No coração de Manhattan, sem nenhuma pretensão de sucumbir a um maldito sorriso...
Olhei para ele, e apenas direcionei a minha mão ate a cadeira a minha frente. Ele fechou a porta atras de si, e deu apenas 4 passos firmes e decididos ate a cadeira. A sua atitude e confiança só eram ofuscadas pela sua aparência. Ele era alto, talvez 1,90 de altura, era um homem de um bom corpo, talvez ate malhado, ao menos foi o que as suas calças sociais me contaram. O seu rosto era marcado, e logo de cara, ele abriu um intenso sorriso, que me fez prestar ainda mais atenção em sua pessoa. Definitivamente, era um belo diferencial, claro, alem do seu cabelo curto, que estava milimetricamente bagunçado. Parecendo levar uma eternidade, despertei da minha breve "conferida" em seu corpo, pelo telefone da minha mesa tocando.
-Espero que seja muito importante.- Disse rispidamente cerrando os olhos ao olhar nos seus. Eu não tinha receio de olhar nos olhos de ninguém, eles que deveriam ter de olhar nos meus.
-O senhor George, esta perguntando se vai parar agora para o almoço...
-Diga para ele não me amolar.-Apenas desliguei o telefone, e direcionei a minha atenção ao belo rapaz a minha frente. Você e o?- Logico que não iria mostrar o meu repentino interesse pelos seus dotes. Digo, seu currículo.
-Jason Weber senhora.-disse com a voz polida, sem retirar os seus olhos dos meus. Confiante.
-Formado em que?
-Em língua americana. -Disse deixando um sorriso escapar no canto dos seus lábios. Ele parecia estar extremamente relaxado.
-O que voçê pretende na empresa?
-Dar o melhor de mim, e aprender a cada dia, com cada detalhe!-Disse firme, cerrando os olhos, e passando a ponta da língua nos lábios.
Senti que aquele cara estava querendo me desarmar, era a primeira vez que me sentia assim.Pigarrei. Quem ele pensa que é para tentar me seduzir, na maior cara deslavada? Sera que o seu desespero pelo emprego chega a este ponto? Coitado, não sabe onde esta se enfiando, sinceramente, sinto pena dele. Endureça esta cara, e seja rígida. Disse para mim mesma, comigo o buraco mais embaixo meu bem.
-O que voçê esta disposto a fazer pela empresa, sabe que ira começar como o meu mero assistente, não e?
-Sim, e espero lhe ser útil no que precisar, sem exceções.-disse rápido, e seguro de si. Bom.
-Horário?
-Disponível 24 horas por dia!
-A minha agenda e cheia!
-Cuidarei para que a cumpra detalhadamente, do inicio ao fim! -O maldito sorriso retornou ao canto dos seus lábios.
Limpei a garganta, e levei a mão na testa ao sentir uma leve fisgada. Olhei para o telefone e apertei o ramal da mesa da Elisa.
-Preciso de um copo d.água. -Desliguei em seguida.
-Desculpa a intromissão, mas esta se sentindo bem?
O encarei seriamente lhe oferecendo a minha melhor cara de desdenhosa, e peguei a minha bolsa a procura do meu conhecido remédio para conter a maldita enxaqueca que já estava se anunciando.
-Enxaqueca?... Já tomei muito deste!
"Alguém te perguntou alguma coisa?" Esta bendita frase chegou a entalar na garganta, porem não sei por que não disse, apenas mantive a expressão seria, o olhando impassiva. Logo em seguida a Elisa, bateu a porta adentrando com uma garrafa de vidro pequena de água, e um copo longo.
-Mais alguma coisa?
-Não!... Alias sim, pode dispensar os próximos candidatos, já escolhi o proximo funcionário.
O encarei seriamente, e ele, mais uma vez soltou aquele maldito sorriso,sem deixar de sustentar o meu olhar. Isso esta começando a me irritar. E eu adoro isso, simplesmente amo ser desafiada. Eu gostei dele só pelo fato de me olhar nos olhos, de não ter receio de me encarar, ao contrario dos outros que temiam ate o meu olhar, eu queria ver ate quando, este insolente teria a capacidade de olhar assim, de igual, para igual.
-Esteja aqui amanha as 7 horas!
-Claro, a senhora não vai se arrepender!
-Assim espero!-sorri de canto. E pode começar pegando isto! -Abri a gaveta da minha mesa, e lhe entreguei um cartão de banco. Traga um cafe expresso com o dobro de cafeina e pouco açúcar, tem que ser da cafeteria a duas esquinas daqui, e só dizer que e para a Anne Unger, eles sabem os meus gostos.
-Claro, as sete estarei aqui! Esticou a mão para um cumprimento, olhei para a mesma espalmada a minha frente, em seguida olhei para o seu rosto, e sorri debochada. Ele recolheu a sua mão e saiu, mas não antes de me desferir aquele maldito sorriso novamente.
Relaxei o corpo na cadeira, cruzando novamente as minhas pernas. Mordi o lábio inferior, imaginando que talvez não seria tão complicado, trabalhar com um belo exemplar de homem como ele. Mesmo sendo bastante abusado, eu espero que valha a pena, e que ele saiba atender as minhas necessidades. Todas elas! Mas, na primeira pisada na bola, ele vai para rua, na mesma hora, e não sera nenhum rostinho bonito-sorriso sedutor-, que vai faze-lo ficar aqui. Não mesmo!
O resto do dia foi uma merda, a minha enxaqueca não parou um segundo, e para completar, os telefonemas com os novos clientes também não. Foda era ter que analisar sozinha toda a porra da agenda, para saber o que tinha marcado para as próximas horas. E para a minha infeliz sorte, eu tinha um cafe com o senhor Jones Milic, ele era um dos nossos clientes mais antigos, ele e autor de obras relacionadas a ciências humanas, e a unica coisa que ele sabia fazer, era falar sobre anatomia humana Feminina.
Mas eu sei bem sobre o que aquele velho safado gosta, ele curte e uma putaria. Vem com esta porra de ciências humanas para o meu lado, mas quando estamos sozinhos, ele não para de olhar para as minhas pernas, ou o meu decote. Uma vez ele veio de graça com a minha cara, elogiando a minha boca, o meu perfume, ate do meu cabelo ele falou. Só não o mandei tomar onde o sol não bate, por que estávamos na sala com o Sr. Martin. Eu sei muito bem o que ele queria, mas comigo não, ele que vá procurar outro lugar para enfiar aquele pau murcho dele. Ele fala que tem doutorado, mas o único doutorado que ele tem e de safadeza, acha que eu não saco a dele? Comigo não, quem gosta de velharia, e museu meu bem, eu adoro carne fresca!
-Por que eu não mandei o bonitinho de olho claro começar hoje, só assim não precisaria ficar analisando agenda. Eu tenho certeza que foi aquela vadia da Clarice, que agendou um café, ao invés de marcar na sala de reuniões da empresa. Vaca. Ate longe aquela vadia me fode!
No final da tarde parei em frente ao meu banheiro privativo, e dei uma geral no meu corpo, em um espelho de corpo inteiro que eu fazia questão de manter. Sorri ao ver que ainda colocara respeito sob o meu channel vermelho, e o meu terninho preto com uma blusa branca. Sai muito puta da minha sala, não estava a fim de ter que encarar aquele velho babão, mas infelizmente o senhor Martin, ainda fazia questão de te-lo na editora.
-Quando eu me tornar dona de toda esta porra, este velho sera o primeiro a rodar.-confabulei comigo mesma enquanto seguia para o carro, que estava a minha espera no meio fio.
-Senhora Anne.
-Vamos ao cafe "Brunch" Rob.
-Perfeitamente senhora.
Entrei no carro, cujo a porta já estava averta pelo Rob, abri a minha bolsa, e peguei o meu estojo de maquiagem, olhei no espelho de mão, e retoquei o meu batom vermelho, juntamente com mais uma camada do meu rímel preto, não que o senhor Milic merecesse, mas vaidosa como sou, ate se eu fosse caminhar no central park, -fato este que não acontecera, jamais- eu passaria batom, e calçaria os meus sapatos mais altos e refinados.
Rob, enfrentou o conturbado transito de Manhattan, e seguiu para o cafe, que naquele horário parecia o inferno na terra.
Fui direcionada a uma mesa com muito custo, depois de ter que esperar longos 3 minutos.
Encurtei um pouco a manga do meu terninho italiano, somente para ver as horas, e constar que o velho estava 5 minutos atrasado, sendo que o meu limite e de 15 minutos, passou disso, eu não espero nem pela minha genitora.
Um jovem atendente veio anotar o meu pedido, pedi um Cappuccino com o dobro de cafeina, e o dobro de canela.Ele olhou para mim, e sorriu abertamente mostrando os seus dentes perfeitamente alinhados, no qual só me fez lembrar que semana que vem eu tenho consulta marcada com o Sr. Richard, o meu dentista. Se bem que pela idade dele, eu acho que ele foi dentista da minha avo, quando tinha somente 10 anos de idade. Ele e tão velho, e treme tanto, que as vezes eu acho que ele não vai nem conseguir segurar o espelhinho. Coitado! Eu sei, e por estas e outras que o meu apelido carinhoso e naja, mas fazer o que? E mais forte do que eu.
Me ajeitei na cadeira, conferi o meu celular e não tinha nada, e por mais estranho que pareça, eu me peguei pensando no senhor Jason Weber. Espero que ele seja uma boa contratação, ao menos de corpo ele e. Não que eu tenha reparado. Reparei mesmo. Ele tem pernas grossas, os braços parecem ser bastante fortes também, o peitoral então, nossa. Sou mulher, olho mesmo! Não e assim que os homens falam quando veem uma mulher bonita, que olham mesmo, afinal, são homens? Então, por que não podemos ter o mesmo direito? Eu olho, analiso mesmo. E sinceramente, não sei o que ele foi fazer la na editora querendo a vaga de um mero assistente, com o corpo que parece ter, ele poderia trabalhar com qualquer outra coisa relacionado, que ele daria muito certo. Mas, já que ele escolheu trabalhar para mim, vou aproveitar.
-Não quero ter que manda-lo embora. Não ainda.-sorri-
Depois do meu Cappuccino devidamente saboreado, notei que tinha ficado tempo demais esperando pelo velho Milic.
-Filho da puta, fez com que eu perdesse o meu precioso tempo!
Paguei a minha conta muito mal humorada, e segui para o carro como um foguete. Mal deu tempo do Rob, sair do carro e abrir a porta para mim. Entrei no veículo, e logo ele se enfiou nas ruas movimentadas de Nova York, a unica coisa que eu queria agora era chegar em casa, tomar um belo banho e descansar.
(...)
Já na minha confortável casa, tomei um banho revigorante, e assim que terminei, me arrumei impecavelmente segui para a sala.
-Boa noite Anne.-sorriu ao me ver-
-Boa noite Grace, como foi o seu dia?
Amigável? Sim, ela era o mais proximo que tinha de uma figura materna, já que a minha "genitora" só queria saber de arrumar um namorado novinho para a sua vasta coleção. Depois não quer ser chamada de... E melhor eu me calar.
-Muito bem querida, e o seu?
-Estressante!
-Farei o seu chá de jasmim com hortelã, tudo bem?
-Obrigada!... O jantar já esta pronto?
-Já servi!
Enquanto me alimentava, me peguei pensando no senhor Weber novamente. Eu sei, esta estranho, eu também estou achando, mas, desta vez, na realidade, eu estava pensando em fazer uma pequena maldade com ele, estava querendo chegar mais cedo que o normal, somente para vê-lo com cara de tacho, e eu ter o prazer de dizer a ele que estaria atrasado, e logo no seu primeiro dia ele receber uma pequena advertência verbal. Eu sei que isso e maldade, e eu adoro isso.
(...)
Colocando o meu plano em pratica, acordei 20 minutos mais cedo. Liguei para o Rob, e disse que precisaria dele mais cedo esta manha. Tomei o meu banho, hidratei a minha pele, me arrumei, em mais um dos meus terninhos, desta vez, de linho, e me maquiei calmamente. Quando o Rob, nunciou a sua chegada, rapidamente peguei as minhas coisas, e fiz o caminho ate a editora.
-Bom dia senhora Unger!
Não me dei ao trabalho de olha-la, mas como tinha acordado de bem humor, apenas acenei com a mão, fato este que sem duvidas a fez estranhar, afinal geralmente passo como um foguete pela recepção.
Ao chegar no 27°, andar ainda apreciei alguns segundos a mais da agitação daquele bando de desocupados, se eu pudesse mandaria todos embora, e contrataria outros, mas como não depende de mim. Infelizmente.
Retirei os meus óculos escuros, e caminhei apressadamente ate a minha sala, munida com o meu terninho cinza o meu escarpam vermelho, assim como o meu batom, e claro com a minha imponente, e inseparável arrogância matinal, que estranhamente se estendia da hora em que eu acordava, ate a hora em que ia dormir.
Parei por alguns segundos e olhei de relance para a mesa na qual ele ira ocupar, e claro, ela estava vazia, contendo apenas as coias de escritório. Sorri vitoriosa, e simplesmente coloquei a mão na maçaneta a girando em seguida.
-Puta que pariu que susto!-exclamei ao ver a sua figura alta, imponentemente, e sexy arrumando algo em minha mesa.
-Bom dia senhora Unger!-pareceu se divertir com o susto em que eu acabara de tomar, porem não demonstrou muito. -Desculpa se a assustei a senhora!
-Senhorita Unger! -o corrigi.- O que faz aqui?
-Trabalhando senhora... Senhorita!
Fechei ainda mais a minha expressão, e segui ate a minha mesa, na qual ele permanecia ao lado, e acomodei a minha pasta em baixo da mesa, próxima ao seu pé. Antes de me sentar olhei para uma das extremidades da mesa, e vi o meu cafe fumegando, sob um porta copos, que eu não faço ideia de onde tinha vindo aquele porra.
Do outro lado da mesa, tinha um exemplar do New York Times impresso do dia de hoje, e mesmo estando impressionada com o que estava vendo, é claro que não iria demonstrar a ele. Fiz uma careta desdenhosa, e simplesmente o encarei.
-O que te faz pensar que leio jornais pela manha?- perguntei apesar de que isso era um habito matinal. Ainda mais, os impressos.
-Talvez aquela pilha de jornais que estava na sua área de descanso ate esta manha, senhorita!. -puxou a cadeira para que eu sentasse.- Nos quais, eu já os encaminhei esta manha para a reciclagem de papeis!- Nossa, ele e bom.
-A que horas chegou?
-06:45 da ...
-Não bate com o meu cafe fumegando! -ele se deslocou ate a frente da mesa, deixando o seu perfume delicioso ao meu lado.
-Passei na cafeteria antes de vir para o prédio, e pedi que entregassem!
O encarei a minha frente, e ele fez uma cara que correspondia a total satisfação. Colocou uma das mão no bolso da calça do seu alinhado paleto preto, e imediatamente vi aquele maldito, e perfeito sorriso no canto dos seus lábios, tirando completamente a minha atenção momentaneamente.
O ar pareceu ficar um pouco rarefeito, e a sala esquentar momentaneamente, senti raiva de mim mesma ao notar que estava completamente hipnotizada pelo seu maldito sorriso, e isso nunca, nunca tinha acontecido comigo, não comigo, não com Anne Unger.
-Esperarei a senhorita tomar o seu cafe, e voltarei para repassar a sua agenda!
-Vou passa-la por e-mail para a sua mesa!
-Sim senhorita!-saiu da sala em seguida.
Acabou que o desgraçado me surpreendeu, ele pareceu ser responsável, eficiente, inteligente, e claro, muito atraente. Infeliz.
Afundei o corpo na cadeira, e sorvi um gole do meu cafe que estava simplesmente divino. Nem eu, conseguia comprar um cafe tão bom quanto aquele.
Depois de folear o meu jornal, coisa que fazia com frequência, claro sempre que sobrava alguns minutos para relaxar. Eu gostava de ficar de olho nas ações, afinal, boa parte da minha herança estava la, e era sempre bom abrir o jornal, e constatar que a cada dia, eu estava um pouco mais rica.
Depois de alguns minutos, decidi chamar o meu eficiente, e sexy assistente para passarmos a minha agenda. Acho que pessoalmente seria melhor do que por e-mail. Me levantei da área informal, e fui ate o telefone na minha mesa discando o seu ramal.
-Senhor Weber, venha ate a minha sala para discutirmos sobre a minha agenda!-desliguei em seguida, afinal não foi um pedido. Que foi, não posso mudar de ideia?
Voltei para o sofá, e me sentei cruzando as minhas pernas, continuei a folear as paginas que mantinham os seus medíocres leitores mais do que interessados. A bolsa de valores.
-Podemos passar a sua agenda senhorita?-A sua sedutora voz ecoou pelo ambiente, e eu entortei a boca, em desprezo. Estava começando a ficar muito incomodada com o efeito que o seu conjunto, estava me causando..
-Claro, pode ir falando!- maneei com a mão direita sem retirar os olhos do meu jornal.
Ele começou a falar, e mesmo aparentemente não prestando atenção em nada que ele estava falando, me obriguei a olha-lo pelo canto dos olhos, e mesmo sem que notasse, eu estava dando-lhe a minha total atenção. A sua voz grave e extremamente sexy, estava inundando a minha sala. sabe aqueles homens que tem a voz capaz de melar qualquer calcinha? Era exatamente esta que eu teria que ouvir todos os dias. Porem, não foi a sua voz que me fez abaixar o jornal, e o encarar de sobrancelhas arqueadas.
-Espera um pouco, o encontro com o senhor Milic, e hoje?
-Sim senhorita, hoje as 17:00 na cafeteria...
-Merda, eu sei! Esta vendo como eu precisava de um assistente? Eu fui a este encontro ontem, e chamei o velho de filho da puta, quando ele não apareceu!
Dobrei o jornal de qualquer jeito o jogando sobre a mesa, enquanto aquele maldito sorriso surgia no canto dos seus delineados lábios.
-Tem mais alguma coisa para hoje? -o questionei ao me recuperar do efeito que o seu sorriso começava a ter sobre mim.
-Hoje não, mas amanha tem um almoço com a senhora Cool James, e é só isso nesta semana por enquanto!
-Aposto qualquer coisa que ainda terá mais compromissos esta semana! Ninguém me deixa em paz, ate parece que sou a unica aqui dentro!
-Ficarei atento!
-Jason, pegue em minha mala, o contrato do o senhor Milic, e coloque na sua mala, voçe vai comigo ao cafe!
-Sim senhorita!-se levantou indo ate a mesa.
-Isso esta começando a me irritar!
-O que?-me encarou arqueando a sobrancelha, e isso o deixava mais sexy que o seu sorriso.
-Voçe me chamando de senhorita a todo momento!
-Mas não e assim que devo chama-la?
Sua voz soou mais baixa, acho que propositalmente, saindo extremamente sexy, ao menos aos meus ouvidos. Senti a minha calcinha umedecer instantaneamente, juntamente com a minha pele que se arrepiou completamente. Me ajeitei no sofá pressionando o meu corpo contra o couro preto do acento, e fechei os olhos com força ao sentir a minha virilha vibrar, quando ouvi o eco da sua voz na minha cabeça. Filho da puta, não me corrompa.
Acho que estou extremamente carente de sexo, na realidade, acho que necessitada mesmo, afinal, a ultima vez que fiz sexo, não foi muito agradável, afinal não e legal acordar na cama de quem voçe tem a impressão de nunca ter visto na vida. Só sei que depois disso, eu aprendi a lição, e nunca mais vou tomar um porre de tequila, o meu negocio e champanhe.
-Esta tudo bem senhorita...
-Anne, quando estivermos a sós, me chame somente de Anne, Jason!
-Como quiser Anne!-sentou a minha frente novamente já com os papeis em suas mãos.
-É isso, pode sair Jason!-enquanto ele se levantava o meu telefone tocou em minha mesa. -Atenda para mim.-disse antes que abrisse a porta.
-Claro!-seguiu ate o aparelho.-Sala da senhorita Anne Unger!
-(...)
-Ola senhora Unger...
Quando ouvi ele dizer Senhora Unger, quase me desesperei. Porra era a minha genitora "mãe", e eu não estava nem um pouco a fim de falar com ela, não estava a fim de ter aproveitadores no meu pé. E outra, eu sabia exatamente, o que aquela papa anjo queria.
Tratei de avisa-lo mesmo com gestos, de que eu não queria atende-la, e ele prontamente entendeu o meu recado. Não disse que alem de sexy, o filho da mãe era inteligente?
-Não senhora Unger, ela foi a uma reunião, e assim que terminar, ela ira direto almoçar.
-(...)
-Pode deixar senhora Unger, assim que ela voltar eu a aviso.
-(...)
-Sim, sou o seu novo assistente.
-(...)
-Obrigado senhora, e muita gentileza sua.
E neste momento eu sabia que a "mamãe" estava lhe passando uma cantada. Era sempre assim, toda vez que ela ligava, e ouvia a voz de um homem, ela tratava logo de lhe passar uma cantada, sem nem se importar como ele fosse. Mas e muito...
Puta que pariu!
Ola meus amores, espero que estejam gostando desta historia, eu sei que ela esta no inicio, mas parece que estes dois vão dar o que falar.
Eu espero de verdade, que esteja começando a gostar, e a minha primeira vez em uma historia original, e saibam, que eu aceito todo o tipo de critica com o coração aberto.
Desde já, muito obrigada pelo carinho, e ate breve.
OBS.: Tentarei postar todas as segundas, e sextas-feiras.
<3 C.L.Varella

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