sexta-feira, 25 de março de 2016

Capitulo -06


Jason

Com o corpo no paraíso, e o pensamento em uma naja...


Quando cheguei em Manhattan a algum tempo atras, não imaginei que iria achar emprego tão fácil, mas também não achei que seria tão difícil. Porra, já fazem quatro meses que cheguei a New York, e só estou vivendo a base de bicos. Sou formado em língua americana -bem sugestivo não e? eu sei, modéstia parte, e mesmo, e me gabo disso!-, mas no momento trabalho com o que eu posso-com o que pinta-.
Na realidade, acabei de fazer uma campanha como modelo. Fiz algumas fotos para uma marca de cuecas, que me rendeu uma boa grana. Porem, não sirvo para isso, ser modelo não era para mim. Um bico, e ganhar alguma grana aqui, e ali, ate vai, mas seguir adiante não, sem chance. Não que o meu corpo não permita, eu fui bastante elogiado durante as sessões de fotos, mas definitivamente, este mundo não e para mim.
Moro em um apartamento médio, ele tem dois quartos, sala, cozinha, banheiro, enfim, atende as necessidades de dois solteirões. Pois e, eu dividido o aluguel com um amigo que fiz aqui assim que cheguei a cidade, o seu nome e Armud Gajanan. Ele e Indiano, e uma amigo incrível, me acolheu quando eu mais precisei, arcou a minha parte no aluguel por dois meses, e na alimentação por um, o que a minha mãe mandava, e o que eu conseguia nos bicos, mal dava para ajudar com luz, água, e estas coisas. Porem, quando fiz a campanha para a marca de cuecas, consegui um bom dinheiro, paguei a ele o que devia, mesmo com ele tentando não aceitar, e ainda consegui comprar uns três ternos, afinal, ele tinha me convencido a arrumar emprego em uma editora de livros perto da cafeteria que ele trabalha, e que estava tendo vaga para ser assistente pessoal da diretora geral, uma tal de Anne Unger.
Diziam as mas línguas-inclusive ele, que ouvia poucas e boas em relação a ela nos horários que os funcionários saiam para lanchar -, que ela era uma megera, que todos no seu trabalho a odiavam, e que ate o presidente da empresa não ia muito com a sua cara, e que só a mantinha por la, por que ela era uma pessoa muito centrada, competente, e por consideração. Consideração esta, que ninguém sabe a que se deve.

Devido a justamente não estar longe da minha área de formação-mesmo sabendo que provavelmente não irei nem chegar perto dos livros-, eu resolvi ir tentar a vaga, o "não" eu já tinha, quem sabe eu não consiga um sim? Tentei mandar o meu currículo para o e-mail da editora, mas eles só aceitavam currículos impressos. Estranhei bastante, mas, imprimi o meu currículo, e levei pessoalmente a recepção, onde fui recebido por uma linda ruivinha de óculos, e olhos azuis. Se calhasse de conseguir trabalhar nesta editora, sem duvidas vou dar uns pegas nela, sabe como é, conferir para ver se e realmente tudo ruivinho natural, ou se era tingida.

Exatamente uma semana depois eu fui chamado. No dia marcado para a entrevista, eu vesti o meu melhor terno, passei o meu melhor perfume, fiz a barba, e penteei muito bem os cabelos. Me olhei no espelho, e sorri, nem parecia o descamisado que usava bermuda e chinelo dentro de casa.

-E ai cara, sera que consigo a vaga?-encontrei o meu amigo na sala, se preparando para ir trabalhar na cafeteria da esquina.

-Olha, se depender da beca, o trampo e seu!-sorrimos, e fizemos um cumprimento de mão.

-Quem sabe eu não consigo com outros atributos também?

-Vai tentando, a "Naja Unger", e super durona, e linda, mas um poço de egocentricidade, e arrogância.

-Não custa tentar!

Sainos juntos de casa, ele foi para o cafe, e eu para a editora, estava nervoso, mas procurei não demonstrar, queria que a entrevista acontecesse logo, estava seguro de que a vaga seria minha, mas a ansiedade é um bichinho do mal, é só aparece para deixar a nossa autoconfiança abalada.
 O prédio era muito lindo, luxuoso, e aparentemente bem organizado. Assim que cheguei fui enviado para o 27° andar, por uma outra gatinha que estava na recepção-não era a ruiva de óculos do dia em que vim deixar o currículo-, esta também era muito gata, uma morena de olhos cor de mel, e uma voz um pouco rouca, que despertava qualquer sentido masculino. Sem duvidas, se eu ficasse por aqui, também daria uns pegas nela. Fácil, fácil.

Estava dentro de uma sala refrigerada com mais umas nove pessoas entre homens e mulheres. Estávamos todos distraídos, cada um com o seu dialogo pessoal, quando a porta se abriu, e uma mulher chamou a nossa atenção, eu olhei atônito para a porta me contendo para não demonstrar o meu susto aparente, mas não deixei de reparar como a mulher era gata. Parecia que só tinha mulher bonita por qui. Vou me dar muito bem!

-Esta que a Anne Unger!-um dos candidatos falou assim que a porta se fechou.

-E esta que e a nossa futura chefe?-o encarei.

-Ela mesmo! A "Naja do 27°". Não viu como nos olhou?

-Sim, parece que esta pronta para nos arrancar a cabeça!-uma candidata falou com o olhar perdido.

-Ela não parece ser assustadora, ela e muito gata na realidade!-sorri despreocupado com a mão no bolso.

-O que tem de gata, tem de megera.-o mesmo cara disse voltando a se perder em seus pensamentos.

-Julie, por favor, a senhora Unger irá atende-la agora!-a assistente abriu a porta.

A jovem estava com uma cara meio apreensiva, e todos nos a encaramos como se fosse a ultima vez que a veríamos na vida, pois ela estaria indo para o corredor da morte. Senti um arrepio na nuca, mas nada que afastasse a minha segurança. Não demorou nem três minutos, e a assistente chamou outro de nos. Pelo que pude reparar a entrevista foi muito rápida, mal tinha dado tempo para duas ou três perguntas. Ou a menina era muito boa, ou a senhora Unger, era criteriosa demais.

Já era final da manha quando enfim fui chamado, depois de ir exatamente sete pessoas na minha frente, confesso que agora estava receoso, mas eu não poderia deixar isso transparecer, eu teria que me manter firme, e encarar a fera de frente. Por isso, respirei fundo, e entrei na sala.

A primeira reação que eu tive que conter ao entrar na sala foi UAU! A sala era linda, e tinha um janelão enorme com vista para toda a Manhattan, deveria ser incrível trabalhar ali.
Depois eu olhei melhor para a mulher a minha frente, e foi impossível conter um sorriso, ela era linda demais, e a primeira vista, não se parecia em nada com uma megera, ao menos ate abrir a boca. Ela foi bem rude com a secretaria ao lhe pedir uma água para tomar um remédio para enxaqueca, o mesmo que a minha mãe, e eu tomávamos, mas graças a Deus, não o usava mais. Notei que ela era uma mulher interessante, de opinião forte, decidida, e sexy, muito sexy. Lhe ofereci o meu melhor sorriso, e sim, respondi-lhe as suas perguntas com malicia e segundas intenções, não sabia se iria dar certo, estava fazendo uma aposta nos meus instintos, conheço a fundo as mulheres, alem de ser o único homem de seis irmas, eu as adoro, em todos os sentidos, e queria deixar claro para ela, que eu lhe seria o mais prestativo possível. Em todos os sentidos, afinal, ela era uma puta gata.
Mas preciso confessar que seria uma tortura trabalhar com esta mulher, ela tinha uma voz linda, e sexy demais, os seus lábios vermelhos me chamaram a atenção, e eu tive que me controlar muito para conter uma ereção que se formava dentro de minhas calças. Me julguem, mas eu amo uma mulher de olhar firme, me deixam louco, e de pau duro sempre. Sempre!
Eu reparei que a minha estrategia tinha dado certo, quando ela mandou dispensar os outros candidatos, foi ai que eu vi que tinha realmente dado certo, eu tinha conseguido, o emprego era meu! Ela mandou que eu voltasse no outro dia pela manha, e já fez uma exigência- sim, exigência, por que eu notei que ela não pede, ela manda-, queria o seu cafe fumegando quando chegasse na manha seguinte. O seu pedido, e uma ordem.
Sai dali e fui direto na cafeteria falar com o Armud, ele me parabenizou, e me desejou boa sorte, pois o novato da cafeteria, já tinha levado uma encarada dela esta manha. Foi impossível não sorrir. Marcamos de ir a uma boate mais tarde, nem que fosse para apenas duas horinhas, eu precisava muito comemorar.
Voltei para casa, muito feliz, feliz pra caralho, e a primeira coisa que fiz foi contar para a minha mãe, não era o emprego dos sonhos, e nem o que ela queria para mim, mas era o que tinha agora.

***

Era mais ou menos umas oito horas, quando tanto eu, como o Armud, estávamos prontos para sair, íamos apenas a um barzinho para comemorar, nada  muito extravagante, afinal, eu tinha que estar inteiro no dia seguinte.
Pedimos uma cerveja cada, e ficamos conversamos algumas bobeiras, conversamos sobre mulheres, e sobre futebol, coisas de homens. Notamos que tinha duas gatinhas nos olhando de uma mesa não muito distante, elas eram lindas, uma era morena de pele clara, e a outra era loira. Elevamos a nossa bebida em cumprimento, elas fizeram o mesmo, e logo nos aproximamos, emendamos em uma conversa aleatória, pagamos uma rodada de bebidas para elas, e mais uma para nos dois, quando sentimos o papo fluir.

-Você tem que idade, princesa?-perguntei a morena que estava ao meu lado.

-Tenho 23, e você?

-26. Você e linda demais!

-Você também!

Eu não era de jogar fora. Tudo bem, sou lindo, pra caralho, assumo! Tenho um metro de noventa, cabelos castanhos claro, milimetricamente bagunçados, o rosto bem marcado, olhos claros, resumindo, dava para fazer um bom estrago. Mas o meu melhor atributo, estava em outro lugar, e ele estava começando a criar vida própria, enquanto ela roçava aquela bunda gostosa, no meu pau, fingindo inocência. Eu se ei, todas fazem isso para conhecer o material, e acho que ela gostou.

-Você quer dançar?-perguntou rente ao meu ouvido, com a voz rouca.

-Claro! Já voltamos Armud!-sorri acenando para o meu amigo.

Seguimos para a pista onde tocava uma musica mais lenta e sensual, e claro, ela se aproveitar para roçar ainda mais aquela bunda em mim. Sim, ela AINDA estava roçando ainda mais em mim, e pelo sorriso de me ofereceu, ela estava adorando. Segurei a sua cintura, a pressionando ainda mais contra o meu membro ereto, sem disfarce, já que tudo estava a meia luz, e estávamos completamente alheios, ela se virou me encarando de uma forma bem safada, e eu não resisti, juntei os nossos labios em um beijo apressado. A sua boca carnuda, e gostosa.
Ela ficou com uma mão na minha nuca, enquanto a outra escorregou pela minha barriga segurando com tudo no meu pau, o deixando ainda mais alerta. Soltei um gemido baixo em seus lábios, e segurei discretamente em seu seio, o apertando. Estávamos nos pegando no meio de todos, e antes que fosse passar a noite na cadeia, por atentado violento ao pudor, e perdesse o meu primeiro dia de trabalho com a gostosa da Unger, decidi chama-la para outro lugar.
O nosso tesão não passou do beco ao lado do barzinho, e ali, em uma parte mais escura nos pegamos de vez.
Mordi os seus lábios com vontade, enquanto ela se concentrava no meu pau, definitivamente ela estava gostando dele, e ele adorando a mão dela. Levantei a sua blusa expondo os seus seios firmes, e volumosos, sem perder tempo os abocanhei com vontade, os chupando, e mordiscando, a fazendo gemer em meu ouvido. A doida não me largava, e mesmo sem fazer muitos movimentos, continuava la, segurando firme, como se tivesse passado cola na sua mão, como se ela não conseguisse largar a minha ereção. Passei a língua em seu bico rígido, fazendo o mesmo com o outro, mas logo em seguida voltei a beijar o seu pescoço.
Pela visão periférica, e com o ouvido aguçado, eu percebi que tinha alguém se aproximando do beco, coloquei as mãos em seus ombros a empurrando para baixo na intenção de nos esconder, e olhei em direção a saída do beco, a sorte era que estávamos atras de uma caçamba de lixo bem larga, e nos cabia perfeitamente. Vi um casal passando, e logo soltei um suspiro de alivio, porem a sensação que senti em seguida não foi só a de alivio, a doida tinha colocado o meu pau para fora, e estava me chupando com vontade, e bota vontade nisso.
O atrito da sua boca, no meu companheiro de viagem, era tão intenso que chegava a fazer barulho. Caralho, esta mina vai me fazer gozar em questão se segundos. Gulosa, ela o enfiou tudo que poderia na sua boca perfeita, eu cheguei a sentir a sua garganta. Não tinha sensação mais gostosa. A putinha tinha uma boca maravilhosa.
Envolvi os seus cabelos lisos, e cumpridos no meu punho, e a minha parte eu fiz, avisei que estava quase gozando, e quando senti que não iria mais conseguir segurar, a puxei pelos cabelos a fazendo se levantar, e beijei-lhe a boca com gana.
A virei de costas para mim, peguei um preservativo na carteira, o rasguei colocando em meu pau, que latejava entre os meus dedos, e o pincelei em sua bunda gostosa, molhando-o em sua entrada que estava pingando, e por fim não resisti a penetrando com tudo. Ela colocou a mão na boca contendo um grito, enquanto eu socava sem do. Ela era quente, e gostosa pra caralho, porem eu tinha que ser rápido, queria gozar, desesperadamente, não queria fazer isso antes dela. Coloquei a minha mão em seu clítoris, e comecei a massageá-la com vontade, enquanto ela começava a gemer, por entre os dedos que tapavam a sua boca, e rebolava ainda mais a procura de mais prazer.

-Goza pra mim porra, goza no meu pau, quero você ainda mais molhada!-grunhi em seu ouvido, e ela elevou a cabeça para trás soltando um gemido mais intenso, ainda contido pela sua mão.

O seu interior me apertava em um ritmo acelerado, ela latejava, e me deixava ainda mais louco. Não consegui me conter, e com mais umas três socadas fortes, gozei contido pela camisinha, preferia te-la enchido por completo, mas a segurança vem em primeiro lugar.

Depois de recompostos, voltamos para o interior do bar, eu estava cansado, tinha acordado cedo, e depois desta gozada, a unica coisa que eu queria era a minha cama. Encontrei o Armud, voltando para a mesa com a loirinha, eles estavam com um sorriso de orelha a orelha, e ali eu sabia que ele tinha ganhado um agrado também. Elas pediram os nossos telefones, e o Armud, bobinho como sempre deu o dele, eu disse que estava sem, mas era amigo de quarto dele. Estava muito bem "soltinho" para me envolver agora, ou para ter uma mina grudenta no meu calcanhar.

Voltamos para casa, e depois de um banho, eu cai na cama, estava exausto, e no dia seguinte tinha o meu primeiro dia de trabalho. A minha sorte foi que o Armud, sabia de cor e salteado os gostos da senhora Unger, e me prometeu que no dia seguinte iria mandar entregar o seu cafe bem cedo.

***

Era sexta-feira, meu segundo dia de trabalho, e sinceramente, mesmo vendo, e ate recebendo umas patadas da minha chefe gostosa, eu estava gostando de trabalhar com ela. Sai para almoçar, e lanchar em lugares caros quando tive que acompanha-la, e no primeiro dia ate fui para casa de motorista, fora que ela me deu umas olhadas que fez o meu pau latejar dentro da cueca. A se eu pudesse, se o meu dinheiro desse, eu passaria uma noite com esta mulher, e a faria desarmar aquela cara de emburrada, e de superioridade rapidinho.
Tínhamos ficado ate um pouco mais tarde-menos ate do que ela tinha anunciado-, por que ela estava fazendo alguns trabalhos, que eu deveria guardar em um arquivo, mas eu não me importava, era a minha primeira hora extra, e eu gostava de ficar por ali.
Durante o dia eu sai na hora do lanche, e encontrei algumas pessoas na cafeteria, e me desejaram os pêsames, quando souberam que eu trabalhava para a Anne. Achei engraçado, eu não conseguia ver com tanta clareza toda aquela ignorância que ela fazia, ela era bem rude, e rigorosa, fora isso, normal. Mas recebi bastantes alertas em relação a ela, e resolvi guarda-los, era melhor prevenir do que remediar.
Na hora da saída, eu desci primeiro depois que ela me dispensou. E parei por alguns segundos para conversar com a Lorena-era a ruivinha gostosa-, ela era uma das pessoas que me alertaram na cafeteria sobre a Anne, mas alem disso, ela se mostrou bem interessada em mim, e eu, como tinha dando umas olhadas para ela no dia em que vim deixar o currículo, nem gostei.
Cheguei no térreo, e ela estava toda bonitinha em seu terninho, arrumando alguns papeis, a sua pele branca, quase como o papel, e os seus cabelos vermelhos, lhe davam um charme muito especial, logo imaginei loucuras com  aquela mulher.

-Boa noite Lorena!

-Boa noite Jason!-sorriu, e bateu os silhos sobre os óculos, sorri de volta e resolvi me aproximar.

-Ainda por aqui, já não e tarde?

-Sim é, mas eu só posso sair depois que todos os grandes já tiverem ido embora, assim como a entojada da sua chefe. O mulherzinha irritante!-assim que ela disse isso, o elevador se abriu, e a ela saiu.

A sua expressão era impassiva, ela passava por onde ia como se nada a abalasse, como se todos rastejassem aos seus pés. Já eu, a via como uma mulher linda, mostrando a que veio. A Lorena deu-lhe boa noite, porem, a minha chefe gostosa apenas parou por um segundo, e a olhou pelo canto dos olhos com muito desprezo, confesso que ate eu senti por ela, e o pior de tudo, e que ela me olhou da mesma forma, me senti como se tivesse matado alguém, era a primeira vez que recebia um olhar como aquele. Depois de nos deixar no chão com apenas um olhar, ela seguiu em frente.

-Vadia! -Lorena, grunhiu baixo.

-Uau, me senti um criminoso!

-Eu disse, esta mulher e o demônio!

Observamos ela ser totalmente rude com um cara que a esperava na portaria do prédio, jogando, o buque de rosas que recebeu no chão da recepção, saindo porta a fora, o fazendo segui-la como se fosse o seu poodle de estimação. Fui ate as flores, peguei o buque que se despedaçou um pouco devido ela ter pisado em algumas flores, escolhi as duas rosas mais inteiras, e dei a Lorena, ela sorriu ternamente, ficando corada. Lhe desejei boa noite, e fui embora para casa depois de jogar o restante do buque no lixo.
Cheguei em casa, e contei o que tinha acontecido ao Armud, e o confidenciei, que a sua atitude, só me deixou ainda mais louco por ela. A minha chefe gostosa, e sem coração estava começando a povoar onde não deveria. Eu acho que por ela, ate aceitaria ser um poodle por uma noite. Mas só uma noite, depois ela iria me conhecer de verdade!

Tomei um banho, e como nas outras noite, foi impossível deixar de pensar nela, os seus lábios vermelhos, a sua boca carnuda, e sem duvidas muito boa de beijar, porra, esta mulher iria me deixar louco. A sua voz rude chamando o meu nome, fazia o meu corpo se contorcer em um espasmo. Sei que estas atitudes não deveriam deixar um homem excitado, -por que sim, e isso que eu estou, muito excitado-, e de pau duro por ela. Ela e tão filha da puta, que consegue me deixar louco. E quanto mais ela me chama com aquela voz rude, ou manda que eu saia da sua frente, vai juntando uma raiva encubada dentro de mim, e me deixando ainda mais doido por ela.

Eu chacoalhava o meu pau extremamente rígido, para sima e para baixo, imaginando aquela mulher completamente nua na minha frente, chamando o meu nome de forma rude, e por fim me beijando loucamente enquanto eu a fodia no sofá de couro do seu escritório. Senti o meu corpo aquecer, os meus musculosos ficarem todos tensionados, e se ressaltarem, quando senti que era impossível segurar. Logo em seguida explodi em um orgasmo muito bom, esparramando todo o meu sêmen pelo box do banheiro.

-Esta mulher vai me deixar louco!

Eu sei, isso e ridículo, não sou mais nenhum adolescente, para ficar me masturbando pensando na professora gostosa, mas e que realmente a Anne, e uma mulher que eu adoraria ter na minha cama, e como eu ainda não posso, infelizmente, o cinco contra um, e o que me sobra.
Me arrumei, e olhei no relógio, ainda da tempo de ir para a academia, agora que eu estava trabalhando, tinha que me dedicar ainda mais a malhação, tinha que ter muito vigor, para aguentar aquela "Naja do 27°."


Boa tarde a todos!
Queria desejar uma ótima sexta-feira santa, e uma pascoa maravilhosa a todos com muito chocolate.
Queria fazer um aviso, eu vou começar a postar uma outra historia de gênero também original, porem, somente no Wattpad. A minha próxima publicação, sera com a sinopse, e o link, onde vocês encontrarão o prologo.
Espero que gostem, e que possam me ajudar a divulgar a historia com seus comentários, e compartilhamentos.
Desde já muito obrigada, e ate breve...

segunda-feira, 21 de março de 2016

Capitulo -05

Em Manhattan coração de New York, contando ate um milhão para não matar alguém...


Pouco mais de uma hora, e duas xícaras de café, haviam se passado quando eu enviei tudo para o e-mail do Jason. Respirei fundo, olhando no relógio, era exatamente dezenove horas e quinze minutos. Ate que demorou menos do que imaginei. Em quinze minutos, o Joseph, chegaria, e eu iria tomar no minimo uns dois comprimidos, para aguentar a dor de cabeça, ate o final do dia. E iria começar com um imediatamente. Acho que esta porra desta enxaqueca, e cronica, só pode, deve fazer parte do meu eu, por que Puta que pariu, não e possível doer tanto.
Depois de me olhar novamente no espelho, e recolher as minhas coisas, o Jason, veio me avisar que já tinha feito tudo, e que se não precisasse mais dele, estaria indo embora.

-Ate segunda!-respondi somente.

-Ate segunda, Anne!

Ele saiu fechando a porta, e eu continuei de costas para a mesma, na realidade estava olhando para a vista a minha frente, olhei para a cadeira, e sorri, ao me lembrar dele.

-Walter. Dai-me forças para aprender a conviver comigo mesma.- Acho que só ele conseguia me entender melhor do que eu mesma.

Peguei a minha bolsa, a ajeitei no ombro, apaguei a luz da minha sala, e segui para o elevador, já estava tudo escuro, no andar quando o elevador abriu as suas portas, apertei o térreo e deixei ser levada ate o meu destino. Quando as portas se abriram, eu senti o meu corpo dar um solavanco, ao me deparar com o Jason, parado no balcão da recepção conversando com a sem sal quatro olhos, senti o meu rosto aquiescer, definitivamente, a ralé, pertence a ralé.

-Boa noite senhora Unger.- ela me cumprimentou, e eu apenas a olhei de lado, lhe oferendo a minha melhor cara de indiferença, ele me olhou e franziu a testa, repeti o mesmo gesto para ele, e segui o meu caminho ate a porta.

-Minha querida Anne!-Joseph se materializou na minha frente, e eu fechei os olhos respirando fundo para não manda-lo para o inferno, antes mesmo de encara-lo de frente.

-Eu não estou bem, acho melhor...

-Eu adoro quando esta "bravinha" assim, te deixa ainda mais sexy, sedutora e me deixa completamente excitado!-eu tentei avisar. Isto e para você!-me ofereceu um buque de flores, olhei para o arranjo, para ele, e o peguei de sua mão.

-Sabe que odeio flores!-trinquei os dentes, as jogando no chão, e passando por sima das mesmas. Você sabe disso!

-Desculpa, eu esqueci, tudo bem?!

-Argh!-grunhi, de impaciência. Vamos logo, antes que eu te jogue em baixo do próximo ônibus que passar na minha frente!

-Anne, esta tudo bem?-parei o encarando. Serio que ele esta perguntando isso?

-Eu estou ótima!-forcei um sorriso, que saiu mais como uma careta, tenho certeza.

Rob, que como sempre estava impecável a minha espera, abriu a porta do carro para mim, e ao invés de se sentar na frente com ele, o infeliz se sentou ao meu lado. Eu o olhei seriamente, mas ele pareceu não se incomodar. Alem de irritante, era burro.

No meio do caminho, eu desisti do jantar, estava completamente sem fome, eu estava muito irritada, e precisava urgentemente, relaxar de outra forma, precisava gozar, aliviar a minha tensão de um dia chato, e irritante. Mudei o nosso itinerário, e pedi para o Rob, seguir diretamente para o motel em que sempre ia com o Joseph. E assim ele fez.
Demorou não mais do que dez minutos para chegarmos ao luxuoso motel. O Joseph desceu para pedir um quarto, enquanto eu permaneci no carro, e só quando já tinha uma suite com sauna, champanhe, e tudo mais que eu tinha direito, eu saia do carro, e dispensava o Rob, ate segunda ordem.
Ele pediu o mesmo quarto de sempre, o mais caro, e luxuoso do motel, entrei no quarto atirando a minha bolsa no sofá, e me sentei, o Joseph, foi direto ao frigobar, ele sabia que sempre, sempre tínhamos que começar com uma garrafa de champanhe. Sorvi uma boa quantidade da minha taça depois de servida, e ele me olhou espantado.

-Esta bastante tensa, quer uma massagem?-sorriu parecendo um galã de novela mexicana barata.

-Eu preciso de outra coisa, e não uma massagem!

-Isso eu posso providenciar imediatamente para você!-disse forçando a voz para tentar deixa-la sexy, mas a unica coisa que conseguiu foi deixa-la mais irritante.

Retirou a taça já vazia da minha mão, colocando as duas no criado mudo, e começou beijando o dorso da minha mão, passando pelo meu braço, indo ate o meu pescoço, passando a linguá na região, chupando, e beijando vagarosamente a minha pele.
Senti a minha pele se arrepiar, e levei uma de minhas mãos mão ate a sua nuca, o incentivando a continuar, e logo a sua boca estava na minha em um beijo intenso, bruto, e arrebatador. Isso era bom nele, ele era bruto, e gostava de sentir, e provocar um pouco de dor na hora do sexo, nada exagerado,m e claro.
Ele retirou o meu blazer, me deixando apenas de blusa social, e calça. Eu já eu tinha retirado os saltos, para adiantar o processo, detesto coisa lenta. Beijou o meu colo, e o meu decote tentando abrir a blusa. Joguei a cabeça para trás, em busca de mais contado, estava começando a ficar úmida, mas eu precisava de mais, muito mais.
Sentei na cama e comecei a retirar a sua roupa sem nenhuma delicadeza, o deixando apenas de box, e por um segundo parei para apreciar o seu pau, que hoje, em especial, estava meia bomba.

-Espero que isso ai, fique duro de verdade!

-Relaxa meu bem, estamos só começando!

-Eu juro, que se você gozar em cinco minutos, Joseph, eu nem sei o que faço com você!

-Eu vou te levar nas nuvens, vou te foder com muita, muita vontade!-afirmou mordendo o meu lábio inferior, me provocando um pouco de dor.

Voltou a me beijar intensamente apos a mordida, e retirar as minhas roupas, me deixando apenas de lingerie. Retirou o meu sutiã, e agarrou o bico de um dos meus seios com vontade, me fornecendo um tesão maravilhoso, ele fez com que eu ficasse sentada no seu colo com uma perna em cada lado de seu corpo, deixando o nosso sexo em contato, e eu consegui respirar aliviada, quando o senti completamente duro, "cutucando" a minha entrada. Hoje vai!
Ele me jogou na cama ficando entre as minhas pernas, e desceu com os beijos ate chegar ao limite da minha calcinha, eu estava completamente molhada, cheia de tesão, e pronta para se fodida, por horas a fio. O meu corpo estremeceu quando a sua boca tocou a minha vagina por sima da renda preta da calcinha, e soltei o ar com força quando, ele ultrapassou este limite me explorando com a sua língua apressada, me chupando, lambendo, beijando, e principalmente mordiscando toda ela, me provocando um pouco de dor. Delicioso.
Estava quase gozando só com a sua língua quando ele parou de me chupar, se colocando entre as minhas pernas. Odeio quando faz isso, mas decidi não reclamar desta vez. Ele me olhou como um cachorrinho pidão, segurando o seu pau já fora do aperto da cueca, porem foi em vão. Eu não chupo!
Ate no minimo ter gozado duas vezes, e claro!
 O encarei com desdem, e ali ele sabia que não iria conseguir me convencer a lhe fazer um oral, por isso colocou um preservativo, e me penetrou com vontade, me fazendo soltar um suspiro longo, devido a sensação boa de preenchimento que recebi. Ele investia com força, pairando o seu corpo sobre mim. Fechei os olhos, aproveitando aquela sensação para tentar relaxar de um dia cansativo, que tive. Acho que sexo, e uma das únicas coisas que conseguem me deixar relaxada.

Porem, como tudo que e bom dura pouco, ou no caso do Joseph, muito pouco. Senti que ele estava acelerando os seus movimentos muito mais do que o necessário, e isso não era bom sinal. Abri os olhos, e ele estava vermelho, quase ficando roxo, azul celeste, amarelo, enfim, ele iria gozar. O desgraçado iria gozar antes de mim, de novo!

-Não, você não vai gozar seu filho da puta!-grunhi, sentindo o meu rosto queimar de frustração.

-Eu não vou aguentar mais...

-QUE ÓDIO JOSEPH! NÃO GOZA, NÃO GOZA SEU...

-Desculpa!-ele recostou a sua cabeça em meu ombro, respirando muito fundo, e soltando um gemido alto.

-Você e um merda Joseph! Que ódio!-o empurrei de sima de mim.

-Desculpa gatinha, eu tentei...

-Tentou e o caralho, você nem pensou em tentar!

-Não fala assim, vem aqui, vamos fazer de novo?-ele estava ainda mais vermelho, e suava horrores.

-Me solta! Maldita hora que eu resolvi tentar te encontrar de novo, deveria ter ido para casa usar o meu pau de borracha, ao menos ele me faz gozar!-eu era a frustração em pessoa enquanto recolhia a minha lingerie de cima da cama.

-Desculpa gata...

Me levantei o deixando falar sozinha, e fui para o banheiro dar uma olhada na minha cara. Eu estava vermelha de raiva, e não só dele, mas de mim também, afinal, eu sabia que ele não estava dando conta das outras vezes, por que agora ele iria dar? Idiota!

Depois de recomposta, eu voltei para o quarto, e a gota d'água, foi ver que o filho da mãe estava dormindo como um bebe, aquele inútil de merda. Respirei fundo, e me senti um zero a esquerda. Era nestas horas que o meu nome, e toda a minha grandeza, não serviam para absolutamente nada.
Dei as costas indo para a porta, porem, eu pensei bem, e o encarei.

-Isso não vai ficar assim! Ah, não vai mesmo.

Voltei ate a cama, peguei a cueca que estava no chão ao lado da mesma, e com cautela, amarrei os seus pulsos na guarda da cama, o deixando bem preso. O idiota ficou tão acabado com uma taça de champanhe, e uma gozada, que nem sentiu o que estava acontecendo com ele. Imbecil!
 Peguei o meu batom vermelho, e escrevi na sua barriga "Inutilizável" com uma ceta apontando para o falecido. Sorri, e sai do quarto decidida, a nunca mais olhar para a sua cara.
Ninguém mexe com Anne Unger, e sai completamente ileso.


segunda-feira, 14 de março de 2016

Capitulo -04



No coração de New York, sentindo a necessidade falar mais alto do que a razão...



Olhei para o relógio do meu computador que estava aberto em um amontoado de arquivos com novos projetos de alguns editores -inclusive o manuscrito da Lil-, eu notei que faltava exatamente dez minutos para uma da tarde, e antes mesmo de fazer qualquer outra coisa, o meu telefone tocou, e eu sabia perfeitamente quem era.

-O que é?

-Senhora Unger, não se esqueça que em dez minutos tem um almoço marcado com a Senhora Chan, no Sushi Star!

-Ate o nome do lugar e medíocre! Eca.-pude jurar ter ouvido um esboço de sorriso, do outro lado da linha. Se apronte Jason, ira comigo, não vou encarar isso sozinha!-desliguei em seguida.

Me levantei e segui ate o banheiro, dei uma olhada geral no meu corpo, e gostei. Alias, eu sempre gosto. Retoquei a minha maquiagem, penteei os meus fios com o próprios dedos, retoquei o perfume, e em seguida sai do banheiro me sentindo renovada. Peguei a minha bolsa, e sai da sala em seguida, sem nem precisar encara-lo para saber que estava pronto, já que me esperava de pé -lindo-, em frente a sua mesa. O ignorei completamente, assim como todo aquele bando de gente imprestável, que estava ali somente de enfeite, por que na hora que preciso de algo, ninguém sabe me servir, e servir de porra nenhuma. Por mim, mandava todos embora, e contratava novos funcionários. Quando esta editora for minha, esta sera a minha primeira providencia.

Segui para o elevador a passos largos, sendo seguida pelo Jason. Tenho certeza de que olha para a minha bunda, mesmo com receios de mim, todos olham, a não ser que seja gay. Mas, eu acho que gay o Jason, definitivamente não é, se for, disfarça muito bem.

Parei na porta do elevador, e esperei que ele acionasse o botão a espera do mesmo. Porem, antes mesmo que ele apertasse o botão, a porta se abriu, quando ele parou no nosso andar. Entrei no elevador, assim que todos sairão, fui seguida por ele, que apertou o térreo sem falar absolutamente nada.

Descer 27 andares era entediante, porem não se tornou tão insuportável, quando respirei fundo sentindo o seu cheiro gostoso. Um perfume bom, bem másculo, que me fez fechar os olhos por um segundo- apenas um segundo-. Quanto tempo eu não sentia um cheiro tão bom. Tudo bem, não era muito tempo, já que eu tenho as minhas artimanhas, mas sentir um perfume novo era sempre muito bom, e o perfume dos outros funcionários não me chamam tanta a atenção. Ou talvez sejam eles que não deixam que os seus cheiros sejam um atrativos, já que todos são bem estranhos, e evitam me olhar. Não sei por que! Se bem, que na realidade, nenhum me agrada mesmo.

Enfim, ele tinha um cheiro bom, algo amadeirado, forte, imponente, algo que dizia "Esta pronta para ser minha?" Isso era sensual, e atraente.Definitivamente era de molhar a calcinha. Porem, só de pensar em dar para o meu assistente -por mais gato que seja, e ele é-, estaria completamente fora, de cogitação, o máximo que me permito, e imaginar, realizar seria decadente demais.

A porta do elevador se abriu no decimo quinto andar, e dois funcionários, que o estavam esperando, recuaram os seus passos assim que me viram la dentro, desistindo imediatamente, de pegar o mesmo elevador que eu. Eles olhavam para o Jason, como se perguntassem o que ele estava no mesmo metro quadrado que eu, como se eu tivesse uma doença extremamente contagiosa. Assim que a porta se fechou foi impossível não esboçar um sorriso pelo canto dos lábios, mesmo que sendo debochado.

-Viu como sou amada aqui na empresa Jason?

-A senhora só impõe respeito, não acho que seja odiada.

-Não seja estupido rapaz! Eu sou sim, e gosto de ser odiada, isso infla o meu ego.-sorri mais uma vez de canto arrumando a minha bolsa no ombro.

Saímos do elevador no térreo, e seguimos para a saída da editora, a sonsa da recepção, me desejou uma boa tarde, apenas a olhei pelo canto dos olhos lhe oferecendo a minha melhor cara de nada, colocando os meus óculos escuros, olhando para frente, e seguindo o meu caminho como se ela em nenhum momento existisse. Porem, quando ela falou com o Jason, ele lhe retornou o cumprimento, e acrescentou uma pergunta na finalidade de saber como estava sendo o seu dia. Estanquei a minha passada olhando para trás, e ele desfez o seu sorriso, dando lugar a uma expressão impassiva, encarando os meus olhos escondidos pela lente escura. Torci os lábios em desaprovação, e segui para a porta. Nem sei bem por que fiquei tão incomodada, mas, eu sempre achei desnecessário ficar de papinho furado no serviço, estas coisas me irritam. Ninguém e amiguinho de ninguém, no fundo somos todos rivais, e uma hora ou outra, a pessoa que lhe abriu um sorriso hoje, outrora pode, e irá, puxar o seu tapete. Isso era um fato. Por isso, para que ficar de sorrisinhos para terceiros? Nem para o meu dentista eu sorrio por livre e espontânea vontade.

O almoço foi terrível. Eu não comi, odeio peixe cru, e ver a Chen, comendo aquilo de forma tão prazerosa, me fez ter náuseas o almoço inteiro. Jason, também não comeu, mas que fique claro que foi por que não quis.

Ele passou o almoço inteiro apenas anotando as coisas que eu achava ser revelante, durante aquela reunião. Este almoço completamente desnecessário, e toda a baboseira que ouvi, era por que o senhor Arthur -o CEO da empresa-, queria abrir os horizontes, tendo a intensão de abrir uma filial da empresa na Asia. Agora a pergunta que não quer calar. Por que ele mesmo não veio para esta maldita reunião? Esta e fácil, eu mesma respondo. Por que ele não tem culhão, e obvio, tem a mim, para fazer isso por ele.

Filho da puta!

Ela falava sobre um novo trabalho-já que alem de ser muito influente em uma editora especifica na Ásia, ela também era escritora-, e eu fingia me interessar. Esta na hora deste povo ter um pouco mais de criatividade, eles sempre falam sobre as mesmas coisas em seus romances baratos. Sinceramente, não sei como estes romances água com açúcar tem tanta saída. Acho que tem muita gente romântica no mundo. Quando eles vão entender que não existe romantismo, e que a unica coisa que os homens querem quando bancam o romântico, e te comer? E que quando ele te levar para a cama, acabou, acabou o romantismo, acabou as flores,m acabou os chocolates, as aberturas de porta, enfim, depois de abre as pernas para o cara, todo o resto se fecha. Ai você só vê que foi feita de idiota, quando esta em frente a TV com um balde de pipoca, um de sorvete, chocolate, assistindo a um filme bem clichê. Faça-me o favor! Bando de idiotas!

Uma longa e torturante hora havia se passado, quando enfim, a reunião tinha acabado, e eu estava indo comer algo. Se e que o meu estomago iria permitir depois de ver tanto peixe cru na minha frente. A cada minuto que passava, eu sentia vontade de enfiar um "rachi" em cada narina daquela mulher de voz anasalada, que estava me tirando dos nervos.

-Fique a vontade para pedir o que quiser Jason!-o encarei quando já estávamos acomodados em uma mesa do meu restaurante favorito a três quadras da Editora. Espero conseguir comer algo depois de presenciar aquele show de horrores.

-Obrigado! Quando chegarmos tratarei de enviar todo o teor importante da reunião para o seu e-mail.

-Faça isso!

-Senhora Unger, vai querer o de sempre?-um dos garçons se aproximou.

-Sim!-e eu sei, eu sou previsível, mas só quando eu quero. Ouvi o meu celular tocar, peguei o aparelho, e la estava escrito Joseph, deixei um sorriso de canto escapar e atendi. O que quer?-fiquei seria novamente.

-Como sempre doce como féu!-sorriu.

-Não estou com tempo para você Joseph, tenho que comer, e voltar ao trabalho.

-Quero te encontrar esta noite, preciso te foder com força!

-Frustrado?

-Excitado!

-Use outros artifícios, não estou a fim de apenas cinco minutos de prazer!-dizia tão passiva, como se estivesse falando sobre o tempo.

-Eu estava cansado na ultima vez! Ate quando vai jogar isso na minha cara?

-Ate me promover algo decente, coisa que não acontece a algum tempo, não e Joseph? Eu acho que esta na hora de procurar um novo buraco para se entocar.

-Você esta dando para outro, não e Anne?

-Infelizmente não, mas se tivesse também não seria da sua conta, não te devo nada!-endureci o meu tom de voz. Inútil.

-Tudo bem, desculpa! Vamos marcar hoje a noite, aproveitar que é sexta-feira, jantar fora, e depois curtir a um motel, já que ainda não me deixa conhecer o seu apartamento. O que você acha?

-No meu apartamento, só entra quem eu quero. E no momento, eu não te quero por lá!

-Você e tão...

-Sinceramente, pouco me importa quem pareço ser para você! Hoje as sete, na frente da editora, não se atrase. E a sua ultima chance de fazer algo bem feito!

-Muito obri...

-Haja paciência!-tinha desligado na sua cara, não preciso de sua gratidão, preciso de outra coisa, e muito bem feita.

Joseph, era um cara que de vez em quando me retirava o atraso. Não era um Deus do sexo, mas no inicio me deixava bem devastada. Ele que não sonhe em saber disso. Mas, de um tempo pra cá, ele vem me deixando e bastante irritada. No fundo, eu acho que já me enjoei dele. Hoje decidi aceitar mais uma tentativa, se for tão frustrante como da ultima vez, em que ele gozou nos primeiros dez minutos, me deixando na mão, eu vou arrancar as suas bolas com uma faca de descascar legumes.

Olhei para o Jason, e ele estava com os olhos grudados no tablet onde ele mantinha a minha agenda em ordem, como se de certa forma, tivesse dando privacidade para a minha ligação. Pela primeira vez em no minimo uma semana, esbocei um resquício de sorriso verdadeiro. O filho da puta conseguia ser ainda mais atraente de perfil. Ate este momento, ainda não tinha levantado a possibilidade de transar com algum assistente alem do Taylor-, mas mesmo contra a minha vontade, este infeliz estava começando a fazer uma área especifica do meu corpo ficar extremamente abalada. Ou no caso, encharcada.

Por incrível que pareça, o almoço com o Jason foi bem agradável, afinal, não trocamos uma palavra, e acredite. Isso foi melhor do que as ultimas horas de ladainha que eu ouvi ate então.

Apesar do silencio, a sua companhia era bem interessante, fora que era agradável de se ver. Afinal, a cada minuto que passa, eu vejo algo nele que me salta aos olhos. Notei um sinal marrom escuro em sua sobrancelha direita, e isso lhe dava um charme todo especial. A sua gravata com um nó perfeito, em volta seu pescoço, deixando as pontas cair sobre o seu peito aparentemente definido, que se movimentava de acordo com a sua respiração. Ele chamava a atenção das mulheres ao seu redor, fazendo alguns pescoços femininos se entortarem em sua direção. E por que não alguns masculinos também? Ele deveria ter a mulher que quisesse na sua cama. Fechei os olhos com força, e soltei um palavrão internamente, ao notar que estava reparando demais nas feições de um, subalterno. Onde aquele filho de uma mãe do Joseph, me fez chegar com a sua incompetência na cama. Desgraçado.

Terminamos o almoço, voltamos para a editora. Me tranquei em minha sala, e por la fiquei voltando a minha atenção para o computador como estava antes do almoço. Preferi me desligar de tudo, e de todos, antes que mande meio mundo para aquele lugar, só de frustração antecipada. Tudo isso prova que la no fundo. Bem la no fundo, eu sou uma boa mulher.

Nem vi a hora correr no relógio, quando notei, já era final do expediente, e eu ainda estava no computador, precisava terminar de ler, e organizar aqueles arquivos, e enviar para o Jason, ele teria que arquiva-los ainda hoje. Obviamente faríamos hora extra, e infelizmente não poderia ir para casa tomar um banho, e me arrumar para sair. Foda-se, se o Joseph quiser me comer, terá que ser assim mesmo, ou vai esperar ainda mais.

-Jason!-disse apos apertar o seu ramal no meu telefone.

-Sim.

-Vem aqui!

-O que deseja?-me encarava ao fechar a porta atras de si. Rápido este moço!

-Vamos fazer hora extra! Ainda não terminei estes arquivos, e você tem que arquiva-los ainda hoje. O trabalho e tanto, que ainda vou levar serviço para casa.

-Tudo bem, não tem importância!-olhei para ele, que me encarava com os olhos cerrados, e com o maxilar tensionado.

-Não me encare assim, isso me irrita!

-Desculpe, não notei que a encarava.-sorriu de canto.

-Do que sorri?

-De nada senhora! Precisa de mais alguma coisa?

-Preciso! Senta!-apontei para a cadeira a minha frente. Por que sorri?-refiz a minha pergunta depois que sentou, e ele sorriu abertamente agora.

-Fui abordado no corredor, por uma das moças, que me perguntou se eu era o seu novo assistente.-sorriu ainda mais, os seu sorriso era um ótimo atrativo. Porra, para de sorrir homem. Eu respondi afirmativamente, e ela me desejou boa sorte, e que você era alguém impossível de se aturar.

-Pode ter certeza que sim, eu sou o pior pesadelo de todos aqui dentro.

-Desculpe, mas não e o meu! Estou muito animado com, a possibilidade de trabalhar ao lado de alguém tão competente, e isso esta sendo um desafio que eu estou adorando.

-Vamos ver ate quando! Agora vá, não me faça ficar olhando mais um segundo para a sua cara, esta me dando vontade de te bater, ate ficar todo vermelho!-ele me encarou, cerrando os olhos novamente, e vi um brilho diferente em seu olhar, que fez a minha pele se arrepiar, e a minha calcinha ficar levemente úmida. Ele se levantou depois de alguns segundos, e simplesmente saiu em seguida.

Respirei fundo, e retirei o blazer depois de sentir um calor gostoso, tomar o meu corpo. Acho que a falta de sexo esta me deixando completamente necessitada. Espero que aquele imprestável, faça um bom trabalho hoje.

sexta-feira, 11 de março de 2016

Capitulo -03



No conforto do meu lar, implorando por um pouco mais de paciência...



Já no final do dia, chamei o Jason, na minha sala, e disse a ele que iriamos para a cafeteria em 10 minutos. Passado este tempo, arrumei as minhas coisas, me olhei no banheiro privativo, e sai da sala o encontrando já desligando o computador. Acho que ele tem um relógio interno, só pode, como ele consegue ser tão certinho assim?

Segui a passos apressados para o elevador, sendo seguida por ele ate o mesmo. Assim que ele chegou ao 27° andar, as suas portas se abriram e adentramos apressadamente, logico com ele me cedendo a vez, e apertando o botão correspondente ao térreo. O seu perfume inebriou o pequeno espaço, era um cheiro bom de homem, era algo intoxicante aos sentidos de qualquer mortal. Mas como eu sou uma mortal completamente diferente, aquilo não me afetou.

Mentira eu estou quase pulando no colo dele, e o beijando que nem uma louca tarada, com direito a estourar todos os botoes da sua camisa social branca, com apenas um puxão, deixando o seu peitoral -provavelmente muito bem definido-. para fora, somente para o meu deleite pessoal.

Calma Anne, ate parece que nunca viu um homem!

Ao chegar no térreo, ele prontamente como um perfeito cavalheiro, abriu a enorme porta de vidro fundido para que eu passasse. Devo admitir, que ele quase me fez agradece-lo, ou emitir um simples sorriso, mas acredite, foi quase, acho que ainda falta muito para isso.

-Senhora Unger.

-Rob. Este e o meu assistente senhor Weber, ele vai me acompanhar ate o cafe que fomos no dia de ontem.

-Certamente senhora Unger.

Ele abriu a porta para mim, me acomodei no banco de trás, sozinha, enquanto os dois ficaram na frente. Seguimos para o cafe, e o único assunto entre eu, e o meu assistente, dentro daquele carro, era sobre o cliente. O velho Milic.

Quando chegamos, e o Jason, prontamente saiu do carro abrindo a porta para mim, em um curto espaço de tempo, a unica coisa que consegui fazer enquanto ele dava a volta pelo carro, foi pegar a minha bolsa.

Levei um breve susto ao ver a porta se abrir, e a sua mão se esticar para que eu a pegasse para sair do carro. Olhei para a mesma, e uma parte de mim gritava para que eu a pegasse, mas outra parte de mim se mantinha instável, dura, rígida como pedra, se recusando a dar um passo fora do circulo dedicado a mim, dedicado ao meu lado arrogante, e prepotente. E para o azar dele, infelizmente ele falava mais alto.

-Não preciso de ajuda para sair do carro!- olhei dentro dos seus olhos ao sair do mesmo, sem a sua ajuda.

-Desculpa, só estava tentando ser gentil!

Não disse nada, e apenas segui o meu caminho, sentindo a sua presença no meu encalço.

Eu gosto de ser rude, eu sou assim, sou grossa, ignorante, mal educada mesmo, não gosto de muitas aproximações, fazer o que, este e o meu jeito, não tem como mudar. Eu não era assim na minha infância, mas a vida me obrigou a ser assim, e agora, querendo ou não eu sou assim, e não estou nem um pouco a fim de mudar.

Adentramos ao cafe, e ao sermos guiados ate uma mesa, mesmo relutante ele segurou no encosto de uma das cadeiras, a puxando para que eu sentasse, e assim eu fiz, observando ele sentar a minha lateral direita, deixando uma cadeira vaga para o velho Milic.

-Puxar a cadeira tudo bem, mas sem toques, não gosto que me toquem, e eu sou bem grandinha para saber me locomover sozinha, e não preciso de bengala, não estou aleijada!-disse para que as coisas começassem a ficar esclarecidas entre nos dois.

-Sinto muito! -a sua voz não soou ofendida, ou de quem acabara de levar um carão da chefe, mas sim despreocupada, como se nada tivesse acontecido.

Fomos prontamente atendidos por uma jovem loira, e enquanto ela falava, eu fiquei profundamente incomodada com o seu aparelho dental em cor verde limão, era quase uma afronta aos olhos alheios aquela cor ofuscando a minha visão. E por conta disso, preferi nem olhar para ela ao fazer o meu pedido.

-Sabe se amanha o Martin, estará no prédio?-perguntei algum tempo depois, sorvendo um gole do meu expresso.

-Eu não sei!

-Deve saber, sempre deve saber, voçe e o meu assistente, tem que saber de absolutamente tudo!

-Prestarei mais atenção na próxima vez! Me da licença, e somente um minuto?

-Vá.

Sorri vitoriosa ao conseguir chamar a sua atenção pela primeira vez, diante da sua eficiência, eu pensei que não iria conseguir fazer isso nem tão cedo, já que ele esta se mostrando ser o "senhor perfeição". Gosto quando consigo chamar atenção de alguém, ou quando consigo menosprezar alguém, e tão gratificante. Faz bem a minha auto estima.

-Desculpe-me a demora.-sentou novamente. O senhor Martin, não estará no prédio, já que no período da tarde, ele ira participar de um congresso, na cidade de Springville.-engoli cada palavra em seco, elevando o meu olhar que ate então estava em minha bebida, para ele, mantendo a minha expressão seria.

-Quem te contou?

-Charyce, a assistente dele!-ele realmente estava conseguindo me impressionar. Mas e claro, que esta seria a ultima coisa que ele saberia.

-Senhorita Anne.-revirei os olhos ao ouvir a voz do senhor Milic.

-Senhor Milic, que prazer encontra-lo!-sorri sem vontade.

-O prazer e todo meu estar ao lado de uma bela mulher como voçe!-beijou a minha mão cordialmente.

-Imagina, sente-se!-limpei a mão suja de baba de velho, discretamente na saia do meu terninho. Este e o Jason, meu novo assistente.

-Prazer senhor Milic.-esticou a mão para um cumprimento, sendo prontamente retribuído.

-O que houve com a bonitinha da ultima vez?

-Ela não esta mais ligada a nossa empresa!

-Voçe como sempre, com o seu gênio difícil!

-Tem coisas que não mudam. Bem, estamos aqui para saber sobre o seu prazo. Não tem como diminui-lo?

-Temo lhe informar que infelizmente não será possível...

Conversamos sobre o fato do prazo dele estar se esgotando, e ele como sempre veio com uma desculpa bem esfarrapada, e eu só não disse o que eu realmente queria para ele, se não o Martin, cortaria a minha cabeça fora. Sinceramente, eu não sei a relação dele com o senhor Milic, mas não se podia falar um "ai" dele que o Martin, só faltava espumar, não só pela boca, mas, por todos os orifícios possíveis. Enfim, ele me pediu mais um mês de prazo, e eu nem pude dizer que não, mesmo a palavra tendo ficado agarrada na minha garganta, alias, não só a palavra, muito mais. Velho babão. Eu fui na tentativa de reduzir o prazo, e acabei tendo que ceder por mais um mês. Maravilha, só para foder ainda mais com o meu humor.

Ao termino da reunião, nos despedimos, e eu fui a primeira a sair dali enquanto o Jason, pagava a conta do cafe.

Entrei no carro, me acomodando no banco traseiro, e logo o Rob, ocupava o seu lugar ao lado do motorista.

-Direto para o seu apartamento senhorita Unger?

-Sim, Rob, e logo apos, deixe o Jason, onde ele preferir. -terminei de falar, e o Jason, entrou no carro.

-Claro senhorita.

Seguimos diretamente para o meu apartamento, e não demoramos muito a chegar, jã que nem era tão longe. Durante todo o trajeto, o silencio foi o carro chefe da viagem, e eu achava bem melhor assim, já bastava os e-mails de trabalho que eu estava respondendo no meu celular. Vontade extrema de mandar todo mundo se foder, e parar de encher o meu saco. Definitivamente, hoje eu não estava em um dos meus melhores dias, na realidade, acho que vou ficar naqueles dias.

-Ate amanha senhorita Unger. -Rob foi extremamente cordial como sempre, ao abrir a porta para mim. Olhei para o lado, e o Jason abotoava o seu paleto, devidamente aprumado em seu corpo.

-Ate amanha senhorita Anne. Deseja algo em especial amanha pela manha?-o encarei seriamente.

-Não!-dei as costas seguindo para o interior do meu prédio, mas logo parei. Rob.-Chamei a sua atenção.

-Senhorita Unger?

-Ate amanha!

-Ate amanha!

-Jason.

-Senhorita Anne. -Dei as costas novamente fazendo o meu caminho para dentro do prédio.

Quando cheguei em casa, Grece, ainda preparava o jantar. A cumprimentei, e ela disse que eu tinha visitas, a encarei, sentindo o meu rosto aquiescer, e ela entortou os lábios em forma de lamento. A unica visita que eu ainda tinha em casa, era da minha genitora, e sinceramente, eu não faço a menor ideia do que ela queria comigo. Alias, faço.

Retirei a parte de sima do meu terninho ficando apenas com a minha camisa branca, e com a saia do terno. Me concentrei no som do meu scarpin vermelhando ecoando no porcelanato do meu apartamento, contando ate um milhão se fosse preciso, para não surtar antes de entrar no meu escritório.

-O que você quer?-foi a primeira coisa que perguntei assim que rompi pela porta.

-Também senti a sua falta filha!-me encarou coma sua voz polida. Não sente saudades da mamãe?-não retirou os olhos de mim enquanto fazia a volta em minha mesa.

-Quer mesmo que eu responda?

-Não seja tão áspera, Anne, sou a sua mãe!

-Voçe e a minha genitora apenas!-abri a gaveta pegando a unica coisa que eu sei que ela queria de mim. Esta aqui o seu cheque. -lhe entreguei o envelope.

-Muito obrigada querida. -sorriu pegando de minha mão, e o analisando. Mas, o que e isso, você diminuiu dez mil dólares? -me encarou como se eu tivesse enfiado uma faca em seu peito. Não acredito que fez realmente isso com a sua mãe, Anne, eu tenho contas a pagar...

-Não seja sínica Violett, a unica coisa que voçe faz com os cinquenta mil dólares mensais que te dou, e fazer viagens, e comprar presentinhos para os seus amantes de 20 anos, alem encher a cara de botox!

-Assim voçe ofende a sua mãe, Anne...

-Ofendo? Tem certeza disso Violett? Não vamos falar de ofensas aqui, sim? Sabe muito bem que voçe não tem moral para isso...

-Isso já e passado Anne!-bateu as mãos na mesa se levantando. O Walter, ate já morreu, e é graças a ele que voçe ocupa o cargo que tem hoje!

-Sim, graças a ele que no final das contas, foi um bom homem, mas não graças a voçe! E saiba, que eu só a ajudo, em consideração a memoria dele, já que me fez prometer que jamais deixaria de te ajudar!

-Ele era um homem maravilhoso, pena que preferiu dar tudo a voçe!

-Ele conhecia a mulher com quem dormia!

-Você e muito ingrata comigo!

-As vezes eu pergunto se eu realmente sai de voçe!

-E claro que sim querida! O meu único defeito foi não ter escolhido um pai decente para voçe...

-A sua definição de decente, e rico Violett, não seja hipócrita!

-Sim!-sorriu. Filha, bem que você podia me ceder as chaves da casa em Londres que o Walter deichou para você, não e? Você nem a usa, quase não vai pra la, e quando vai, nem me convida, ou se quer me deixa ir ate la sozinha!

-Você não perdeu nada por la, e outra, eu jamais venderia aquela casa! Nem tente, não vai conseguir me fazer vende-la, ou se quer deixar que coloque os seus pés la.

-Você e muito egoísta!

-Eu sou egoísta, sou ruim, sou orgulhosa, e muitas outras coisas mais, e você já deveria ter se acostumado com isso!

-Tudo bem, tudo bem meu anjinho, a mamãe já vai, não quero discutir com você, se não mês que vem você diminui mais dez mil da minha mesada!-respirei fundo. Sera que mandar a mãe para o inferno, ou para a puta que pariu em voz alta, e pecado demais ate para mim? E eu preciso ir ao salão, tenho um compromisso esta noite.

-Compromisso? Sei. Quantos anos este tem?-perguntei olhando uma pilha de contratos a serem avaliados sobre minha mesa.

-Vinte e dois!-sorri incrédula a encarando novamente.

-Você não tem vergonha, ele e dez anos mais novo do que eu, vinte e cinco a menos que voçe!

-Estou vivendo, não estou morta, e voçe deveria fazer o mesmo, ao invés de ficar o dia inteiro trancada naquele escritório. Alias, a voz do seu novo assistente e extremamente sexy, e deve ser belíssimo, quantos anos ele tem, pela voz deve ter no máximo 26 anos.

-Voçe não tem jeito!

-E você deveria retirar o seu atraso com ele, afinal, eu nunca a vi com um namorado se quer. Anne, minha filha, você transa com alguém?

-Com o meu consolo de borracha! Ele me faz gozar, e não me enche o saco com perguntas idiotas!-sorriu.

-Não sabe o que esta perdendo, a carne e bem mais prazerosa!-revirei os olhos de impaciência. Olha a hora, preciso ir antes que me atrase, mês que vem eu venho novamente! Beijos querida.-ela simplesmente deu as costas e saiu.

Me sentei na cadeira afundando o meu corpo, era exatamente isso que acabava comigo, todos os meses era a mesma coisa, ela só vinha ate mim, ate a minha casa para pegar o seu maldito cheque, e depois vem dar uma de mãe para sima de mim. VAI PARA A CASA DO CARALHO! Eu queria gritar isso bem alto, e em bom som na cara dela, mas o ultimo restinho de decência, e temor, primeiramente a Deus, pelos meus atos aqui na terra, não me permitiam tal coisa. Mas eu juro, que um dia, eu ainda perco as estribeiras com ela.

Depois do jantar, no qual a Grece, fez um delicioso espaguete a carbonara, eu voltei para o escritório, tinha alguns contratos para analisar, era bom que me afastava da terrível lembrança de que recebi a dona Violett, na minha casa.

Já passava da uma da manha quando eu fui para a minha cama, e foi impossível, não abrir a minha gaveta de recordações que mantenho no meu closet. Peguei a sua foto, e a olhei por alguns segundos. A culpa não foi minha, não foi dele, a culpa foi dela, mas no final das contas, ela me fez muito bem, por que ele era maravilhoso. Ele foi maravilhoso, do inicio ao fim.

-Saudades meu amigo. Meu pai!-beijei a sua fotografia, a acomodando calmamente, e carinhosamente no mesmo lugar. Voltei para a minha cama, onde não demorei a pegar no sono.

...

-Amo a incompetência matinal de vocês!-sorri ao vê-los se acomodando em seus lugares, e fingindo que estavam trabalhando. E tão estimulante.-parei na minha porta. Se bem que ela não e matinal, é diária, e constante!-entrei na minha sala.

A primeira coisa que vi foi o Jason, em seu lindo terno cinza, com uma camisa azul clara, arrumando o jornal na minha mesa. Assim que entrei ele elevou o olhar, me fazendo apreciar momentaneamente os seus lindos olhos azuis.

-Bom dia Anne!-sorriu, mas nem o seu sorriso perfeitamente branco, iria me fazer sorrir esta manha. Esqueça.

-Meu cafe?-perguntei lhe entregando a minha maleta, juntamente a minha bolsa.

-Na outra extremidade!-o peguei dando uma golada contida, já que estava fumegante demais.

-Os contratos dos novos escritores já estão avaliados, e assinados. Pode levar, estão na maleta que te entreguei.

-Claro!... A proposito, tem uma almoço de negócios com a senhorita Lil Chen, a agente dela ligou esta manha.

-Almoço no restaurante japonês. Maravilha, amo peixe cru!-fiz careta de extremo nojo.

-E bom...

-Não perguntei se era bom, eu não gosto!-o encarei, e ele sorriu. Ele sorriu, qual era o problema deste bastardo? Por que esta sorrindo?

-Desculpa, eu sei que comecei ontem, e não tenho intimidade para fazer nenhuma observação, mas... Não sei por que tanto mal humor.-espalmei a minha mão na mesa me levantando, e o olhando seriamente nos olhos.

-Por que pessoas incompetente, e abusadas como voçe, me deixam de mal humor!-ele apenas cerrou os olhos. Sai daqui!

Senti o meu corpo inteiro reagir a sua contração facial, expondo o seu maxilar, e queixo perfeitamente delineados, e marcados.

Me sentei novamente, pegando o meu café, me virei para a enorme janela de vidro que me dava a perfeita visão de Manhattan. Cruzei as pernas, e respirei fundo, foi impossível conter um esboço de sorriso no canto dos meus lábios, ao me lembrar de suas palavras.

-Abusado! Lindo, sexy, mas muito abusado.



"Ola amores, tudo bem?

Espero que estejam curtindo a historia!

Eu sei que sou novata nesta categoria de originais, e aqui n o wattpad também. E jamais, irei querer sentar na janelinha a esta altura do campeonato. -kkkkkk- Mas, eu seria uma pessoa eternamente grata se vocês pudessem votar na historia, ou ate mesmo dar a opinião de vocês sobre os capítulos, queria saber como estou me saindo, se a historia esta agradando, enfim, estas coisas. Afinal, vocês são o meu termômetro!

Conto com o carinho de cada um de vocês, muito obrigada pela atenção, e ate breve..."

Beijos C.L. Varella.




segunda-feira, 7 de março de 2016

Capitulo -02



No coração de Manhattan, sem nenhuma pretensão de sucumbir a um maldito sorriso...

Olhei para ele, e apenas direcionei a minha mão ate a cadeira a minha frente. Ele fechou a porta atras de si, e deu apenas 4 passos firmes e decididos ate a cadeira. A sua atitude e confiança só eram ofuscadas pela sua aparência. Ele era alto, talvez 1,90 de altura, era um homem de um bom corpo, talvez ate malhado, ao menos foi o que as suas calças sociais me contaram. O seu rosto era marcado, e logo de cara, ele abriu um intenso sorriso, que me fez prestar ainda mais atenção em sua pessoa. Definitivamente, era um belo diferencial, claro, alem do seu cabelo curto, que estava milimetricamente bagunçado. Parecendo levar uma eternidade, despertei da minha breve "conferida" em seu corpo, pelo telefone da minha mesa tocando.

-Espero que seja muito importante.- Disse rispidamente cerrando os olhos ao olhar nos seus. Eu não tinha receio de olhar nos olhos de ninguém, eles que deveriam ter de olhar nos meus.

-O senhor George, esta perguntando se vai parar agora para o almoço...

-Diga para ele não me amolar.-Apenas desliguei o telefone, e direcionei a minha atenção ao belo rapaz a minha frente. Você e o?- Logico que não iria mostrar o meu repentino interesse pelos seus dotes. Digo, seu currículo.

-Jason Weber senhora.-disse com a voz polida, sem retirar os seus olhos dos meus. Confiante.

-Formado em que?

-Em língua americana. -Disse deixando um sorriso escapar no canto dos seus lábios. Ele parecia estar extremamente relaxado.

-O que voçê pretende na empresa?

-Dar o melhor de mim, e aprender a cada dia, com cada detalhe!-Disse firme, cerrando os olhos, e passando a ponta da língua nos lábios.

Senti que aquele cara estava querendo me desarmar, era a primeira vez que me sentia assim.Pigarrei. Quem ele pensa que é para tentar me seduzir, na maior cara deslavada? Sera que o seu desespero pelo emprego chega a este ponto? Coitado, não sabe onde esta se enfiando, sinceramente, sinto pena dele. Endureça esta cara, e seja rígida. Disse para mim mesma, comigo o buraco mais embaixo meu bem.

-O que voçê esta disposto a fazer pela empresa, sabe que ira começar como o meu mero assistente, não e?

-Sim, e espero lhe ser útil no que precisar, sem exceções.-disse rápido, e seguro de si. Bom.

-Horário?

-Disponível 24 horas por dia!

-A minha agenda e cheia!

-Cuidarei para que a cumpra detalhadamente, do inicio ao fim! -O maldito sorriso retornou ao canto dos seus lábios.

Limpei a garganta, e levei a mão na testa ao sentir uma leve fisgada. Olhei para o telefone e apertei o ramal da mesa da Elisa.

-Preciso de um copo d.água. -Desliguei em seguida.

-Desculpa a intromissão, mas esta se sentindo bem?

O encarei seriamente lhe oferecendo a minha melhor cara de desdenhosa, e peguei a minha bolsa a procura do meu conhecido remédio para conter a maldita enxaqueca que já estava se anunciando.

-Enxaqueca?... Já tomei muito deste!

"Alguém te perguntou alguma coisa?" Esta bendita frase chegou a entalar na garganta, porem não sei por que não disse, apenas mantive a expressão seria, o olhando impassiva. Logo em seguida a Elisa, bateu a porta adentrando com uma garrafa de vidro pequena de água, e um copo longo.

-Mais alguma coisa?

-Não!... Alias sim, pode dispensar os próximos candidatos, já escolhi o proximo funcionário.

O encarei seriamente, e ele, mais uma vez soltou aquele maldito sorriso,sem deixar de sustentar o meu olhar. Isso esta começando a me irritar. E eu adoro isso, simplesmente amo ser desafiada. Eu gostei dele só pelo fato de me olhar nos olhos, de não ter receio de me encarar, ao contrario dos outros que temiam ate o meu olhar, eu queria ver ate quando, este insolente teria a capacidade de olhar assim, de igual, para igual.

-Esteja aqui amanha as 7 horas!

-Claro, a senhora não vai se arrepender!

-Assim espero!-sorri de canto. E pode começar pegando isto! -Abri a gaveta da minha mesa, e lhe entreguei um cartão de banco. Traga um cafe expresso com o dobro de cafeina e pouco açúcar, tem que ser da cafeteria a duas esquinas daqui, e só dizer que e para a Anne Unger, eles sabem os meus gostos.

-Claro, as sete estarei aqui! Esticou a mão para um cumprimento, olhei para a mesma espalmada a minha frente, em seguida olhei para o seu rosto, e sorri debochada. Ele recolheu a sua mão e saiu, mas não antes de me desferir aquele maldito sorriso novamente.

Relaxei o corpo na cadeira, cruzando novamente as minhas pernas. Mordi o lábio inferior, imaginando que talvez não seria tão complicado, trabalhar com um belo exemplar de homem como ele. Mesmo sendo bastante abusado, eu espero que valha a pena, e que ele saiba atender as minhas necessidades. Todas elas! Mas, na primeira pisada na bola, ele vai para rua, na mesma hora, e não sera nenhum rostinho bonito-sorriso sedutor-, que vai faze-lo ficar aqui. Não mesmo!

O resto do dia foi uma merda, a minha enxaqueca não parou um segundo, e para completar, os telefonemas com os novos clientes também não. Foda era ter que analisar sozinha toda a porra da agenda, para saber o que tinha marcado para as próximas horas. E para a minha infeliz sorte, eu tinha um cafe com o senhor Jones Milic, ele era um dos nossos clientes mais antigos, ele e autor de obras relacionadas a ciências humanas, e a unica coisa que ele sabia fazer, era falar sobre anatomia humana Feminina.

Mas eu sei bem sobre o que aquele velho safado gosta, ele curte e uma putaria. Vem com esta porra de ciências humanas para o meu lado, mas quando estamos sozinhos, ele não para de olhar para as minhas pernas, ou o meu decote. Uma vez ele veio de graça com a minha cara, elogiando a minha boca, o meu perfume, ate do meu cabelo ele falou. Só não o mandei tomar onde o sol não bate, por que estávamos na sala com o Sr. Martin. Eu sei muito bem o que ele queria, mas comigo não, ele que vá procurar outro lugar para enfiar aquele pau murcho dele. Ele fala que tem doutorado, mas o único doutorado que ele tem e de safadeza, acha que eu não saco a dele? Comigo não, quem gosta de velharia, e museu meu bem, eu adoro carne fresca!

-Por que eu não mandei o bonitinho de olho claro começar hoje, só assim não precisaria ficar analisando agenda. Eu tenho certeza que foi aquela vadia da Clarice, que agendou um café, ao invés de marcar na sala de reuniões da empresa. Vaca. Ate longe aquela vadia me fode!

No final da tarde parei em frente ao meu banheiro privativo, e dei uma geral no meu corpo, em um espelho de corpo inteiro que eu fazia questão de manter. Sorri ao ver que ainda colocara respeito sob o meu channel vermelho, e o meu terninho preto com uma blusa branca. Sai muito puta da minha sala, não estava a fim de ter que encarar aquele velho babão, mas infelizmente o senhor Martin, ainda fazia questão de te-lo na editora.

-Quando eu me tornar dona de toda esta porra, este velho sera o primeiro a rodar.-confabulei comigo mesma enquanto seguia para o carro, que estava a minha espera no meio fio.

-Senhora Anne.

-Vamos ao cafe "Brunch" Rob.

-Perfeitamente senhora.

Entrei no carro, cujo a porta já estava averta pelo Rob, abri a minha bolsa, e peguei o meu estojo de maquiagem, olhei no espelho de mão, e retoquei o meu batom vermelho, juntamente com mais uma camada do meu rímel preto, não que o senhor Milic merecesse, mas vaidosa como sou, ate se eu fosse caminhar no central park, -fato este que não acontecera, jamais- eu passaria batom, e calçaria os meus sapatos mais altos e refinados.

Rob, enfrentou o conturbado transito de Manhattan, e seguiu para o cafe, que naquele horário parecia o inferno na terra.

Fui direcionada a uma mesa com muito custo, depois de ter que esperar longos 3 minutos.

Encurtei um pouco a manga do meu terninho italiano, somente para ver as horas, e constar que o velho estava 5 minutos atrasado, sendo que o meu limite e de 15 minutos, passou disso, eu não espero nem pela minha genitora.

Um jovem atendente veio anotar o meu pedido, pedi um Cappuccino com o dobro de cafeina, e o dobro de canela.Ele olhou para mim, e sorriu abertamente mostrando os seus dentes perfeitamente alinhados, no qual só me fez lembrar que semana que vem eu tenho consulta marcada com o Sr. Richard, o meu dentista. Se bem que pela idade dele, eu acho que ele foi dentista da minha avo, quando tinha somente 10 anos de idade. Ele e tão velho, e treme tanto, que as vezes eu acho que ele não vai nem conseguir segurar o espelhinho. Coitado! Eu sei, e por estas e outras que o meu apelido carinhoso e naja, mas fazer o que? E mais forte do que eu.

Me ajeitei na cadeira, conferi o meu celular e não tinha nada, e por mais estranho que pareça, eu me peguei pensando no senhor Jason Weber. Espero que ele seja uma boa contratação, ao menos de corpo ele e. Não que eu tenha reparado. Reparei mesmo. Ele tem pernas grossas, os braços parecem ser bastante fortes também, o peitoral então, nossa. Sou mulher, olho mesmo! Não e assim que os homens falam quando veem uma mulher bonita, que olham mesmo, afinal, são homens? Então, por que não podemos ter o mesmo direito? Eu olho, analiso mesmo. E sinceramente, não sei o que ele foi fazer la  na editora querendo a vaga de um mero assistente, com o corpo que parece ter, ele poderia trabalhar com qualquer outra coisa relacionado, que ele daria muito certo. Mas, já que ele escolheu trabalhar para mim, vou aproveitar.

-Não quero ter que manda-lo embora. Não ainda.-sorri-

Depois do meu Cappuccino devidamente saboreado, notei que tinha ficado tempo demais esperando pelo velho Milic.

-Filho da puta, fez com que eu perdesse o meu precioso tempo!

Paguei a minha conta muito mal humorada, e segui para o carro como um foguete. Mal deu tempo do Rob, sair do carro e abrir a porta para mim. Entrei no veículo, e logo ele se enfiou nas ruas movimentadas de Nova York, a unica coisa que eu queria agora era chegar em casa, tomar um belo banho e descansar.

(...)

Já na minha confortável casa, tomei um banho revigorante, e assim que terminei, me arrumei impecavelmente segui para a sala.

-Boa noite Anne.-sorriu ao me ver-

-Boa noite Grace, como foi o seu dia?

Amigável? Sim, ela era o mais proximo que tinha de uma figura materna, já que a minha "genitora" só queria saber de arrumar um namorado novinho para a sua vasta coleção. Depois não quer ser chamada de... E melhor eu me calar.

-Muito bem querida, e o seu?

-Estressante!

-Farei o seu chá de jasmim com hortelã, tudo bem?

-Obrigada!... O jantar já esta pronto?

-Já servi!

Enquanto me alimentava, me peguei pensando no senhor Weber novamente. Eu sei, esta estranho, eu também estou achando, mas, desta vez, na realidade, eu estava pensando em fazer uma pequena maldade com ele, estava querendo chegar mais cedo que o normal, somente para vê-lo com cara de tacho, e eu ter o prazer de dizer a ele que estaria atrasado, e logo no seu primeiro dia ele receber uma pequena advertência verbal. Eu sei que isso e maldade, e eu adoro isso.

(...)

Colocando o meu plano em pratica, acordei 20 minutos mais cedo. Liguei para o Rob, e disse que precisaria dele mais cedo esta manha. Tomei o meu banho, hidratei a minha pele, me arrumei, em mais um dos meus terninhos, desta vez, de linho, e me maquiei calmamente. Quando o Rob, nunciou a sua chegada, rapidamente peguei as minhas coisas, e fiz o caminho ate a editora.

-Bom dia senhora Unger!

Não me dei ao trabalho de olha-la, mas como tinha acordado de bem humor, apenas acenei com a mão, fato este que sem duvidas a fez estranhar, afinal geralmente passo como um foguete pela recepção.

Ao chegar no 27°, andar ainda apreciei alguns segundos a mais da agitação daquele bando de desocupados, se eu pudesse mandaria todos embora, e contrataria outros, mas como não depende de mim. Infelizmente.

Retirei os meus óculos escuros, e caminhei apressadamente ate a minha sala, munida com o meu terninho cinza o meu escarpam vermelho, assim como o meu batom, e claro com a minha imponente, e inseparável arrogância matinal, que estranhamente se estendia da hora em que eu acordava, ate a hora em que ia dormir.

Parei por alguns segundos e olhei de relance para a mesa na qual ele ira ocupar, e claro, ela estava vazia, contendo apenas as coias de escritório. Sorri vitoriosa, e simplesmente coloquei a mão na maçaneta a girando em seguida.

-Puta que pariu que susto!-exclamei ao ver a sua figura alta, imponentemente, e sexy arrumando algo em minha mesa.

-Bom dia senhora Unger!-pareceu se divertir com o susto em que eu acabara de tomar, porem não demonstrou muito. -Desculpa se a assustei a senhora!

-Senhorita Unger! -o corrigi.- O que faz aqui?

-Trabalhando senhora... Senhorita!

Fechei ainda mais a minha expressão, e segui ate a minha mesa, na qual ele permanecia ao lado, e acomodei a minha pasta em baixo da mesa, próxima ao seu pé. Antes de me sentar olhei para uma das extremidades da mesa, e vi o meu cafe fumegando, sob um porta copos, que eu não faço ideia de onde tinha vindo aquele porra.

Do outro lado da mesa, tinha um exemplar do New York Times impresso do dia de hoje, e mesmo estando impressionada com o que estava vendo, é claro que não iria demonstrar a ele. Fiz uma careta desdenhosa, e simplesmente o encarei.

-O que te faz pensar que leio jornais pela manha?- perguntei apesar de que isso era um habito matinal. Ainda mais, os impressos.

-Talvez aquela pilha de jornais que estava na sua área de descanso ate esta manha, senhorita!. -puxou a cadeira para que eu sentasse.- Nos quais, eu já os encaminhei esta manha para a reciclagem de papeis!- Nossa, ele e bom.

-A que horas chegou?

-06:45 da ...

-Não bate com o meu cafe fumegando! -ele se deslocou ate a frente da mesa, deixando o seu perfume delicioso ao meu lado.

-Passei na cafeteria antes de vir para o prédio, e pedi que entregassem!

O encarei a minha frente, e ele fez uma cara que correspondia a total satisfação. Colocou uma das mão no bolso da calça do seu alinhado paleto preto, e imediatamente vi aquele maldito, e perfeito sorriso no canto dos seus lábios, tirando completamente a minha atenção momentaneamente.

O ar pareceu ficar um pouco rarefeito, e a sala esquentar momentaneamente, senti raiva de mim mesma ao notar que estava completamente hipnotizada pelo seu maldito sorriso, e isso nunca, nunca tinha acontecido comigo, não comigo, não com Anne Unger.

-Esperarei a senhorita tomar o seu cafe, e voltarei para repassar a sua agenda!

-Vou passa-la por e-mail para a sua mesa!

-Sim senhorita!-saiu da sala em seguida.

Acabou que o desgraçado me surpreendeu, ele pareceu ser responsável, eficiente, inteligente, e claro, muito atraente. Infeliz.

Afundei o corpo na cadeira, e sorvi um gole do meu cafe que estava simplesmente divino. Nem eu, conseguia comprar um cafe tão bom quanto aquele.

Depois de folear o meu jornal, coisa que fazia com frequência, claro sempre que sobrava alguns minutos para relaxar. Eu gostava de ficar de olho nas ações, afinal, boa parte da minha herança estava la, e era sempre bom abrir o jornal, e constatar que a cada dia, eu estava um pouco mais rica.

Depois de alguns minutos, decidi chamar o meu eficiente, e sexy assistente para passarmos a minha agenda. Acho que pessoalmente seria melhor do que por e-mail. Me levantei da área informal, e fui ate o telefone na minha mesa discando o seu ramal.

-Senhor Weber, venha ate a minha sala para discutirmos sobre a minha agenda!-desliguei em seguida, afinal não foi um pedido. Que foi, não posso mudar de ideia?

Voltei para o sofá, e me sentei cruzando as minhas pernas, continuei a folear as paginas que mantinham os seus medíocres leitores mais do que interessados. A bolsa de valores.

-Podemos passar a sua agenda senhorita?-A sua sedutora voz ecoou pelo ambiente, e eu entortei a boca, em desprezo. Estava começando a ficar muito incomodada com o efeito que o seu conjunto, estava me causando..

-Claro, pode ir falando!- maneei com a mão direita sem retirar os olhos do meu jornal.

Ele começou a falar, e mesmo aparentemente não prestando atenção em nada que ele estava falando, me obriguei a olha-lo pelo canto dos olhos, e mesmo sem que notasse, eu estava dando-lhe a minha total atenção. A sua voz grave e extremamente sexy, estava inundando a minha sala. sabe aqueles homens que tem a voz capaz de melar qualquer calcinha? Era exatamente esta que eu teria que ouvir todos os dias. Porem, não foi a sua voz que me fez abaixar o jornal, e o encarar de sobrancelhas arqueadas.

-Espera um pouco, o encontro com o senhor Milic, e hoje?

-Sim senhorita, hoje as 17:00 na cafeteria...

-Merda, eu sei! Esta vendo como eu precisava de um assistente? Eu fui a este encontro ontem, e chamei o velho de filho da puta, quando ele não apareceu!

Dobrei o jornal de qualquer jeito o jogando sobre a mesa, enquanto aquele maldito sorriso surgia no canto dos seus delineados lábios.

-Tem mais alguma coisa para hoje? -o questionei ao me recuperar do efeito que o seu sorriso começava a ter sobre mim.

-Hoje não, mas amanha tem um almoço com a senhora Cool James, e é só isso nesta semana por enquanto!

-Aposto qualquer coisa que ainda terá mais compromissos esta semana! Ninguém me deixa em paz, ate parece que sou a unica aqui dentro!

-Ficarei atento!

-Jason, pegue em minha mala, o contrato do o senhor Milic, e coloque na sua mala, voçe vai comigo ao cafe!

-Sim senhorita!-se levantou indo ate a mesa.

-Isso esta começando a me irritar!

-O que?-me encarou arqueando a sobrancelha, e isso o deixava mais sexy que o seu sorriso.

-Voçe me chamando de senhorita a todo momento!

-Mas não e assim que devo chama-la?

Sua voz soou mais baixa, acho que propositalmente, saindo extremamente sexy, ao menos aos meus ouvidos. Senti a minha calcinha umedecer instantaneamente, juntamente com a minha pele que se arrepiou completamente. Me ajeitei no sofá pressionando o meu corpo contra o couro preto do acento, e fechei os olhos com força ao sentir a minha virilha vibrar, quando ouvi o eco da sua voz na minha cabeça. Filho da puta, não me corrompa.

Acho que estou extremamente carente de sexo, na realidade, acho que necessitada mesmo, afinal, a ultima vez que fiz sexo, não foi muito agradável, afinal não e legal acordar na cama de quem voçe tem a impressão de nunca ter visto na vida. Só sei que depois disso, eu aprendi a lição, e nunca mais vou tomar um porre de tequila, o meu negocio e champanhe.

-Esta tudo bem senhorita...

-Anne, quando estivermos a sós, me chame somente de Anne, Jason!

-Como quiser Anne!-sentou a minha frente novamente já com os papeis em suas mãos.

-É isso, pode sair Jason!-enquanto ele se levantava o meu telefone tocou em minha mesa. -Atenda para mim.-disse antes que abrisse a porta.

-Claro!-seguiu ate o aparelho.-Sala da senhorita Anne Unger!

-(...)

-Ola senhora Unger...

Quando ouvi ele dizer Senhora Unger, quase me desesperei. Porra era a minha genitora "mãe", e eu não estava nem um pouco a fim de falar com ela, não estava a fim de ter aproveitadores no meu pé. E outra, eu sabia exatamente, o que aquela papa anjo queria.

Tratei de avisa-lo mesmo com gestos, de que eu não queria atende-la, e ele prontamente entendeu o meu recado. Não disse que alem de sexy, o filho da mãe era inteligente?

-Não senhora Unger, ela foi a uma reunião, e assim que terminar, ela ira direto almoçar.

-(...)

-Pode deixar senhora Unger, assim que ela voltar eu a aviso.

-(...)

-Sim, sou o seu novo assistente.

-(...)

-Obrigado senhora, e muita gentileza sua.

E neste momento eu sabia que a "mamãe" estava lhe passando uma cantada. Era sempre assim, toda vez que ela ligava, e ouvia a voz de um homem, ela tratava logo de lhe passar uma cantada, sem nem se importar como ele fosse. Mas e muito...

Puta que pariu!



Ola meus amores, espero que estejam gostando desta historia, eu sei que ela esta no inicio, mas parece que estes dois vão dar o que falar.

Eu espero de verdade, que esteja começando a gostar, e a minha primeira vez em uma historia original, e saibam, que eu aceito todo o tipo de critica com o coração aberto.

Desde já, muito obrigada pelo carinho, e ate breve.

OBS.: Tentarei postar todas as segundas, e sextas-feiras.

<3 C.L.Varella

sexta-feira, 4 de março de 2016

Capitulo -01



Manhattan, New York, coração do Estados Unidos...

"Puta que pariu!"

Esta frase era o meu lema, era como um mantra. Sabe aquela frase libertadora que surge quando voçê mais precisa? Eu geralmente a solto quando estou feliz, com raiva, somente alegre, ou extremamente eufórica com algo, enfim, ela era definitivamente libertadora, ainda mais no meu estressante trabalho.
Eu me chamo Anne Unger, sou vice presidente, e editora chefe de uma rede editorial de livros a MJR Editores "Eu sei o nome e ridículo, porem a culpa não e minha, portanto sem julgamentos desnecessários."
Não posso me dar ao luxo de ficar blasfemando, afinal não ganho mal, pelo contrario, mas trabalho pra caralho para conseguir uma boa posição, e claro, status. Afinal, o meu objetivo, e chegar ainda mais alto, muito mais alto. Quem sabe um dia a CO?
Passo boa parte do meu dia dentro de uma sala, aturando pessoas incompetentes ao meu lado, porem o meu pavio não e tao longo, acho que e por isso que eu já demiti mais de 20 assistentes ao longo de 5 anos no cargo. A unica pessoa que durou mais tempo foi o Taylor Eracch. Ele era responsável, e sabia me bajular. Gosto de assistentes que me bajulam.
Porem tive que manda-lo embora, quando fiquei sabendo que o filho da puta, estava trepando com outra assistente no almoxarifado nas horas vagas -o safado dizia que ia tomar um cafezinho, e demorava quase meia hora, ele só esquecia de falar o cafe era acompanhado de uma rapidinha entre as vassouras. Idiota-. E como normas da empresa, os dois tiveram que ser demitidos. Foi uma pena o desgraçado era uma gracinha, e por varias vezes já tinha me pegado quase me masturbando, pensando naqueles olhos verdes me encarando, e naquelas mãos fortes pegando o meu corpo de jeito. Porem, deixemos esta parte pra la.

Hoje tenho mais algumas entrevistas para fazer, pois na segunda passada demiti mais um incompetente. Ou no caso uma, já que a Clarice, era uma vaca, e eu peguei a vadia falando mal de mim com a Florence Donavan. Uma rival infeliz e invejosa, louca para tomar o meu lugar, mas mal sabe ela que já estou fazendo a cabeça do Martin Johnsem -que e o presidente da editora- para jogar esta vadia no olho da rua. E pelo fato da Clarice, ter sido demitida, tive que começar uma nova busca a um assistente. Lá vai eu, ter crises de enxaqueca perdendo o meu precioso tempo com subalternos. Dai-me paciência, e um bom remédio para dor.

Acordei como sempre as 5:30 da manha, afinal eu tinha que sair mais cedo. O foda de não ter uma assistente, e ter que comprar o próprio cafe, e enfrentar a maldita fila na cafeteria logo pela manha. Nem posso pedir ao Rod - meu motorista-, para comprar, afinal,  ele nunca acerta o meu maldito cafe, e isso me deixa ainda mais mau humorada pela manha.
Depois de pronta e munida com o meu terninho Italiano, eu sai do meu apartamento, localizado no coração de Manhattan, e entrei no Dodger charger que me esperava no meio fio, com a porta aberta, pelo Rob, que estava muito bem vestido, e elegante em seu uniforme de motorista como sempre.

-Bom dia senhora Unger.

-Rob!-entrei no carro, e ele logo fechou a porta a minha lateral-

Ele seguiu o caminho da empresa, mas como ele sabia que eu estava sem assistente, parou em frente a um cafe, o que eu mais gostava em Manhattan. Porem quando ele ia descer, eu o impedi.

-Pode deixar que eu mesma vou comprar o meu cafe Rob.

-Sim senhora.


Esperei que ele abrisse a porta do carro, e sai em seguida ajeitando a saia do meu terno, entrando no estabelecimento. Descaradamente passei a frente de todo mundo, seguindo diretamente para o balcão, e claro, gerando alguns murmúrios que sem nenhuma dificuldade entravam, e saiam pelos meus ouvidos sendo devidamente ignorados. Definitivamente, eu não tinha tempo para dar ouvidos para ninguém.
Bati com as minhas unhas cumpridas no balcão, e logo um dos atendentes veio ao meu encontro, era um garoto, deveria ter no máximo uns 17 anos de idade, tinha o rosto coberto de acne. Ta, talvez não estivesse coberto, mas era nojento. Ele me olhou e sorriu simpaticamente, me perguntando o que eu queria.

-Sou Anne Unger!- ele me olhou meio confuso como se se eu tivesse lhe perguntado a previsão do tempo, porem um outro rapaz apareceu imediatamente-

-Só um segundo senhora, já trago o seu pedido!-outro atendente se prontificou.

-Mas ela não pediu nada!-ouvi o rapaz questionar.

-Mas aqui todos sabem o que a senhora Unger, gosta de tomar!-o rapaz respondeu prontamente.

-E assim que eu gosto!-sorri satisfeita, ao menos algo bom para melhorar um pouco o meu humor. o um pouco!

Preciso confessar, eu adoro quando sou reconhecida apenas pelo meu nome, e tão... Prazeroso. Sinto que imponho respeito, e sinceramente, não me importa pelo o que sou reconhecida, o importante era ser.
Assim que cheguei na recepção com o meu delicioso cafe em mãos, dei de cara com a sonsa da recepcionista, uma ruiva aguada que nuca sei ao certo seu nome. E definitivamente, não me interessava nem um pouco.

-Bom dia senhora Unger!- Somente olhei para a sua cara pintada, com uma sombra acobreada, que sem duvidas, não combinavam nem um pouco com ela, e simplesmente me aproximei mais.

-Os candidatos a assistentes já chegaram?-desviei o olhar dela encarando as minhas unhas vermelhas que combinavam perfeitamente, com o meu batom vermelho cereja.

-Sim senhora, aqui esta!-me entregou os papeis, e eu olhei por alto algumas fotografias.

-Eu mereço. Mais uma senhora achando que vai dar conta do recado, ela deve ter o que, uns 35 anos?-olhei para a foto anexada ao currículo, porem, olhando bem para a ficha.- Certo ela tem 25. Definitivamente, óculos só deixam as pessoas com cara de velha!- olhei para a recepcionista, e ela estava ruborizada, franzi o cenho com desdem ao notar que ela usava óculos, e com uma armação horrivelmente brega- Quero que mande esta papelada toda para o meu e-mail, odeio ficar revirando papeis, isso e ultrapassado, cade a tecnologia?

-São ordens do senhor...

-Eu sei, mas eu quero que as mande por e-mail. Estamos entendidas?

-Mas isso não e trabalho meu senhora, e sim do seu assisten...

-Caso não saiba, coisa que eu acho muito difícil, já que eu sei que você passa a maior parte do seu tempo com as outras desocupadas, fofocando sobre a vida dos outros pelos corredores. Inclusive a minha!-ela baixou os olhos. Mas, eu estou sem assistente, e não tem quem faça para mim. Por tanto... faça você!

-Sim senhora!-ela ruborizou ainda mais, porem, acho que desta vez foi de raiva. Foda-se.


Me afastei do balcão sabendo que ela estaria me xingando de vadia, para baixo. Acredite, isso não me abala, eu sou muito superior para isso! Ah, e se caso voçê use óculos, e esteja querendo me xingar, por favor entre na fila, mas acredite, ela não e nada pequena.

"A megera de 27°" Era exatamente assim que eu era conhecida nos outros andares. Já no próprio 27° eu tinha o carinhoso apelido de "Naja". Eu sei, todos me amam.
Adentrei ao salão, e estava acontecendo uma das coisas que eu simplesmente adorava observar. O final da movimentação de todos aqueles desocupados, se arrumando em suas mesas, fingindo que faziam algo que prestasse, enquanto eu não chegava.
Com o meu pé direito, sai do interior do elevador, apreciando o meu próprio som. Os "Clacs" dos meus saltos altíssimos, batendo contra o porcelanato do enorme salão. Alguns me olhavam temerosos, e as mais atrevidas com desdem, no qual eu apenas retribuía com mais desdem ainda, porem muito mais superior.

 Por que eu posso.

Olhei para uma sala que antecedia a minha com uma enorme porta de madeira, e era onde provavelmente estavam os candidatos, que aguardavam ser chamados para a entrevista. Sei que isso não era o meu papel, gostava de deixar esta parte com o RH, mas depois das ultimas contratações, decidi entrevistar pessoalmente, antes que mandasse todo o RH embora. Apesar de que era bem legal ter alguém de la, para chamar de incompetente, quando mandava um dos assistentes embora.
Resolvi abrir a porta, e dei de cara com um bando de gente extremamente tensa, a tensão naquela sala era tao grande que quase dava para cortar com uma faca, e acredite, eu adoro isso, e o meu maior prazer era deixa-los ainda mais tensos.

-Candidatos? -perguntei somente encarando alguns, e não gostando de nada que vi por alto.

O susto que alguns dos que estavam distraídos levaram, e a cara de idiota que fizeram, foi a melhor parte de todas. Os ofereci a minha melhor cara de nada sem olhar muito para a expressão de todos, e simplesmente continuei o meu caminho para a minha sala bem decorada, ao meu gosto, e claro.
Me preparei psicologicamente para enfrentar todas aquelas entrevistas, que só de pensar a minha a
enxaqueca já começava a dar sinal de vida.

Me sentei a frente de minha imponente mesa, cruzando as minhas pernas, e dando uma leve apreciada no meu "Channel" vermelho, de 15 centímetros. Sempre me achava mais poderosa quando os calçava.
Dei uma olhada ao redor, parando de costas para a mesa, e apreciei por alguns instantes a vista que a parede de vidro da minha sala, tinha para os arranha céus da cidade de Manhattan. Só eu sei como gosto de estar aqui, e não em Idaho.
Não e que eu não goste de onde eu nasci. Mentira, eu não gosto. Não sou de lá entende? E como se eu tivesse nascido no lugar errado. Eu sei que Idaho, e um dos quatorze maiores estados americanos em quilômetros quadrados, mas de que adianta, ser tão grande em extensão, e tão pequeno em relação a expansão, e eu não digo em relação a cidade, mas sim, na população. Eles parecem viver em um mundo apenas deles, meio que interiorizarão sabe? E, definitivamente, isso não e para mim, O meu lugar e Manhattan, é aqui que eu me sinto bem, me sinto livre.
Não só eu, como a minha genitora, aquela ingrata. Aquela papa anjo descarada. E assim que ela experimentou esta sensação -e claro o meu status-, a minha "mãe" logo concordou comigo, e hoje, vive como se nunca tivesse morado em outro lugar a não sem em New York. Aquela vaca! Mas isso deixaremos para outro momento.
Mas, o momento não e para ter recordações desnecessárias, e sim, me preparar para as próximas longas, e tediosas horas.


-Elisa manda entrar o primeiro candidato! -ela obviamente não era a minha assistente, mas a elegi para o cargo por conta própria no dia de hoje.

-Bom dia, posso entrar?

-Não, crie raiz na minha porta se achar por bem! -disse impaciente massageando as laterais da minha cabeça, e bufando de tédio, e de dor, já aquela hora da manha.

Senti que infelizmente a minha enxaqueca vai dar o ar da graça, e o pior, mais cedo que o de costume.

-Entre e fecha a porta! -disse com a voz dura e afetada, ao constar que ela ainda estava parada na porta como dois de paus. Odeio gente lenta.

-Muito prazer senhora...

-Qual e o seu nome?

-Juliet Miller...

-Formada em que?

-Estou estuando jornalismo e...

-Por que não foi procurar emprego em um jornal, somos direcionados aos livros?

-Por que amo livros...

-Não temos biblioteca! Sabe o que fazemos aqui? Sabe ao menos, o que voçê possivelmente vai fazer aqui?- ela não disse nada. Não, por que você nem ao menos citou o seu interesse na editora em seu currículo. Olha pelo que eu vi aqui, você e uma ótima profissional, porem não tem atitudes. É isso, se os que estão ali fora, forem mais incompetentes do que voçe, eu mando te ligar Julia...

-E Juliet...

-Que seja! Torci os lábios mostrando a minha insatisfação!

Puta que pariu!

Exclamei assim que ela saiu, e só com esta frase já me senti pronta o proximo ser, que provavelmente me faria perder mais 2 minutos do meu dia.
Depois de mais umas 10 pessoas, entre homens e mulheres, nos quais variei bastante no tempo, gastando entre 1, e 5 minutos com cada um, enfim só faltava mais 3. E, infelizmente, ate agora ninguém tinha me interessado -ninguém parecia ser competente o suficiente, nem para comprar o meu cafe corretamente-, e isso era lastimável pelo fato de ter que passar na cafeteria novamente no dia seguinte. Alias, por falar em cafe, eu não vou mais la, desta vez quem vai é o Rob, já gastei por hoje, toda a minha cota de tolerância de um ano. E ai dele, se trouxer o meu cafe errado novamente, vai para o olho da rua!

-Próximo! -O meu estresse era tanto que eu já não aquentava mais ficar um minuto naquela sala.

-Bom dia! Ouvi uma voz masculina grave, e imponente, ela cortou os meus ouvidos, me fazendo respirar profundamente, e desta vez, não foi de impaciência.

Me deparei com um homem alto, de porte físico muito interessante diga-se de passagem. Os seus olhos eram claros, e o seu maxilar muito bem marcado. Estava devidamente apresentável, em um terno que lhe caia como uma luva, porem, estava longe de ser um italiano. Mas enfim, e quem veste que faz a imponência da roupa. O seu olhar de confiança me desafiou, e eu gosto, adoro ser desafiada, e já faz um tempo que ninguém se atreve a isso.