforto do meu lar, implorando por um pouco mais de paciência...



Já no final do dia, chamei o Jason, na minha sala, e disse a ele que iriamos para a cafeteria em 10 minutos. Passado este tempo, arrumei as minhas coisas, me olhei no banheiro privativo, e sai da sala o encontrando já desligando o computador. Acho que ele tem um relógio interno, só pode, como ele consegue ser tão certinho assim?

Segui a passos apressados para o elevador, sendo seguida por ele ate o mesmo. Assim que ele chegou ao 27° andar, as suas portas se abriram e adentramos apressadamente, logico com ele me cedendo a vez, e apertando o botão correspondente ao térreo. O seu perfume inebriou o pequeno espaço, era um cheiro bom de homem, era algo intoxicante aos sentidos de qualquer mortal. Mas como eu sou uma mortal completamente diferente, aquilo não me afetou.

Mentira eu estou quase pulando no colo dele, e o beijando que nem uma louca tarada, com direito a estourar todos os botoes da sua camisa social branca, com apenas um puxão, deixando o seu peitoral -provavelmente muito bem definido-. para fora, somente para o meu deleite pessoal.

Calma Anne, ate parece que nunca viu um homem!

Ao chegar no térreo, ele prontamente como um perfeito cavalheiro, abriu a enorme porta de vidro fundido para que eu passasse. Devo admitir, que ele quase me fez agradece-lo, ou emitir um simples sorriso, mas acredite, foi quase, acho que ainda falta muito para isso.

-Senhora Unger.

-Rob. Este e o meu assistente senhor Weber, ele vai me acompanhar ate o cafe que fomos no dia de ontem.

-Certamente senhora Unger.

Ele abriu a porta para mim, me acomodei no banco de trás, sozinha, enquanto os dois ficaram na frente. Seguimos para o cafe, e o único assunto entre eu, e o meu assistente, dentro daquele carro, era sobre o cliente. O velho Milic.

Quando chegamos, e o Jason, prontamente saiu do carro abrindo a porta para mim, em um curto espaço de tempo, a unica coisa que consegui fazer enquanto ele dava a volta pelo carro, foi pegar a minha bolsa.

Levei um breve susto ao ver a porta se abrir, e a sua mão se esticar para que eu a pegasse para sair do carro. Olhei para a mesma, e uma parte de mim gritava para que eu a pegasse, mas outra parte de mim se mantinha instável, dura, rígida como pedra, se recusando a dar um passo fora do circulo dedicado a mim, dedicado ao meu lado arrogante, e prepotente. E para o azar dele, infelizmente ele falava mais alto.

-Não preciso de ajuda para sair do carro!- olhei dentro dos seus olhos ao sair do mesmo, sem a sua ajuda.

-Desculpa, só estava tentando ser gentil!

Não disse nada, e apenas segui o meu caminho, sentindo a sua presença no meu encalço.

Eu gosto de ser rude, eu sou assim, sou grossa, ignorante, mal educada mesmo, não gosto de muitas aproximações, fazer o que, este e o meu jeito, não tem como mudar. Eu não era assim na minha infância, mas a vida me obrigou a ser assim, e agora, querendo ou não eu sou assim, e não estou nem um pouco a fim de mudar.

Adentramos ao cafe, e ao sermos guiados ate uma mesa, mesmo relutante ele segurou no encosto de uma das cadeiras, a puxando para que eu sentasse, e assim eu fiz, observando ele sentar a minha lateral direita, deixando uma cadeira vaga para o velho Milic.

-Puxar a cadeira tudo bem, mas sem toques, não gosto que me toquem, e eu sou bem grandinha para saber me locomover sozinha, e não preciso de bengala, não estou aleijada!-disse para que as coisas começassem a ficar esclarecidas entre nos dois.

-Sinto muito! -a sua voz não soou ofendida, ou de quem acabara de levar um carão da chefe, mas sim despreocupada, como se nada tivesse acontecido.

Fomos prontamente atendidos por uma jovem loira, e enquanto ela falava, eu fiquei profundamente incomodada com o seu aparelho dental em cor verde limão, era quase uma afronta aos olhos alheios aquela cor ofuscando a minha visão. E por conta disso, preferi nem olhar para ela ao fazer o meu pedido.

-Sabe se amanha o Martin, estará no prédio?-perguntei algum tempo depois, sorvendo um gole do meu expresso.

-Eu não sei!

-Deve saber, sempre deve saber, voçe e o meu assistente, tem que saber de absolutamente tudo!

-Prestarei mais atenção na próxima vez! Me da licença, e somente um minuto?

-Vá.

Sorri vitoriosa ao conseguir chamar a sua atenção pela primeira vez, diante da sua eficiência, eu pensei que não iria conseguir fazer isso nem tão cedo, já que ele esta se mostrando ser o "senhor perfeição". Gosto quando consigo chamar atenção de alguém, ou quando consigo menosprezar alguém, e tão gratificante. Faz bem a minha auto estima.

-Desculpe-me a demora.-sentou novamente. O senhor Martin, não estará no prédio, já que no período da tarde, ele ira participar de um congresso, na cidade de Springville.-engoli cada palavra em seco, elevando o meu olhar que ate então estava em minha bebida, para ele, mantendo a minha expressão seria.

-Quem te contou?

-Charyce, a assistente dele!-ele realmente estava conseguindo me impressionar. Mas e claro, que esta seria a ultima coisa que ele saberia.

-Senhorita Anne.-revirei os olhos ao ouvir a voz do senhor Milic.

-Senhor Milic, que prazer encontra-lo!-sorri sem vontade.

-O prazer e todo meu estar ao lado de uma bela mulher como voçe!-beijou a minha mão cordialmente.

-Imagina, sente-se!-limpei a mão suja de baba de velho, discretamente na saia do meu terninho. Este e o Jason, meu novo assistente.

-Prazer senhor Milic.-esticou a mão para um cumprimento, sendo prontamente retribuído.

-O que houve com a bonitinha da ultima vez?

-Ela não esta mais ligada a nossa empresa!

-Voçe como sempre, com o seu gênio difícil!

-Tem coisas que não mudam. Bem, estamos aqui para saber sobre o seu prazo. Não tem como diminui-lo?

-Temo lhe informar que infelizmente não será possível...

Conversamos sobre o fato do prazo dele estar se esgotando, e ele como sempre veio com uma desculpa bem esfarrapada, e eu só não disse o que eu realmente queria para ele, se não o Martin, cortaria a minha cabeça fora. Sinceramente, eu não sei a relação dele com o senhor Milic, mas não se podia falar um "ai" dele que o Martin, só faltava espumar, não só pela boca, mas, por todos os orifícios possíveis. Enfim, ele me pediu mais um mês de prazo, e eu nem pude dizer que não, mesmo a palavra tendo ficado agarrada na minha garganta, alias, não só a palavra, muito mais. Velho babão. Eu fui na tentativa de reduzir o prazo, e acabei tendo que ceder por mais um mês. Maravilha, só para foder ainda mais com o meu humor.

Ao termino da reunião, nos despedimos, e eu fui a primeira a sair dali enquanto o Jason, pagava a conta do cafe.

Entrei no carro, me acomodando no banco traseiro, e logo o Rob, ocupava o seu lugar ao lado do motorista.

-Direto para o seu apartamento senhorita Unger?

-Sim, Rob, e logo apos, deixe o Jason, onde ele preferir. -terminei de falar, e o Jason, entrou no carro.

-Claro senhorita.

Seguimos diretamente para o meu apartamento, e não demoramos muito a chegar, jã que nem era tão longe. Durante todo o trajeto, o silencio foi o carro chefe da viagem, e eu achava bem melhor assim, já bastava os e-mails de trabalho que eu estava respondendo no meu celular. Vontade extrema de mandar todo mundo se foder, e parar de encher o meu saco. Definitivamente, hoje eu não estava em um dos meus melhores dias, na realidade, acho que vou ficar naqueles dias.

-Ate amanha senhorita Unger. -Rob foi extremamente cordial como sempre, ao abrir a porta para mim. Olhei para o lado, e o Jason abotoava o seu paleto, devidamente aprumado em seu corpo.

-Ate amanha senhorita Anne. Deseja algo em especial amanha pela manha?-o encarei seriamente.

-Não!-dei as costas seguindo para o interior do meu prédio, mas logo parei. Rob.-Chamei a sua atenção.

-Senhorita Unger?

-Ate amanha!

-Ate amanha!

-Jason.

-Senhorita Anne. -Dei as costas novamente fazendo o meu caminho para dentro do prédio.

Quando cheguei em casa, Grece, ainda preparava o jantar. A cumprimentei, e ela disse que eu tinha visitas, a encarei, sentindo o meu rosto aquiescer, e ela entortou os lábios em forma de lamento. A unica visita que eu ainda tinha em casa, era da minha genitora, e sinceramente, eu não faço a menor ideia do que ela queria comigo. Alias, faço.

Retirei a parte de sima do meu terninho ficando apenas com a minha camisa branca, e com a saia do terno. Me concentrei no som do meu scarpin vermelhando ecoando no porcelanato do meu apartamento, contando ate um milhão se fosse preciso, para não surtar antes de entrar no meu escritório.

-O que você quer?-foi a primeira coisa que perguntei assim que rompi pela porta.

-Também senti a sua falta filha!-me encarou coma sua voz polida. Não sente saudades da mamãe?-não retirou os olhos de mim enquanto fazia a volta em minha mesa.

-Quer mesmo que eu responda?

-Não seja tão áspera, Anne, sou a sua mãe!

-Voçe e a minha genitora apenas!-abri a gaveta pegando a unica coisa que eu sei que ela queria de mim. Esta aqui o seu cheque. -lhe entreguei o envelope.

-Muito obrigada querida. -sorriu pegando de minha mão, e o analisando. Mas, o que e isso, você diminuiu dez mil dólares? -me encarou como se eu tivesse enfiado uma faca em seu peito. Não acredito que fez realmente isso com a sua mãe, Anne, eu tenho contas a pagar...

-Não seja sínica Violett, a unica coisa que voçe faz com os cinquenta mil dólares mensais que te dou, e fazer viagens, e comprar presentinhos para os seus amantes de 20 anos, alem encher a cara de botox!

-Assim voçe ofende a sua mãe, Anne...

-Ofendo? Tem certeza disso Violett? Não vamos falar de ofensas aqui, sim? Sabe muito bem que voçe não tem moral para isso...

-Isso já e passado Anne!-bateu as mãos na mesa se levantando. O Walter, ate já morreu, e é graças a ele que voçe ocupa o cargo que tem hoje!

-Sim, graças a ele que no final das contas, foi um bom homem, mas não graças a voçe! E saiba, que eu só a ajudo, em consideração a memoria dele, já que me fez prometer que jamais deixaria de te ajudar!

-Ele era um homem maravilhoso, pena que preferiu dar tudo a voçe!

-Ele conhecia a mulher com quem dormia!

-Você e muito ingrata comigo!

-As vezes eu pergunto se eu realmente sai de voçe!

-E claro que sim querida! O meu único defeito foi não ter escolhido um pai decente para voçe...

-A sua definição de decente, e rico Violett, não seja hipócrita!

-Sim!-sorriu. Filha, bem que você podia me ceder as chaves da casa em Londres que o Walter deichou para você, não e? Você nem a usa, quase não vai pra la, e quando vai, nem me convida, ou se quer me deixa ir ate la sozinha!

-Você não perdeu nada por la, e outra, eu jamais venderia aquela casa! Nem tente, não vai conseguir me fazer vende-la, ou se quer deixar que coloque os seus pés la.

-Você e muito egoísta!

-Eu sou egoísta, sou ruim, sou orgulhosa, e muitas outras coisas mais, e você já deveria ter se acostumado com isso!

-Tudo bem, tudo bem meu anjinho, a mamãe já vai, não quero discutir com você, se não mês que vem você diminui mais dez mil da minha mesada!-respirei fundo. Sera que mandar a mãe para o inferno, ou para a puta que pariu em voz alta, e pecado demais ate para mim? E eu preciso ir ao salão, tenho um compromisso esta noite.

-Compromisso? Sei. Quantos anos este tem?-perguntei olhando uma pilha de contratos a serem avaliados sobre minha mesa.

-Vinte e dois!-sorri incrédula a encarando novamente.

-Você não tem vergonha, ele e dez anos mais novo do que eu, vinte e cinco a menos que voçe!

-Estou vivendo, não estou morta, e voçe deveria fazer o mesmo, ao invés de ficar o dia inteiro trancada naquele escritório. Alias, a voz do seu novo assistente e extremamente sexy, e deve ser belíssimo, quantos anos ele tem, pela voz deve ter no máximo 26 anos.

-Voçe não tem jeito!

-E você deveria retirar o seu atraso com ele, afinal, eu nunca a vi com um namorado se quer. Anne, minha filha, você transa com alguém?

-Com o meu consolo de borracha! Ele me faz gozar, e não me enche o saco com perguntas idiotas!-sorriu.

-Não sabe o que esta perdendo, a carne e bem mais prazerosa!-revirei os olhos de impaciência. Olha a hora, preciso ir antes que me atrase, mês que vem eu venho novamente! Beijos querida.-ela simplesmente deu as costas e saiu.

Me sentei na cadeira afundando o meu corpo, era exatamente isso que acabava comigo, todos os meses era a mesma coisa, ela só vinha ate mim, ate a minha casa para pegar o seu maldito cheque, e depois vem dar uma de mãe para sima de mim. VAI PARA A CASA DO CARALHO! Eu queria gritar isso bem alto, e em bom som na cara dela, mas o ultimo restinho de decência, e temor, primeiramente a Deus, pelos meus atos aqui na terra, não me permitiam tal coisa. Mas eu juro, que um dia, eu ainda perco as estribeiras com ela.

Depois do jantar, no qual a Grece, fez um delicioso espaguete a carbonara, eu voltei para o escritório, tinha alguns contratos para analisar, era bom que me afastava da terrível lembrança de que recebi a dona Violett, na minha casa.

Já passava da uma da manha quando eu fui para a minha cama, e foi impossível, não abrir a minha gaveta de recordações que mantenho no meu closet. Peguei a sua foto, e a olhei por alguns segundos. A culpa não foi minha, não foi dele, a culpa foi dela, mas no final das contas, ela me fez muito bem, por que ele era maravilhoso. Ele foi maravilhoso, do inicio ao fim.

-Saudades meu amigo. Meu pai!-beijei a sua fotografia, a acomodando calmamente, e carinhosamente no mesmo lugar. Voltei para a minha cama, onde não demorei a pegar no sono.

...

-Amo a incompetência matinal de vocês!-sorri ao vê-los se acomodando em seus lugares, e fingindo que estavam trabalhando. E tão estimulante.-parei na minha porta. Se bem que ela não e matinal, é diária, e constante!-entrei na minha sala.

A primeira coisa que vi foi o Jason, em seu lindo terno cinza, com uma camisa azul clara, arrumando o jornal na minha mesa. Assim que entrei ele elevou o olhar, me fazendo apreciar momentaneamente os seus lindos olhos azuis.

-Bom dia Anne!-sorriu, mas nem o seu sorriso perfeitamente branco, iria me fazer sorrir esta manha. Esqueça.

-Meu cafe?-perguntei lhe entregando a minha maleta, juntamente a minha bolsa.

-Na outra extremidade!-o peguei dando uma golada contida, já que estava fumegante demais.

-Os contratos dos novos escritores já estão avaliados, e assinados. Pode levar, estão na maleta que te entreguei.

-Claro!... A proposito, tem uma almoço de negócios com a senhorita Lil Chen, a agente dela ligou esta manha.

-Almoço no restaurante japonês. Maravilha, amo peixe cru!-fiz careta de extremo nojo.

-E bom...

-Não perguntei se era bom, eu não gosto!-o encarei, e ele sorriu. Ele sorriu, qual era o problema deste bastardo? Por que esta sorrindo?

-Desculpa, eu sei que comecei ontem, e não tenho intimidade para fazer nenhuma observação, mas... Não sei por que tanto mal humor.-espalmei a minha mão na mesa me levantando, e o olhando seriamente nos olhos.

-Por que pessoas incompetente, e abusadas como voçe, me deixam de mal humor!-ele apenas cerrou os olhos. Sai daqui!

Senti o meu corpo inteiro reagir a sua contração facial, expondo o seu maxilar, e queixo perfeitamente delineados, e marcados.

Me sentei novamente, pegando o meu café, me virei para a enorme janela de vidro que me dava a perfeita visão de Manhattan. Cruzei as pernas, e respirei fundo, foi impossível conter um esboço de sorriso no canto dos meus lábios, ao me lembrar de suas palavras.

-Abusado! Lindo, sexy, mas muito abusado.



"Ola amores, tudo bem?

Espero que estejam curtindo a historia!

Eu sei que sou novata nesta categoria de originais, e aqui n o wattpad também. E jamais, irei querer sentar na janelinha a esta altura do campeonato. -kkkkkk- Mas, eu seria uma pessoa eternamente grata se vocês pudessem votar na historia, ou ate mesmo dar a opinião de vocês sobre os capítulos, queria saber como estou me saindo, se a historia esta agradando, enfim, estas coisas. Afinal, vocês são o meu termômetro!

Conto com o carinho de cada um de vocês, muito obrigada pela atenção, e ate breve..."

Beijos C.L. Varella.




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