sábado, 9 de abril de 2016

Capitulo -08


Em Manhattan, correndo contra o tempo...

Jason



Acordei na manha de sábado com Armud, batendo na minha porta como um doido. E a muito contra gosto, retirei o meu braço de baixo do pescoço da gostosa que jazia ao meu lado. Era uma morena muito linda, com um corpo incrível, curvas de parar o transito. Tinha a conhecido na noite anterior, em uma balada que Armud, e eu tínhamos ido, apenas para fechar bem a noite de sexta. Enfim, tivemos uma noite bem longa, e eu só fui dormir por volta das cinco da manha. Estou derrotado!

O meu amigo continuava socando a porta, parecia que iria tirar o pai da forca. Olhei para o relógio do meu celular, e constatei que era exatamente nove horas. O que ele queria aquela hora da manha comigo, em pleno sábado?

-O que é?-coloquei a mão na frente dos olhos tentando evitar a claridade que vinha da janela, que os incomodava bastante.

-A sua chefe te ligou, e disse algo sobre te matar!-arregalei os olhos e com a mesma velocidade que dirigi o meu primeiro carro quando consegui a minha carteira de motorista, me levantei da cama.

-O que você esta falando?-disse assustado abrindo a porta do quarto, estava apenas de cueca.

-Eu não entendi bem, estava sonolento, eu atendi o seu celular que estava na sala, e ela disparou a falar que nem uma doida, eu só entendi as palavras: pendrive, sala, meia hora, e matar!-mordeu o canto dos lábios, provavelmente se culpando por não ouvir o restante.

-Fodeo! Eu vou retornar a ligação.

-Acho que ela não vai gostar muito, por que quando dei a entender que não entendi uma palavra, ela disse para que eu não a fizesse repetir.

-Caralho, caralho.-passei as mãos pela cabeça.

-O que houve gato?-ouvi a voz da mulher atras de mim. Volta aqui, volta.-fechei a porta quando vi o seu seio escapulir do lençol, no momento eu tinha algo mais importante a me preocupar. O meu pescoço.

-Deixa eu entender, ela disse Pen drive, sala, meia hora, e matar?

-Sim!

-Pelo pouco que conheço dela, deve ser que ela queira que eu pegue o pendrive na sala dela na editora, e eu tenho meia hora para levar a algum lugar antes que ela me mate! Mas onde?-perguntava a mim mesmo já colocando a primeira roupa que vi na frente, e ouvi um aviso de notificação no meu celular, peguei o aparelho, e tinha um endereço. Obrigado Deus, estou te devendo esta!-terminei de colocar o tênis, e fui em direção a porta.

-Hey, e a gostosa la dentro?-apontou para o meu quarto.

-Da um jeito ai pra mim cara, eu preciso ir!-sai já batendo a porta.

Eu morava a dez minutos andando da editora, e eu não tinha ideia de quanto tempo era trajeto da editora, ate o endereço que ela me deu, por isso, usei o ultimo trocado que tinha para pegar um táxi. Como era sábado pela manha, era mais fácil do que em dia de semana, e mais rápido também, por isso me sobrou ate uma graminha.

Entrei na editora, o mais rápido que consegui, a sorte era que eu não tinha retirado o meu cartão de acesso ao prédio da carteira. Chamei o elevador, e ele parecia demorar um seculo para vir do decimo quinto andar, parecia que estava parando em todos os andares. Sentia o meu sangue circular com toda a velocidade dentro de minhas veias, eu necessitava deste emprego. E do jeito que a Anne é, ela e capaz de me mandar embora se eu atrasar um minuto se quer.

Depois de

o tempo que pareceu uma eternidade, ele chegou ao térreo, apertei incessantemente o vigésimo sétimo, e foi impossível não rir de seu apelido infame. "Naja do 27°" Definitivamente esta era a primeira vez que eu realmente considerava este apelido infame.

Quando cheguei no andar, que obviamente estava um deserto só, fui direto para a sua sala, porem, ela estava trancada.

-Ta de sacanagem! E agora?

Passei as mãos pelos cabelos os assanhando ainda mais. Pronto, agora eu estava realmente fodido, o que eu ia fazer? Olhei no relógio, e já era nove e dezoito, eu tinha doze minutos para levar o pen drive ate o endereço do e-mail. Me lembrei que em uma das gavetas da minha mesa tinha um molho de chaves, e vai que uma delas abria a porta. Peguei as chaves na minha mesa, e apos testar algumas, enfim, a sorte sorriu para mim.

-TOUCHÊ!-sorri vitorioso ao ouvir o barulho da porta se destrancando.

Entrei na sala, e ela tinha o seu cheiro, fiquei inebriado como da primeira vez que entrei aqui na quarta feira passada, e o sinto desde então. Porem, desta vez aproveitei um pouco menos do que naquela ocasião, por que eu precisava achar o pen drive, se não eu provavelmente não iria sentir nunca mais este cheiro gostoso do seu perfume.

Olhei sobre a mesa, e la estava ele. Que bom, agora as coisas estavam ficando mais fácil para o meu lado.

Tranquei a sua sala, guardei a chave novamente, e desci pelo mesmo elevador que subi, por sorte ele ainda estava la a minha espera.

Me atraquei ao primeiro táxi que encontrei-a minha chefe teria que me reembolsar-, dei o endereço ao motorista, e por sorte, o trajeto durou exatos sete minutos- e trinta e dois segundos, contados no relógio, tamanha era a minha pressa-, e emfim, estava em frente a um belo prédio em Manhattan. Paguei o cara, e me identifiquei na portaria, respirei aliviado quando fui autorizado a subir, tinha acabado a correria, me senti um maratonista.

Porem, como alegria de pobre dura pouco, onde o elevador estava? Na cobertura, e estava demorando uma eternidade para descer. Olhei no relógio, e era exatamente nove horas, não pensei duas vezes e encarei as escadas ate a cobertura.

No decimo andar, eu já estava exausto, e na cobertura, eu estava colocando a minha alma pela boca. Espalmei a mão na porta, respirei fundo algumas vezes na tentativa de recobrar o folego, e em seguida toquei a campainha.

Fui recebido por uma senhora muito simpática, me identifiquei para ela ainda um pouco esbaforido, e logo a Anne, apareceu na minha frente com o seu humor peculiar. Ou a falta dele.

Ela estava tão linda, com aquela cara de má, dentro de um vestido justo, que deixava o seu corpo ainda mais gostoso. Bem neutro, mas ainda sim, a deixava gostosa pra caralho.

Depois de "agradecer" do jeito dela, sem nenhuma cerimonia, ela me mandou ir embora, porem a senhora me ofereceu algo para beber, provavelmente sentindo pena deste pobre coitado que subiu ate a cobertura de escadas. Mas, devido ao olhar fuzilante que recebi -da minha chefe gostosa-, não aceitei de cara, mas a senhora sabia ser persistente, e convincente, ignorando completamente a minha chefe. Anne -que ela nunca me ouça a chamar somente pelo primeiro nome na frente de outras pessoas-, deu de ombros, e logo fui arrastado para a cozinha. A senhora que descobri se chamar Grace, me ofereceu uma xícara de cafe, e biscoitos amanteigados feitos por ela mesma. Estava uma delicia, e o meu estomago vazio, e enjoado pela bebida da noite anterior, agradecia profundamente.

Conversamos por alguns minutos, e ela me disse que a Anne, era uma mulher dura, e rígida-novidade-, mas no fundo era uma boa mulher. Não era isso que ela demonstrava ser, e nem passava nada parecido para ninguém ao seu redor.

Depois de algum tempinho, não deve ter chegado a quinze minutos, eu disse que precisava ir embora, inventei uma desculpa qualquer, ocultando a realidade, que seria o fato da minha chefa ficar claramente incomodada com a minha presença na sua casa. Me despedi da dona Grace, deixando desejos de um ótimo final de semana para ambas, e fui embora. Respirei aliviado por estar fora de seu covil, mas ao mesmo tempo, estar tão perto dela, da sua intimidade, só acendeu ainda mais a minha vontade de ter aquela mulher, eu iria doma-la como nenhum homem já tenha tentado fazer. E uma coisa era certa, um dos iria sair rendido, ou eu, ou ela!

Já estava proximo de casa quando dei de cara com alguém bem conhecido.

A Lorena estava linda, com os seus cabelos ruivos ao vento-agora mais frio do que a hora em que sai de casa-, e as suas bochechas avermelhadas. Ela parecia uma boneca de porcelana, bem branquinha, com o rosto cheio de sardas. Os seus óculos de armação preta, e grande-diferente do que usava para trabalhar-, quebrava um pouco da sua seriedade.

Assim que me viu, abriu um largo sorriso, e eu coloquei as mãos no bolso, as escondendo um pouco do frio que começava a fazer. Acho que o tempo vai virar.

-Oi, tudo bem?-sorriu corando um pouco.

-Bem! Passeando?

-Um pouco, vim visitar uma amiga pela redondeza, mas ela não estava em casa.-menti, devido ao conteúdo do e-mail.

-Entendo. Quer tomar um cafe?

-Claro, parece que o tempo vai mudar.-apontei para o céu, tipico de quem não sabe o que falar, não tenho ideia de o porque ter ficado assim.

-Verdade!-nos guiei ate a cafeteria que era na esquina. O que você vai querer? a questionei olhando para um enorme placar contendo o menu da cafeteria atras da moça do caixa.

-Eu quero um cappuccino.

-Pra mim também!

-São sete dólares!-ela puxou a bolsa.

-Que isso, eu convidei!

-Obrigada!-encarei a sua face iluminada por um lindo sorriso.

Sabe aquele sorriso que você se pega completamente absorvido por ele, totalmente absorto, como aqueles espontâneos, que aparecem quando voce esta admirando um lindo nascer do sol? Sim, e bem piegas o que eu disse, mas foi o que eu senti quando vi o seu sorriso tímido ao me encarar. E quando me peguei completamente hipnotizado pelo seu sorriso, eu balancei a cabeça, e sorri voltando para a terra. Paguei os cappuccinos, e enquanto ficavam prontos seguimos para uma mesa. Ficamos conversando sobre coisas aleatórias, nos conhecendo mais, já que somos amigos de trabalho, e como eu sou novato, então, nada mais justo do que conhecer os meus colegas de trabalho. E esta tarefa fica melhor, quando "a" colega, e tão linda, e encantadora como a Lorena.

Não, eu não deixei de ficar hipnotizado pela agressividade, extremamente sexy da minha chefe gostosa, mas e que do jeito que a fera é, ela jamais me deixara chegar a um palmo de distancia dela. Então, por enquanto eu admiro uma, e paquero a outra.

Que foi, eu sou homem!

***

Era segunda feira de manha. Na realidade, ainda era madrugada quando sai para correr um pouco. Sim, acordei com muita disposição. Eu frequento uma academia, mas correr ao ar livre e realmente revigorante. E ir trabalhar com a bateria completamente carregada, quando se tem uma chefe com a Anne, e simplesmente obrigatório.

Era exatamente seis e meia da manha, quando ajeitava o no da gravata pela quinta vez desde que me arrumei para trabalhar. Armud, e eu, estávamos a caminho dos nossos respectivos trabalhos. Eu iria direto para a editora arrumar a mesa da Anne, enquanto ele iria para a cafeteria, mandar entregar o cafe da minha chefe, aqui na editora.

Hoje a agenda dela estava cheia, para começar ela tinha uma reunião com os CEOs da editora, as nove da manha, um almoço com um novo editor, e a tarde tinham vários manuscritos, para serem liberados para a impressão, e eles só iam depois dela vistoria-los um por um. Tomara que ela chegue de muito bom humor. Eu sei, isso seria um milagre. Mas não dizem que milagres acontece? Vai que hoje e um dia destes.

Entrei na recepção, e a primeira pessoa que vi foi uma Lorena, ela estava seria, e aparentemente tensa, quando me aproximei mais, notei uma ruga de preocupação em sua testa.

-Bom, dia!-disse um pouco mais baixo reclinando no balcão, e ela levou um pequeno susto. Distraída, algum problema?

-Bom dia Jason!-sorriu, apesar da ruga permanecer por la. São problemas pessoais, mas vai ficar tudo bem!

-Tem certeza?-Ela apenas confirmou com um gesto de cabeça. Qualquer coisa sabe que pode conversar comigo, não e?

-Obrigada Jason, você e incrivelmente li... Incrível!-se retratou sorrindo sem jeito.

-Você que e incrível!-sorriu sem jeito. Almoço?

-Sim, claro!

-Então, ate mais!

Me afastei quando vi a porta do elevador se abrir, para a entrada de alguns funcionários, aproveitei a deixa para subir também.

Destranquei a sua sala depois de guardar as minhas coisas, e cumprimentar a todos por ali. Arrumei as suas coisas, e coloquei o seu jornal sobre a mesa, ele era entregue na minha mesa todas as manhas, já que o único que tinha autorização para entrar em sua sala, na sua ausência, era somente eu. Recebi o seu cafe extremamente fumegante enviado pelo Armud, acomodei-o em sua mesa sobre um porta copos na extremidade oposta ao seu jornal, e organizei alguns contratos que jaziam sobre a sua mesa, ainda de sexta feira.

A sua sala era linda, alem da enorme parede de vidro que permitia admirar toda Manhatan, do lado direito tinha uma saleta com TV, frigobar, mesa de centro, um sofá de couro preto, era como uma sala de estar. Ao lado, bem colado a parede de vidro, tinha uma mesa simples para reuniões rápidas com o pessoal do setor, e do outro lado tem a sua mesa de trabalho, um enorme quadro com a torre Eiffel -na realidade acho que era uma fotogtafia-, uma estante com alguns livros, e os prêmios que ela tinha ganho ate então. E dado a quantidade de premiações, esta provada a sua competência.

Fui surpreendido com a porta se abrindo, e o seu perfume invadindo o ambiente. Fui forçado pelos meus instintos a olhar para frente, e dei de cara com uma Anne, ao celular. Ela estava simplesmente linda, era a primeira vez que não a via tão formal, ou no caso de terninho. Hoje ela usava uma saia preta que acentuava o seu lindo, e enorme quadril- ou rabo mesmo-, que nem sempre era valorizado pelos terninhos que usava. Uma blusa que aparentemente deve ser ceda, na cor rosa, ou salmão, não sei, era clara. Um salto vermelho, de modelo completamente diferente do vermelho que usara na sexta-feira, acho que ela só tem saltos vermelhos -sim, eu reparei no que ela vestiu na sexta, e na quinta, e na quarta. Eu sou muito observador, mas neste caso, e impossível não olhar, e ficar completamente encantado pela Anne-. E um sobretudo que estava acomodado em seu antebraço, assim como a sua bolsa. Lembra quando eu disse ali em sima, que era impossível não ficar encantado pela Anne? Então, isso durava ate ela abrir a boca, e dar a sua primeira patada.

-Vai ficar me olhando, ou vai guardar as minhas coisas?-ela me encarava com o celular um pouco afastado da orelha, uma forma de ter privacidade ao falar comigo.

-Claro!-me aproximei pegando as suas coisas. Bom dia!-sorri, e ela me encarou cerrando os olhos, e nada respondeu. Pretensão a minha achar que ela iria responder.

Guardei as suas coisas, e sai da sala, iria esperar que ela terminasse de falar ao celular, para que eu lhe passasse a sua agenda de hoje.

Estava tranquilo na minha mesa, tinha terminado de arruma-la, já que na sexta feira a deixei completamente desrisonhada- devido a ter saído mais tarde, e a unica coisa que queria era descansar-, quando o ramal da minha mesa tocou. Obvio que era a minha chefe gostosa.

-Pois não senhora Unnger?

-Vem aqui!-desligou. Curta e delicada como um cacto.

Adentrei a sua sala, e ela estava de cabeça baixa, com as mão na lateral da cabeça, provavelmente já sentindo dores. Aquilo parecia ser algo cronico, credo. Ela elevou o olhar, provavelmente quando percebeu a minha presença, e apontou para a cadeira a sua frente. Deu merda?

-Primeiro, quando eu te olhar, mais ou menos assim...-fechou a cara me encarando da mesma forma como quando fui a sua casa. Saiba que eu não estou nada contente, e que e para você sair das minhas vistas o mais rápido possível. Ou do meu teto.-praticamente rosnou esta parte. Segundo, era para você ter subido pelo elevador de serviço, para deixar o que me pertencia na cozinha com a minha empregada, não gosto de intimidades, principalmente com quem não conheço. E por fim. Sempre que eu te ligar, me atenda! Eu quero falar com VOCÊ, e não com o seu cachorro, gato, e afins. Estamos entendidos?

-Sim senhora, me desculpe, eu tive uma noite agitada...

-Mais uma! A sua intimidade não me interessa Jason!

-Claro, me desculpas, e que...

-Chega de mi mi mi, eu tenho mais o que fazer. O que tem para hoje na minha agenda?-se virou para pegar algo na sua bolsa.

-Hoje tem...

-Pegue uma água para mim antes!-abanou as mãos, para que eu pegasse a água primeiro.

-Claro!

Definitivamente eu fui pego de surpresa, eu sei que ela não e nem um pouco delicada, mas a forma que ela falou, me deixou bastante incomodado. Eu não aceitava que ninguém falasse assim comigo, se fosse em outras circunstancias, certamente teria rebatido a altura, e me alterado, mas ela e a minha chefe.

Passei toda a sua agenda, e ela designou que eu a acompanhasse na reunião com os CEOs as nove, e mandou todos os arquivos do pen drive, para o meu e-mail, no intuito de que eu arquivasse tudo antes da reunião. Traduzindo, hoje ela iria arrancar o meu couro.

-Mais uma coisa Jason!- a encarei antes de sair.

-Pois não?

-Você vai almoçar comigo para fazer as anotações para a reunião!-disse sem retirar a sua atenção do computador.

-Claro!

Puta que pariu, a filha da puta empatou o meu almoço com a ruivinha.



Aviso, esta historia em breve ira entrar em Hiatos. Motivo: acabei me envolvendo em um outro projeto, que esta sendo publicado apenas no wattpad, e por motivo de incompatibilidade de personalidade entre os personagens, terei que dar uma pequena pausa nesta aqui, mas sera coisa rápida, prometo!

Eu só vou fazer isso, por que realmente eles são muito diferentes, e a autora aqui, ainda não esta preparada para surtar, ou ficar completamente maluca com a Anne, sendo uma vadia, e um Reymound, sendo um Lord.

Enfim, espero que me compreendam. Caso queira conhecer o Rey, ele esta em "Através Dos Seus Olhos" no meu perfil do wattpad, espero que gostem!

Beijos, e ate o proximo cap...

Link da historia no wattpad

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Capitulo -07



Anne

No meu apartamento, tentando não pirar...


Quando cheguei em casa estava tão irritada, que quebrei a primeira coisa que vi pela frente. Um cinzeiro de cristal que tinha comprado quando fui a Cuba. Ele era lindo. Era lindo, por que agora era caco.
Soltei um grunhido de frustração, e me joguei no sofá, o meu corpo inteiro estava dolorido, e a minha vagina latejava, pelo orgasmo interrompido.

-PUTA QUE PARIU!-exclamei alto, foda-se, estou na minha casa.

-O que houve minha filha?-Grace entrou na sala as pressas.

-Nada, só raiva!-peguei a minha bolsa, e me levantei.

-Quer alguma coisa filha?

-Um homem decente, por que na minha vida só aparece porcaria!-bufei alto. Por isso que eu gosto de pisar neles com os saltos do meu Givenchy!-ela me olhou meio sem entender, e pela primeira vez no dia eu sorri, sorri verdadeiramente. Ainda bem que eu tenho você!-me aproximei dela a abraçando. Sim, eu tenho coração, mas só para ela.

Ela me perguntou novamente o que eu queria comer, e eu disse que estava sem fome, mas como sempre ela me ignorava neste aspecto, disse que iria me preparar um chá de morango-o que eu mais gosto-, e me levar com biscoitos amanteigados. Pois e, então, eu como biscoito amanteigado, e bebo chá de morango, não parece, tem um lado meu que e sensível, mas como eu já disse, e só para ela, que desde que começou a trabalhar comigo, dobrou o meu lado durona, e me trata como uma filha. Eu já a demiti três vezes, e todas as três fui busca-la em casa, da ultima vez, foi ela que pediu demissão, e eu quase chorei para ela não ir embora.

Beijei-lhe a testa e fui para o meu quarto, precisava de um banho de imersão urgentemente, e foi isso que fiz. Retirei toda a minha roupa depois que a banheira encheu, me afundei na água bem quente quase queimando o meu couro. Maravilha.

-Melhor que sexo!-respirei fundo, e fiz uma careta. Não, não e melhor, mas e o que tem para hoje!

A minha vagina ainda latejava pelo que tinha acontecido mais cedo, definitivamente, isso era terrível. Coloquei a mão por sima acariciando o meu clítoris mais do que inchado, na tentativa de encontrar um alivio, mas nada, fazer isso estando tão irritada, não e uma tarefa fácil. Fechei os olhos e a primeira coisa que veio na minha frente foi o Joseph, senti um ódio mortal, mas em seguida comecei a rir, só de lembrar o que fiz com ele, e imaginar que ele iria acordar amarrado, e rabiscado de batom vermelho. Eu daria tudo para ser uma mosca, só para saber o que vai fazer para se soltar. Soltei uma gargalhada tão rude, que ate eu me estranhei.

-Foda-se! Não se tenta uma mulher, e a deixa sem uma gozada.

Por fim desisti de me masturbar, deixa esta porra pra la, em algum dia de inspiração, eu uso algum dos meus brinquedinhos. Nunca precisei de um homem de verdade para me saciar, não e agora que vou necessitar.
Terminei o meu banho depois de meia hora, com a pele já meio enrugada. Me sequei, e envolvi o meu corpo em um roupão, sai do banho, e ao lado da minha cama, tinha um chá fumegante, e uma duzia de biscoitos amanteigados.

-Ela deve estar querendo me engordar, só pode!-bufei, e sorri ao mesmo tempo.

Me sentei no meio da minha cama, peguei o meu notebook, e sim, a louca foi trabalhar, queria terminar logo o que tinha para fazer, e ficar sábado e domingo atoa. Abri o meu note, e enquanto ele ligava, eu fui pegar o pendrive, no qual tinha colocado os arquivos, para poder trabalhar em casa, porem eu olhei na bolsa do Notebook, na minha bolsa pessoal, e não o encontrei, só poderia ter ficado um um lugar.

-Minha mesa. -trinquei os dentes ao constatar o meu esquecimento. Mas que caralho, e agora?

Dei um soco no colchão de tanta raiva de mim mesma. Eu queria muito fazer isso logo, na segunda feira, eu teria que entrega-lo cedo ao senhor Martin, e não iria dar tempo de fazer quando chegasse na editora. A minha unica opção, era ir buscar, mas certamente não hoje.

Frustrada, eu aproveitei que estava com o notebook ligado, e coloquei alguns videos de musica para rolar. O primeiro a tocar foi Ne-yo, com a sua voz sexy, cantando champagne life, adoro esta musica, principalmente por citar a minha bebida favorita. Alem de me lembrar muito uma vida que já me pertenceu a algum tempo atras, mas que felizmente, não me faz a minima falta. enfim, só de ouvir me deu vontade de beber uma taça bem gelada. Mas só depois do meu chá.

Fui para a minha varanda com a minha xícara de chá, ainda estava com o corpo nu, apenas coberto pelo roupão. Olhei para o céu, e estava uma noite linda, banhado de estrelas. Tudo bem, não tinha muitas, sabe como e a cidade grande, cheia de poluição, e infelizmente encobre a real quantidade de estrelas que possa ter no céu. Esta era a unica coisa em que Idaho, me fazia falta, pois la, por ser pequeno, e com pouca poluição, o céu era sempre estrelado.
Me debrucei na varanda olhando para os prédios a minha volta, a maioria acesos, e com movimento em seu interior. Da janela do meu apartamento, eu tinha uma ampla visão de um prédio ao leste do meu, que eu conseguia ver perfeitamente a janela da sala de uma família, se eu não me engano, era uma familial composta de 4 pessoas, dois adultos, e duas crianças. Era raro chegar na sacada, e não vê-los juntos na mesa de refeiçoes, estavam sempre sorrindo, e conversando animadamente. Claro as vezes eu conseguia ver somente o casal, as vezes brigando, ou sentados sem se falar, ou as vezes se beijando. Na realidade, ate já presenciei uma bela de uma trepada no sofá, fiquei de camarote. Foi tão excitante. Ao menos eles eram espontâneos, pior eu, que nunca. Nunca trouxe nenhum homem no meu apartamento, no intuito de "umazinha". Aqui, só entra quem eu deixar.
Se pudesse, nem a vaca da minha genitora viria aqui. Mas sabe como é, no final das contas ela e minha mãe. La no fundo eu sentia uma pontinha de inveja daquela família, pelo simples fato de terem um ao outro, e não serem sozinhos como eu sou aqui no alto da minha torre, posando de bruxa má do oeste. Mas era rápido, logo passava, afinal, eu sabia que um relacionamento era complicado de lhe dar, e de complicado, já basta eu mesma.

***

Olhei no relógio do meu celular, era exatamente uma da manha, eu estava entediada, sem sono, e com uma curiosidade filha da puta. Sera que o Joseph já acordou? Eu sou muito boa quando quero. Quando quero. Mas sou o demônio quando pisam no meu calo, e ele estava calejado de saber disso, mas mesmo assim ainda aprontou comigo. Paciência.
Pensei varias vezes em ligar, mas eu queria que ele me ligasse. Se é que iria ter cara para isso. Resolvi me levantar, e ir buscar a minha taça de champanhe bem geladinha.
Sentei no sofá me sentindo sufocada, varias coisas passavam pela minha cabeça, coisas sobre trabalho, e principalmente a festa que a editora sempre dava no final do ano, que seria na semana que vem. Odeio estas festas, as famosas festas de confraternização. Vamos confraternizar o que? E só mais uma oportunidade de todos me chamarem de naja. Mas na realidade, esta era a parte que eu mais gostava. Mentira, eu não gostava de ser chamada de naja, vadia, sem coração, iceberg ambulante, naja do 27° enfim, dentre varias outras coisas mas, esta era a minha forma de autodefesa, me proteger, para não deixar ser abatida.
Já fui muito atacada na minha vida, muito xingada, e humilhada, e depois que eu encontrei alguém que enfim, me defendeu, que cuidou de mim, eu resolvi me trancar no meu mundo, para não deixar mais brecha para ser atacada. Não queria dar a ninguém, a liberdade de me olhar feio, de desdenhar de mim, e antes que isso acontecesse, eu faria primeiro. Doa a quem doer, foi assim que a vida me ensinou, e é assim que eu ajo!

Já era de manha quando acordei sentindo uma puta dor nas costas. Sim, eu tinha dormido no sofá. Odiava quando isso acontecia, o meu humor ficava na planta dos meus pés.

-Bom dia Anne!- Grace apareceu na sala, e eu fechei os olhos contendo um palavrão. Acordou cedo, ou dormiu no sofá?- a encarei com o cantos dos olhos, e ela sorriu. Dormiu no sofá! Vai tomar o seu banho, que eu vou lhe preparar um cafe forte.-a obedeci sem nem mesmo questionar. Café era café.

Depois do banho decidi que iria na empresa buscar o meu pen drive, mas estava sem um pingo de vontade de sair de casa, e foi assim que em um estalo, eu lembrei que tinha um assistente. Muito gato por sinal. Peguei o meu celular, mas lembrei que não tinha o numero dele. Decidi ligar para o RH, lá eles trabalhavam ate o meio dia hoje. Depois de dois toques, a chata da Ruth atendeu.

-RH da editor...

-Eu quero o numero do meu assistente, o Jason Weber!-disse direta sem espera-la terminar.

-Senhora Unger?-poderia visualizar a sua cara de tacho entortando os lábios, ao reconhecer a minha voz.

-Não, aqui e a mamãe noel, ligando diretamente do polo norte! Me de o numero da minha rena de estimação, gnomo!

-Só um minuto senhora, eu vou procurar.

-Me mande por e-mail quando achar! Mas seja rápida, não tenho o dia inteiro!-apenas deliguei na cara dela.

Odeio gente lerda, e a Ruth, era uma pessoa que fazia tudo em marcha lenta, Deus me livre, e isso era uma das coisas que me tiravam do serio extremamente fácil. Alias, o que não me tira do serio?

Terminei de me trocar, coloquei um vestido de linho bege, sequei os meus cabelos, os deixando soltou mesmo. Fiz uma maquiagem leve, sem abandonar o meu batom vermelho, e calcei um belo salto. Não que eu fosse sair, mas não era por que eu estava em casa que iria colocar um moletom, andar despenteada, ou com cara de defunto.
O meu celular deu um alerta de notificação, e vi que tinha um era um e-mail da editora, e uma mensagem. Do Joseph. Decidi abrir o e-mail primeiro, depois morreria de rir com a mensagem, sei que iria.
Copiei o numero do Jason, contido na mensagem, o colei no discador, fazendo a ligação em seguida. Liguei uma, duas, três, quatro vezes. Ou o cara tinha morrido, ou estava dormindo dentro de um buraco, só pode. Tentei uma ultima vez, antes de mandar outro e-mail para a imprestável, só que desta vez, mandando fazer a carta de demissão deste infeliz. Porem, no terceiro toque, da quinta ligação, enfim,  ele atendeu, estava com a voz tão destorcida que eu tive certeza de que estava dormindo.

-Quero que vá a editora, e pegue o meu pen drive preto que esta em sima da minha mesa. Preciso dele com urgência Jason! Vou lhe enviar o meu endereço para o seu e-mail, e eu quero na minha mão em no máximo meia hora. E se você sonhar em passar o meu endereço, para alguém, eu juro que te mato!

-Alo?-disse meio atônito, e eu grunhi de raiva.

-Argh! Não me faça repetir tudo de novo! Estou mandando o e-mail. Meia hora Jason!-desliguei.

Olhei no relógio, e era exatamente nove da manha, ele tinha ate nove e meia para chegar aqui.
Me sentei na cama, e sem conter o riso, de deboche, obviamente, eu abri a mensagem do Joseph.

"Sua maldita, desgraçada, eu não acredito que fez isso comigo, sua endemoniada! Anne eu te odeio com todas as minhas forças, só não te liguei, para cuspir tudo isso na sua cara, por que você certamente desligaria na minha cara, e não me deixaria te xingar como eu quero. Eu vou me vingar de você sua maldita, eu fui para casa sem cuecas, pois tive que rasga-las para me soltar da cama. E ainda fiquei devendo o hotel, por que estava sem grana. Nunca, NUNCA passei tanta vergonha na minha vida! O seu lugar no inferno esta garantido, se bem que você e tão ruim, que e capaz de destronar, o próprio coisa ruim!"

Nem preciso falar que terminei de ler a mensagem com o estomago doendo de tanto rir. Estava morrendo de medo, das suas ameaças, ele deveria era sentir vergonha de deixar uma mulher tão frustrada como me deixou, e isso, eu não aturo de ninguém.
Pensei em responder a sua mensagem, mas o meu silencio era melhor do que qualquer linha.
Fui para a sala de jantar, onde estava montada uma linda mesa de cafe da manha. Tomei a minha xícara de cafe, comi um pão integral com queijo feito com leite de cabra Irlandesa, e comi uma fruta, e já estava saciada. Olhei no relógio e tinha se passado vinte minutos, ele tinha mais dez, para chegar aqui com o meu pen drive. Enquanto ele não chegava eu fui ler o meu jornal, me deixando atualizada com a movimentação das ações, a cota do dólar estava maravilhosa, perfeita para lucros. Ganhar dinheiro, era a unica coisa que melhorava o meu humor.

Faltavam cinco minutos, quando eu comecei a digitar um e-mail, pedindo para a Ruth, fazer a carta de demissão do Jason. Ele era um gatinho, competente, mas era melhor cortar na primeira falha, antes que começasse a ser uma sucessão delas, e isso comece a me irritar profundamente.
Faltava apenas um minuto, quando a Grace entrou na sala interrompendo a minha escrita.

-Anne, tem um rapaz chamado Jason Weber, na portaria, disse que e seu assistente.

-Por um minuto!-sorri de canto incrédula, ele conseguiu. Pode deixar subir.

Não demorou mais de três minutos para que a campainha tocasse, tempo exato do térreo ate a cobertura. A Grace abriu a porta, e eu me levantei para pegar o meu pen drive. Ele falava alguma coisa com ela, quando a porta entrou em meu campo de vista. Me deparei com o Jason completamente diferente, do que eu já estava acostumada a ver. Ele estava com uma calça jeans, uma camisa de manga curta, bem justa a sua pele, revelando todo o seu corpo forte e definido, estava com os cabelos perfeitamente bagunçados, as bochechas rosas, e um pouco ofegante, parecia ate que tinha subido pelas escadas. Mas uma coisa continuava sendo o mesmo de sempre. O seu sorriso, que contraia o seu maxilar, o deixando bem mordível, alias, olhando bem, não só o seu maxilar era mordível. Foco Anne, você esta precisada, mas nem tanto. Estou sim, to quase subindo pelas paredes!

-Bom dia dona Anne, aqui esta o pen drive.

-Já estava mandando um e-mail para o RH, pedindo para fazerem a sua carta de demissão!-ele arqueou a sobrancelha. Chegou no ultimo minuto.- o olhei firme.

-Desculpe senhora, eu estava dormindo quando me ligou, quem atendeu foi o meu amigo.

-Não quero saber quem atendeu, só quero o meu pendrive!-me aproximei o pegando de sua mão, e sem querer, os nossos dedos encostaram um no outro, senti a sua pele quente, e um pouco fria devido ao suor, e senti um incomodo imediato no estomago. Pode ir!

-Tem certeza de que não vai mais precisar de mim, para nada?-um sorriso apareceu no canto dos seus lábios, trincando ainda mais o seu maxilar, aumentando ainda mais a minha vontade de morde-lo.

-Tenho! Ate segunda. Alias, a próxima vez que vier a minha casa, vista-se mais, apresentável.

-Sim senhora.

-Não quer um cafe, uma água, suco meu filho?- Grace perguntou animada, nem tinha reparado que ela continuava ali. Ele abriu a boca, para responder, mas eu serrei os olhos sem deixar de olhar para ele.

-Não, obrigado!-disse um pouco sem jeito.

-Para de bobeira menino, entre! Ela rosna, mas não morde!-disse um pouco mais baixo o fazendo rir abertamente, exibindo os seus dentes brancos, e perfeitos.

-Que seja!-bufei alto, dando as costas e voltando para a sala.

A ideia de ter um subalterno na minha casa, não me agradava, nunca gostei de intimidade com os meus assistentes, mesmo que alguns já tivessem invadido o meu consciente com a sua beleza e charme, mas nunca, nenhum deles havia entrado na minha casa, ate hoje.
Me senti meio incomodada, invadida ate, e isso me deixou impaciente, e muito irritada. Não gosto de pessoas estranhas na minha casa, e ele só trabalhava comigo a três dias, era um completo desconhecido para mim.
Errei em ter pedido para me trazer o pen drive? Errei, se eu não queria ninguém aqui, deveria ter ido pegar. Mas agora era tarde, ele já estava ali, invadindo o meu território, o meu espaço, e bebendo da minha água, do meu suco, ou pior ainda. Do meu café!

Depois de alguns minutos, já trabalhando no meu notebook, algo calculado em uns dez minutos, eu ouvi eles se despedindo ao longe, e foi impossível não prestar atenção. Ela pediu que ele voltasse sempre, pois era um rapaz muito educado, ele agradeceu a ela pelo CAFÉ, e disse que tinha sido um prazer conhece-la. Pediu que me saldasse novamente, me desejando um ótimo final de semana, e reafirmando que qualquer coisa, o chamasse. Respirei fundo fechando os olhos, eu precisar dele? Uhum, sei!

Depois do almoço ela foi embora, e como sempre deixou as minhas refeições seguintes prontas, e na geladeira; Eu tinha apenas que esquenta-las no microondas, e comer. Mas nem sempre eu tinha tempo de fazer isso. E todas as segundas quando ela chegava, e via toda, ou quase toda a comida no mesmo lugar, ela sempre reclamava.
O meu sábado foi trabalhando, tinha que terminar aquele projeto, e ter ao menos o domingo livre, precisava jogar tênis. Umas das minhas atividades favoritas, necessitava de algo para extravasar todo o estresse e aborrecimento, da semana em algo, e por isso, eu ia ao clube jogar tênis com a Charice, minha unica amiga. Ou no caso, a unica pessoa que me atura depois da Grace.
Cheguei no domingo pela manha no clube, a Charice já me esperava se aquecendo na quadra, batendo a bola na parede, sozinha, correndo de um lado para o outro como uma louca atras de uma bolinha.

-Já te disse que você e uma vaca? Isso e sacanagem, se aquecendo antes mesmo que eu chegue!

-Bom dia para você também Anne! Você demorou, não queria que eu ficasse a sua disposição, queria?

-E obvio que sim!-a encarei retirando a minha raquete da capa de proteção.

-Nem fodendo, não sou um de seus capachos!-sorriu.

-Não são capachos, são subalternos!

-Não sei como te aguento!-sorrimos, outra que conseguia retirar um resquício de sorriso de maus lábios.

Charice, era uma pessoa que conheci a anos atras, na realidade, foi o Walter, que me apresentou a ela. Ela e uma publicitaria muito renomada, mas a sua outra profissão era psicologia, ela era muito boa no que fazia, e se hoje estou "inteira" agradeço a ela.

-Fica quieta, e vamos bater uma bola. Esta preparada para perder?

-Jamais, por que você acha que eu estava me aquecendo?

-Sua trapaceira!

Nos posicionamos na quadra, e dei a brecha para ela começar a sacar, tive que correr um pouco logo de cara para acertar a primeira bola, e devolver para o seu campo, e ela imediatamente rebateu, e desta vez não consegui chegar a tempo, e ela fez o primeiro ponto.

-ISSO! SE PREPARE UNGER, HOJE VOU TE MASSACRAR!-lhe ofereci o meu dedo do meio a ela, que gargalhou abertamente.

Voltamos a jogar, a próxima a marcar pontou foi eu, na realidade, o jogo foi bem equilibrado ate o fim, formou-se ate uma pequena plateia para nos ver jogar. Mas, no final o placar terminou ao meu favor. Venci de três sets a dois, e claro, me gabei ate dizer chega.

Almoçamos la pelo clube mesmo, depois cada uma foi para a sua casa, ainda não gostava de me enfiar na casa de ninguém, e nem gostava de ninguém enfiado na minha. Por isso, passei o resto do domingo, preparando as minhas coisas para as reuniões de segunda feira, e vendo um filme-clássico, e claro-, do grande Chaplin.

sexta-feira, 25 de março de 2016

Capitulo -06


Jason

Com o corpo no paraíso, e o pensamento em uma naja...


Quando cheguei em Manhattan a algum tempo atras, não imaginei que iria achar emprego tão fácil, mas também não achei que seria tão difícil. Porra, já fazem quatro meses que cheguei a New York, e só estou vivendo a base de bicos. Sou formado em língua americana -bem sugestivo não e? eu sei, modéstia parte, e mesmo, e me gabo disso!-, mas no momento trabalho com o que eu posso-com o que pinta-.
Na realidade, acabei de fazer uma campanha como modelo. Fiz algumas fotos para uma marca de cuecas, que me rendeu uma boa grana. Porem, não sirvo para isso, ser modelo não era para mim. Um bico, e ganhar alguma grana aqui, e ali, ate vai, mas seguir adiante não, sem chance. Não que o meu corpo não permita, eu fui bastante elogiado durante as sessões de fotos, mas definitivamente, este mundo não e para mim.
Moro em um apartamento médio, ele tem dois quartos, sala, cozinha, banheiro, enfim, atende as necessidades de dois solteirões. Pois e, eu dividido o aluguel com um amigo que fiz aqui assim que cheguei a cidade, o seu nome e Armud Gajanan. Ele e Indiano, e uma amigo incrível, me acolheu quando eu mais precisei, arcou a minha parte no aluguel por dois meses, e na alimentação por um, o que a minha mãe mandava, e o que eu conseguia nos bicos, mal dava para ajudar com luz, água, e estas coisas. Porem, quando fiz a campanha para a marca de cuecas, consegui um bom dinheiro, paguei a ele o que devia, mesmo com ele tentando não aceitar, e ainda consegui comprar uns três ternos, afinal, ele tinha me convencido a arrumar emprego em uma editora de livros perto da cafeteria que ele trabalha, e que estava tendo vaga para ser assistente pessoal da diretora geral, uma tal de Anne Unger.
Diziam as mas línguas-inclusive ele, que ouvia poucas e boas em relação a ela nos horários que os funcionários saiam para lanchar -, que ela era uma megera, que todos no seu trabalho a odiavam, e que ate o presidente da empresa não ia muito com a sua cara, e que só a mantinha por la, por que ela era uma pessoa muito centrada, competente, e por consideração. Consideração esta, que ninguém sabe a que se deve.

Devido a justamente não estar longe da minha área de formação-mesmo sabendo que provavelmente não irei nem chegar perto dos livros-, eu resolvi ir tentar a vaga, o "não" eu já tinha, quem sabe eu não consiga um sim? Tentei mandar o meu currículo para o e-mail da editora, mas eles só aceitavam currículos impressos. Estranhei bastante, mas, imprimi o meu currículo, e levei pessoalmente a recepção, onde fui recebido por uma linda ruivinha de óculos, e olhos azuis. Se calhasse de conseguir trabalhar nesta editora, sem duvidas vou dar uns pegas nela, sabe como é, conferir para ver se e realmente tudo ruivinho natural, ou se era tingida.

Exatamente uma semana depois eu fui chamado. No dia marcado para a entrevista, eu vesti o meu melhor terno, passei o meu melhor perfume, fiz a barba, e penteei muito bem os cabelos. Me olhei no espelho, e sorri, nem parecia o descamisado que usava bermuda e chinelo dentro de casa.

-E ai cara, sera que consigo a vaga?-encontrei o meu amigo na sala, se preparando para ir trabalhar na cafeteria da esquina.

-Olha, se depender da beca, o trampo e seu!-sorrimos, e fizemos um cumprimento de mão.

-Quem sabe eu não consigo com outros atributos também?

-Vai tentando, a "Naja Unger", e super durona, e linda, mas um poço de egocentricidade, e arrogância.

-Não custa tentar!

Sainos juntos de casa, ele foi para o cafe, e eu para a editora, estava nervoso, mas procurei não demonstrar, queria que a entrevista acontecesse logo, estava seguro de que a vaga seria minha, mas a ansiedade é um bichinho do mal, é só aparece para deixar a nossa autoconfiança abalada.
 O prédio era muito lindo, luxuoso, e aparentemente bem organizado. Assim que cheguei fui enviado para o 27° andar, por uma outra gatinha que estava na recepção-não era a ruiva de óculos do dia em que vim deixar o currículo-, esta também era muito gata, uma morena de olhos cor de mel, e uma voz um pouco rouca, que despertava qualquer sentido masculino. Sem duvidas, se eu ficasse por aqui, também daria uns pegas nela. Fácil, fácil.

Estava dentro de uma sala refrigerada com mais umas nove pessoas entre homens e mulheres. Estávamos todos distraídos, cada um com o seu dialogo pessoal, quando a porta se abriu, e uma mulher chamou a nossa atenção, eu olhei atônito para a porta me contendo para não demonstrar o meu susto aparente, mas não deixei de reparar como a mulher era gata. Parecia que só tinha mulher bonita por qui. Vou me dar muito bem!

-Esta que a Anne Unger!-um dos candidatos falou assim que a porta se fechou.

-E esta que e a nossa futura chefe?-o encarei.

-Ela mesmo! A "Naja do 27°". Não viu como nos olhou?

-Sim, parece que esta pronta para nos arrancar a cabeça!-uma candidata falou com o olhar perdido.

-Ela não parece ser assustadora, ela e muito gata na realidade!-sorri despreocupado com a mão no bolso.

-O que tem de gata, tem de megera.-o mesmo cara disse voltando a se perder em seus pensamentos.

-Julie, por favor, a senhora Unger irá atende-la agora!-a assistente abriu a porta.

A jovem estava com uma cara meio apreensiva, e todos nos a encaramos como se fosse a ultima vez que a veríamos na vida, pois ela estaria indo para o corredor da morte. Senti um arrepio na nuca, mas nada que afastasse a minha segurança. Não demorou nem três minutos, e a assistente chamou outro de nos. Pelo que pude reparar a entrevista foi muito rápida, mal tinha dado tempo para duas ou três perguntas. Ou a menina era muito boa, ou a senhora Unger, era criteriosa demais.

Já era final da manha quando enfim fui chamado, depois de ir exatamente sete pessoas na minha frente, confesso que agora estava receoso, mas eu não poderia deixar isso transparecer, eu teria que me manter firme, e encarar a fera de frente. Por isso, respirei fundo, e entrei na sala.

A primeira reação que eu tive que conter ao entrar na sala foi UAU! A sala era linda, e tinha um janelão enorme com vista para toda a Manhattan, deveria ser incrível trabalhar ali.
Depois eu olhei melhor para a mulher a minha frente, e foi impossível conter um sorriso, ela era linda demais, e a primeira vista, não se parecia em nada com uma megera, ao menos ate abrir a boca. Ela foi bem rude com a secretaria ao lhe pedir uma água para tomar um remédio para enxaqueca, o mesmo que a minha mãe, e eu tomávamos, mas graças a Deus, não o usava mais. Notei que ela era uma mulher interessante, de opinião forte, decidida, e sexy, muito sexy. Lhe ofereci o meu melhor sorriso, e sim, respondi-lhe as suas perguntas com malicia e segundas intenções, não sabia se iria dar certo, estava fazendo uma aposta nos meus instintos, conheço a fundo as mulheres, alem de ser o único homem de seis irmas, eu as adoro, em todos os sentidos, e queria deixar claro para ela, que eu lhe seria o mais prestativo possível. Em todos os sentidos, afinal, ela era uma puta gata.
Mas preciso confessar que seria uma tortura trabalhar com esta mulher, ela tinha uma voz linda, e sexy demais, os seus lábios vermelhos me chamaram a atenção, e eu tive que me controlar muito para conter uma ereção que se formava dentro de minhas calças. Me julguem, mas eu amo uma mulher de olhar firme, me deixam louco, e de pau duro sempre. Sempre!
Eu reparei que a minha estrategia tinha dado certo, quando ela mandou dispensar os outros candidatos, foi ai que eu vi que tinha realmente dado certo, eu tinha conseguido, o emprego era meu! Ela mandou que eu voltasse no outro dia pela manha, e já fez uma exigência- sim, exigência, por que eu notei que ela não pede, ela manda-, queria o seu cafe fumegando quando chegasse na manha seguinte. O seu pedido, e uma ordem.
Sai dali e fui direto na cafeteria falar com o Armud, ele me parabenizou, e me desejou boa sorte, pois o novato da cafeteria, já tinha levado uma encarada dela esta manha. Foi impossível não sorrir. Marcamos de ir a uma boate mais tarde, nem que fosse para apenas duas horinhas, eu precisava muito comemorar.
Voltei para casa, muito feliz, feliz pra caralho, e a primeira coisa que fiz foi contar para a minha mãe, não era o emprego dos sonhos, e nem o que ela queria para mim, mas era o que tinha agora.

***

Era mais ou menos umas oito horas, quando tanto eu, como o Armud, estávamos prontos para sair, íamos apenas a um barzinho para comemorar, nada  muito extravagante, afinal, eu tinha que estar inteiro no dia seguinte.
Pedimos uma cerveja cada, e ficamos conversamos algumas bobeiras, conversamos sobre mulheres, e sobre futebol, coisas de homens. Notamos que tinha duas gatinhas nos olhando de uma mesa não muito distante, elas eram lindas, uma era morena de pele clara, e a outra era loira. Elevamos a nossa bebida em cumprimento, elas fizeram o mesmo, e logo nos aproximamos, emendamos em uma conversa aleatória, pagamos uma rodada de bebidas para elas, e mais uma para nos dois, quando sentimos o papo fluir.

-Você tem que idade, princesa?-perguntei a morena que estava ao meu lado.

-Tenho 23, e você?

-26. Você e linda demais!

-Você também!

Eu não era de jogar fora. Tudo bem, sou lindo, pra caralho, assumo! Tenho um metro de noventa, cabelos castanhos claro, milimetricamente bagunçados, o rosto bem marcado, olhos claros, resumindo, dava para fazer um bom estrago. Mas o meu melhor atributo, estava em outro lugar, e ele estava começando a criar vida própria, enquanto ela roçava aquela bunda gostosa, no meu pau, fingindo inocência. Eu se ei, todas fazem isso para conhecer o material, e acho que ela gostou.

-Você quer dançar?-perguntou rente ao meu ouvido, com a voz rouca.

-Claro! Já voltamos Armud!-sorri acenando para o meu amigo.

Seguimos para a pista onde tocava uma musica mais lenta e sensual, e claro, ela se aproveitar para roçar ainda mais aquela bunda em mim. Sim, ela AINDA estava roçando ainda mais em mim, e pelo sorriso de me ofereceu, ela estava adorando. Segurei a sua cintura, a pressionando ainda mais contra o meu membro ereto, sem disfarce, já que tudo estava a meia luz, e estávamos completamente alheios, ela se virou me encarando de uma forma bem safada, e eu não resisti, juntei os nossos labios em um beijo apressado. A sua boca carnuda, e gostosa.
Ela ficou com uma mão na minha nuca, enquanto a outra escorregou pela minha barriga segurando com tudo no meu pau, o deixando ainda mais alerta. Soltei um gemido baixo em seus lábios, e segurei discretamente em seu seio, o apertando. Estávamos nos pegando no meio de todos, e antes que fosse passar a noite na cadeia, por atentado violento ao pudor, e perdesse o meu primeiro dia de trabalho com a gostosa da Unger, decidi chama-la para outro lugar.
O nosso tesão não passou do beco ao lado do barzinho, e ali, em uma parte mais escura nos pegamos de vez.
Mordi os seus lábios com vontade, enquanto ela se concentrava no meu pau, definitivamente ela estava gostando dele, e ele adorando a mão dela. Levantei a sua blusa expondo os seus seios firmes, e volumosos, sem perder tempo os abocanhei com vontade, os chupando, e mordiscando, a fazendo gemer em meu ouvido. A doida não me largava, e mesmo sem fazer muitos movimentos, continuava la, segurando firme, como se tivesse passado cola na sua mão, como se ela não conseguisse largar a minha ereção. Passei a língua em seu bico rígido, fazendo o mesmo com o outro, mas logo em seguida voltei a beijar o seu pescoço.
Pela visão periférica, e com o ouvido aguçado, eu percebi que tinha alguém se aproximando do beco, coloquei as mãos em seus ombros a empurrando para baixo na intenção de nos esconder, e olhei em direção a saída do beco, a sorte era que estávamos atras de uma caçamba de lixo bem larga, e nos cabia perfeitamente. Vi um casal passando, e logo soltei um suspiro de alivio, porem a sensação que senti em seguida não foi só a de alivio, a doida tinha colocado o meu pau para fora, e estava me chupando com vontade, e bota vontade nisso.
O atrito da sua boca, no meu companheiro de viagem, era tão intenso que chegava a fazer barulho. Caralho, esta mina vai me fazer gozar em questão se segundos. Gulosa, ela o enfiou tudo que poderia na sua boca perfeita, eu cheguei a sentir a sua garganta. Não tinha sensação mais gostosa. A putinha tinha uma boca maravilhosa.
Envolvi os seus cabelos lisos, e cumpridos no meu punho, e a minha parte eu fiz, avisei que estava quase gozando, e quando senti que não iria mais conseguir segurar, a puxei pelos cabelos a fazendo se levantar, e beijei-lhe a boca com gana.
A virei de costas para mim, peguei um preservativo na carteira, o rasguei colocando em meu pau, que latejava entre os meus dedos, e o pincelei em sua bunda gostosa, molhando-o em sua entrada que estava pingando, e por fim não resisti a penetrando com tudo. Ela colocou a mão na boca contendo um grito, enquanto eu socava sem do. Ela era quente, e gostosa pra caralho, porem eu tinha que ser rápido, queria gozar, desesperadamente, não queria fazer isso antes dela. Coloquei a minha mão em seu clítoris, e comecei a massageá-la com vontade, enquanto ela começava a gemer, por entre os dedos que tapavam a sua boca, e rebolava ainda mais a procura de mais prazer.

-Goza pra mim porra, goza no meu pau, quero você ainda mais molhada!-grunhi em seu ouvido, e ela elevou a cabeça para trás soltando um gemido mais intenso, ainda contido pela sua mão.

O seu interior me apertava em um ritmo acelerado, ela latejava, e me deixava ainda mais louco. Não consegui me conter, e com mais umas três socadas fortes, gozei contido pela camisinha, preferia te-la enchido por completo, mas a segurança vem em primeiro lugar.

Depois de recompostos, voltamos para o interior do bar, eu estava cansado, tinha acordado cedo, e depois desta gozada, a unica coisa que eu queria era a minha cama. Encontrei o Armud, voltando para a mesa com a loirinha, eles estavam com um sorriso de orelha a orelha, e ali eu sabia que ele tinha ganhado um agrado também. Elas pediram os nossos telefones, e o Armud, bobinho como sempre deu o dele, eu disse que estava sem, mas era amigo de quarto dele. Estava muito bem "soltinho" para me envolver agora, ou para ter uma mina grudenta no meu calcanhar.

Voltamos para casa, e depois de um banho, eu cai na cama, estava exausto, e no dia seguinte tinha o meu primeiro dia de trabalho. A minha sorte foi que o Armud, sabia de cor e salteado os gostos da senhora Unger, e me prometeu que no dia seguinte iria mandar entregar o seu cafe bem cedo.

***

Era sexta-feira, meu segundo dia de trabalho, e sinceramente, mesmo vendo, e ate recebendo umas patadas da minha chefe gostosa, eu estava gostando de trabalhar com ela. Sai para almoçar, e lanchar em lugares caros quando tive que acompanha-la, e no primeiro dia ate fui para casa de motorista, fora que ela me deu umas olhadas que fez o meu pau latejar dentro da cueca. A se eu pudesse, se o meu dinheiro desse, eu passaria uma noite com esta mulher, e a faria desarmar aquela cara de emburrada, e de superioridade rapidinho.
Tínhamos ficado ate um pouco mais tarde-menos ate do que ela tinha anunciado-, por que ela estava fazendo alguns trabalhos, que eu deveria guardar em um arquivo, mas eu não me importava, era a minha primeira hora extra, e eu gostava de ficar por ali.
Durante o dia eu sai na hora do lanche, e encontrei algumas pessoas na cafeteria, e me desejaram os pêsames, quando souberam que eu trabalhava para a Anne. Achei engraçado, eu não conseguia ver com tanta clareza toda aquela ignorância que ela fazia, ela era bem rude, e rigorosa, fora isso, normal. Mas recebi bastantes alertas em relação a ela, e resolvi guarda-los, era melhor prevenir do que remediar.
Na hora da saída, eu desci primeiro depois que ela me dispensou. E parei por alguns segundos para conversar com a Lorena-era a ruivinha gostosa-, ela era uma das pessoas que me alertaram na cafeteria sobre a Anne, mas alem disso, ela se mostrou bem interessada em mim, e eu, como tinha dando umas olhadas para ela no dia em que vim deixar o currículo, nem gostei.
Cheguei no térreo, e ela estava toda bonitinha em seu terninho, arrumando alguns papeis, a sua pele branca, quase como o papel, e os seus cabelos vermelhos, lhe davam um charme muito especial, logo imaginei loucuras com  aquela mulher.

-Boa noite Lorena!

-Boa noite Jason!-sorriu, e bateu os silhos sobre os óculos, sorri de volta e resolvi me aproximar.

-Ainda por aqui, já não e tarde?

-Sim é, mas eu só posso sair depois que todos os grandes já tiverem ido embora, assim como a entojada da sua chefe. O mulherzinha irritante!-assim que ela disse isso, o elevador se abriu, e a ela saiu.

A sua expressão era impassiva, ela passava por onde ia como se nada a abalasse, como se todos rastejassem aos seus pés. Já eu, a via como uma mulher linda, mostrando a que veio. A Lorena deu-lhe boa noite, porem, a minha chefe gostosa apenas parou por um segundo, e a olhou pelo canto dos olhos com muito desprezo, confesso que ate eu senti por ela, e o pior de tudo, e que ela me olhou da mesma forma, me senti como se tivesse matado alguém, era a primeira vez que recebia um olhar como aquele. Depois de nos deixar no chão com apenas um olhar, ela seguiu em frente.

-Vadia! -Lorena, grunhiu baixo.

-Uau, me senti um criminoso!

-Eu disse, esta mulher e o demônio!

Observamos ela ser totalmente rude com um cara que a esperava na portaria do prédio, jogando, o buque de rosas que recebeu no chão da recepção, saindo porta a fora, o fazendo segui-la como se fosse o seu poodle de estimação. Fui ate as flores, peguei o buque que se despedaçou um pouco devido ela ter pisado em algumas flores, escolhi as duas rosas mais inteiras, e dei a Lorena, ela sorriu ternamente, ficando corada. Lhe desejei boa noite, e fui embora para casa depois de jogar o restante do buque no lixo.
Cheguei em casa, e contei o que tinha acontecido ao Armud, e o confidenciei, que a sua atitude, só me deixou ainda mais louco por ela. A minha chefe gostosa, e sem coração estava começando a povoar onde não deveria. Eu acho que por ela, ate aceitaria ser um poodle por uma noite. Mas só uma noite, depois ela iria me conhecer de verdade!

Tomei um banho, e como nas outras noite, foi impossível deixar de pensar nela, os seus lábios vermelhos, a sua boca carnuda, e sem duvidas muito boa de beijar, porra, esta mulher iria me deixar louco. A sua voz rude chamando o meu nome, fazia o meu corpo se contorcer em um espasmo. Sei que estas atitudes não deveriam deixar um homem excitado, -por que sim, e isso que eu estou, muito excitado-, e de pau duro por ela. Ela e tão filha da puta, que consegue me deixar louco. E quanto mais ela me chama com aquela voz rude, ou manda que eu saia da sua frente, vai juntando uma raiva encubada dentro de mim, e me deixando ainda mais doido por ela.

Eu chacoalhava o meu pau extremamente rígido, para sima e para baixo, imaginando aquela mulher completamente nua na minha frente, chamando o meu nome de forma rude, e por fim me beijando loucamente enquanto eu a fodia no sofá de couro do seu escritório. Senti o meu corpo aquecer, os meus musculosos ficarem todos tensionados, e se ressaltarem, quando senti que era impossível segurar. Logo em seguida explodi em um orgasmo muito bom, esparramando todo o meu sêmen pelo box do banheiro.

-Esta mulher vai me deixar louco!

Eu sei, isso e ridículo, não sou mais nenhum adolescente, para ficar me masturbando pensando na professora gostosa, mas e que realmente a Anne, e uma mulher que eu adoraria ter na minha cama, e como eu ainda não posso, infelizmente, o cinco contra um, e o que me sobra.
Me arrumei, e olhei no relógio, ainda da tempo de ir para a academia, agora que eu estava trabalhando, tinha que me dedicar ainda mais a malhação, tinha que ter muito vigor, para aguentar aquela "Naja do 27°."


Boa tarde a todos!
Queria desejar uma ótima sexta-feira santa, e uma pascoa maravilhosa a todos com muito chocolate.
Queria fazer um aviso, eu vou começar a postar uma outra historia de gênero também original, porem, somente no Wattpad. A minha próxima publicação, sera com a sinopse, e o link, onde vocês encontrarão o prologo.
Espero que gostem, e que possam me ajudar a divulgar a historia com seus comentários, e compartilhamentos.
Desde já muito obrigada, e ate breve...

segunda-feira, 21 de março de 2016

Capitulo -05

Em Manhattan coração de New York, contando ate um milhão para não matar alguém...


Pouco mais de uma hora, e duas xícaras de café, haviam se passado quando eu enviei tudo para o e-mail do Jason. Respirei fundo, olhando no relógio, era exatamente dezenove horas e quinze minutos. Ate que demorou menos do que imaginei. Em quinze minutos, o Joseph, chegaria, e eu iria tomar no minimo uns dois comprimidos, para aguentar a dor de cabeça, ate o final do dia. E iria começar com um imediatamente. Acho que esta porra desta enxaqueca, e cronica, só pode, deve fazer parte do meu eu, por que Puta que pariu, não e possível doer tanto.
Depois de me olhar novamente no espelho, e recolher as minhas coisas, o Jason, veio me avisar que já tinha feito tudo, e que se não precisasse mais dele, estaria indo embora.

-Ate segunda!-respondi somente.

-Ate segunda, Anne!

Ele saiu fechando a porta, e eu continuei de costas para a mesma, na realidade estava olhando para a vista a minha frente, olhei para a cadeira, e sorri, ao me lembrar dele.

-Walter. Dai-me forças para aprender a conviver comigo mesma.- Acho que só ele conseguia me entender melhor do que eu mesma.

Peguei a minha bolsa, a ajeitei no ombro, apaguei a luz da minha sala, e segui para o elevador, já estava tudo escuro, no andar quando o elevador abriu as suas portas, apertei o térreo e deixei ser levada ate o meu destino. Quando as portas se abriram, eu senti o meu corpo dar um solavanco, ao me deparar com o Jason, parado no balcão da recepção conversando com a sem sal quatro olhos, senti o meu rosto aquiescer, definitivamente, a ralé, pertence a ralé.

-Boa noite senhora Unger.- ela me cumprimentou, e eu apenas a olhei de lado, lhe oferendo a minha melhor cara de indiferença, ele me olhou e franziu a testa, repeti o mesmo gesto para ele, e segui o meu caminho ate a porta.

-Minha querida Anne!-Joseph se materializou na minha frente, e eu fechei os olhos respirando fundo para não manda-lo para o inferno, antes mesmo de encara-lo de frente.

-Eu não estou bem, acho melhor...

-Eu adoro quando esta "bravinha" assim, te deixa ainda mais sexy, sedutora e me deixa completamente excitado!-eu tentei avisar. Isto e para você!-me ofereceu um buque de flores, olhei para o arranjo, para ele, e o peguei de sua mão.

-Sabe que odeio flores!-trinquei os dentes, as jogando no chão, e passando por sima das mesmas. Você sabe disso!

-Desculpa, eu esqueci, tudo bem?!

-Argh!-grunhi, de impaciência. Vamos logo, antes que eu te jogue em baixo do próximo ônibus que passar na minha frente!

-Anne, esta tudo bem?-parei o encarando. Serio que ele esta perguntando isso?

-Eu estou ótima!-forcei um sorriso, que saiu mais como uma careta, tenho certeza.

Rob, que como sempre estava impecável a minha espera, abriu a porta do carro para mim, e ao invés de se sentar na frente com ele, o infeliz se sentou ao meu lado. Eu o olhei seriamente, mas ele pareceu não se incomodar. Alem de irritante, era burro.

No meio do caminho, eu desisti do jantar, estava completamente sem fome, eu estava muito irritada, e precisava urgentemente, relaxar de outra forma, precisava gozar, aliviar a minha tensão de um dia chato, e irritante. Mudei o nosso itinerário, e pedi para o Rob, seguir diretamente para o motel em que sempre ia com o Joseph. E assim ele fez.
Demorou não mais do que dez minutos para chegarmos ao luxuoso motel. O Joseph desceu para pedir um quarto, enquanto eu permaneci no carro, e só quando já tinha uma suite com sauna, champanhe, e tudo mais que eu tinha direito, eu saia do carro, e dispensava o Rob, ate segunda ordem.
Ele pediu o mesmo quarto de sempre, o mais caro, e luxuoso do motel, entrei no quarto atirando a minha bolsa no sofá, e me sentei, o Joseph, foi direto ao frigobar, ele sabia que sempre, sempre tínhamos que começar com uma garrafa de champanhe. Sorvi uma boa quantidade da minha taça depois de servida, e ele me olhou espantado.

-Esta bastante tensa, quer uma massagem?-sorriu parecendo um galã de novela mexicana barata.

-Eu preciso de outra coisa, e não uma massagem!

-Isso eu posso providenciar imediatamente para você!-disse forçando a voz para tentar deixa-la sexy, mas a unica coisa que conseguiu foi deixa-la mais irritante.

Retirou a taça já vazia da minha mão, colocando as duas no criado mudo, e começou beijando o dorso da minha mão, passando pelo meu braço, indo ate o meu pescoço, passando a linguá na região, chupando, e beijando vagarosamente a minha pele.
Senti a minha pele se arrepiar, e levei uma de minhas mãos mão ate a sua nuca, o incentivando a continuar, e logo a sua boca estava na minha em um beijo intenso, bruto, e arrebatador. Isso era bom nele, ele era bruto, e gostava de sentir, e provocar um pouco de dor na hora do sexo, nada exagerado,m e claro.
Ele retirou o meu blazer, me deixando apenas de blusa social, e calça. Eu já eu tinha retirado os saltos, para adiantar o processo, detesto coisa lenta. Beijou o meu colo, e o meu decote tentando abrir a blusa. Joguei a cabeça para trás, em busca de mais contado, estava começando a ficar úmida, mas eu precisava de mais, muito mais.
Sentei na cama e comecei a retirar a sua roupa sem nenhuma delicadeza, o deixando apenas de box, e por um segundo parei para apreciar o seu pau, que hoje, em especial, estava meia bomba.

-Espero que isso ai, fique duro de verdade!

-Relaxa meu bem, estamos só começando!

-Eu juro, que se você gozar em cinco minutos, Joseph, eu nem sei o que faço com você!

-Eu vou te levar nas nuvens, vou te foder com muita, muita vontade!-afirmou mordendo o meu lábio inferior, me provocando um pouco de dor.

Voltou a me beijar intensamente apos a mordida, e retirar as minhas roupas, me deixando apenas de lingerie. Retirou o meu sutiã, e agarrou o bico de um dos meus seios com vontade, me fornecendo um tesão maravilhoso, ele fez com que eu ficasse sentada no seu colo com uma perna em cada lado de seu corpo, deixando o nosso sexo em contato, e eu consegui respirar aliviada, quando o senti completamente duro, "cutucando" a minha entrada. Hoje vai!
Ele me jogou na cama ficando entre as minhas pernas, e desceu com os beijos ate chegar ao limite da minha calcinha, eu estava completamente molhada, cheia de tesão, e pronta para se fodida, por horas a fio. O meu corpo estremeceu quando a sua boca tocou a minha vagina por sima da renda preta da calcinha, e soltei o ar com força quando, ele ultrapassou este limite me explorando com a sua língua apressada, me chupando, lambendo, beijando, e principalmente mordiscando toda ela, me provocando um pouco de dor. Delicioso.
Estava quase gozando só com a sua língua quando ele parou de me chupar, se colocando entre as minhas pernas. Odeio quando faz isso, mas decidi não reclamar desta vez. Ele me olhou como um cachorrinho pidão, segurando o seu pau já fora do aperto da cueca, porem foi em vão. Eu não chupo!
Ate no minimo ter gozado duas vezes, e claro!
 O encarei com desdem, e ali ele sabia que não iria conseguir me convencer a lhe fazer um oral, por isso colocou um preservativo, e me penetrou com vontade, me fazendo soltar um suspiro longo, devido a sensação boa de preenchimento que recebi. Ele investia com força, pairando o seu corpo sobre mim. Fechei os olhos, aproveitando aquela sensação para tentar relaxar de um dia cansativo, que tive. Acho que sexo, e uma das únicas coisas que conseguem me deixar relaxada.

Porem, como tudo que e bom dura pouco, ou no caso do Joseph, muito pouco. Senti que ele estava acelerando os seus movimentos muito mais do que o necessário, e isso não era bom sinal. Abri os olhos, e ele estava vermelho, quase ficando roxo, azul celeste, amarelo, enfim, ele iria gozar. O desgraçado iria gozar antes de mim, de novo!

-Não, você não vai gozar seu filho da puta!-grunhi, sentindo o meu rosto queimar de frustração.

-Eu não vou aguentar mais...

-QUE ÓDIO JOSEPH! NÃO GOZA, NÃO GOZA SEU...

-Desculpa!-ele recostou a sua cabeça em meu ombro, respirando muito fundo, e soltando um gemido alto.

-Você e um merda Joseph! Que ódio!-o empurrei de sima de mim.

-Desculpa gatinha, eu tentei...

-Tentou e o caralho, você nem pensou em tentar!

-Não fala assim, vem aqui, vamos fazer de novo?-ele estava ainda mais vermelho, e suava horrores.

-Me solta! Maldita hora que eu resolvi tentar te encontrar de novo, deveria ter ido para casa usar o meu pau de borracha, ao menos ele me faz gozar!-eu era a frustração em pessoa enquanto recolhia a minha lingerie de cima da cama.

-Desculpa gata...

Me levantei o deixando falar sozinha, e fui para o banheiro dar uma olhada na minha cara. Eu estava vermelha de raiva, e não só dele, mas de mim também, afinal, eu sabia que ele não estava dando conta das outras vezes, por que agora ele iria dar? Idiota!

Depois de recomposta, eu voltei para o quarto, e a gota d'água, foi ver que o filho da mãe estava dormindo como um bebe, aquele inútil de merda. Respirei fundo, e me senti um zero a esquerda. Era nestas horas que o meu nome, e toda a minha grandeza, não serviam para absolutamente nada.
Dei as costas indo para a porta, porem, eu pensei bem, e o encarei.

-Isso não vai ficar assim! Ah, não vai mesmo.

Voltei ate a cama, peguei a cueca que estava no chão ao lado da mesma, e com cautela, amarrei os seus pulsos na guarda da cama, o deixando bem preso. O idiota ficou tão acabado com uma taça de champanhe, e uma gozada, que nem sentiu o que estava acontecendo com ele. Imbecil!
 Peguei o meu batom vermelho, e escrevi na sua barriga "Inutilizável" com uma ceta apontando para o falecido. Sorri, e sai do quarto decidida, a nunca mais olhar para a sua cara.
Ninguém mexe com Anne Unger, e sai completamente ileso.


segunda-feira, 14 de março de 2016

Capitulo -04



No coração de New York, sentindo a necessidade falar mais alto do que a razão...



Olhei para o relógio do meu computador que estava aberto em um amontoado de arquivos com novos projetos de alguns editores -inclusive o manuscrito da Lil-, eu notei que faltava exatamente dez minutos para uma da tarde, e antes mesmo de fazer qualquer outra coisa, o meu telefone tocou, e eu sabia perfeitamente quem era.

-O que é?

-Senhora Unger, não se esqueça que em dez minutos tem um almoço marcado com a Senhora Chan, no Sushi Star!

-Ate o nome do lugar e medíocre! Eca.-pude jurar ter ouvido um esboço de sorriso, do outro lado da linha. Se apronte Jason, ira comigo, não vou encarar isso sozinha!-desliguei em seguida.

Me levantei e segui ate o banheiro, dei uma olhada geral no meu corpo, e gostei. Alias, eu sempre gosto. Retoquei a minha maquiagem, penteei os meus fios com o próprios dedos, retoquei o perfume, e em seguida sai do banheiro me sentindo renovada. Peguei a minha bolsa, e sai da sala em seguida, sem nem precisar encara-lo para saber que estava pronto, já que me esperava de pé -lindo-, em frente a sua mesa. O ignorei completamente, assim como todo aquele bando de gente imprestável, que estava ali somente de enfeite, por que na hora que preciso de algo, ninguém sabe me servir, e servir de porra nenhuma. Por mim, mandava todos embora, e contratava novos funcionários. Quando esta editora for minha, esta sera a minha primeira providencia.

Segui para o elevador a passos largos, sendo seguida pelo Jason. Tenho certeza de que olha para a minha bunda, mesmo com receios de mim, todos olham, a não ser que seja gay. Mas, eu acho que gay o Jason, definitivamente não é, se for, disfarça muito bem.

Parei na porta do elevador, e esperei que ele acionasse o botão a espera do mesmo. Porem, antes mesmo que ele apertasse o botão, a porta se abriu, quando ele parou no nosso andar. Entrei no elevador, assim que todos sairão, fui seguida por ele, que apertou o térreo sem falar absolutamente nada.

Descer 27 andares era entediante, porem não se tornou tão insuportável, quando respirei fundo sentindo o seu cheiro gostoso. Um perfume bom, bem másculo, que me fez fechar os olhos por um segundo- apenas um segundo-. Quanto tempo eu não sentia um cheiro tão bom. Tudo bem, não era muito tempo, já que eu tenho as minhas artimanhas, mas sentir um perfume novo era sempre muito bom, e o perfume dos outros funcionários não me chamam tanta a atenção. Ou talvez sejam eles que não deixam que os seus cheiros sejam um atrativos, já que todos são bem estranhos, e evitam me olhar. Não sei por que! Se bem, que na realidade, nenhum me agrada mesmo.

Enfim, ele tinha um cheiro bom, algo amadeirado, forte, imponente, algo que dizia "Esta pronta para ser minha?" Isso era sensual, e atraente.Definitivamente era de molhar a calcinha. Porem, só de pensar em dar para o meu assistente -por mais gato que seja, e ele é-, estaria completamente fora, de cogitação, o máximo que me permito, e imaginar, realizar seria decadente demais.

A porta do elevador se abriu no decimo quinto andar, e dois funcionários, que o estavam esperando, recuaram os seus passos assim que me viram la dentro, desistindo imediatamente, de pegar o mesmo elevador que eu. Eles olhavam para o Jason, como se perguntassem o que ele estava no mesmo metro quadrado que eu, como se eu tivesse uma doença extremamente contagiosa. Assim que a porta se fechou foi impossível não esboçar um sorriso pelo canto dos lábios, mesmo que sendo debochado.

-Viu como sou amada aqui na empresa Jason?

-A senhora só impõe respeito, não acho que seja odiada.

-Não seja estupido rapaz! Eu sou sim, e gosto de ser odiada, isso infla o meu ego.-sorri mais uma vez de canto arrumando a minha bolsa no ombro.

Saímos do elevador no térreo, e seguimos para a saída da editora, a sonsa da recepção, me desejou uma boa tarde, apenas a olhei pelo canto dos olhos lhe oferecendo a minha melhor cara de nada, colocando os meus óculos escuros, olhando para frente, e seguindo o meu caminho como se ela em nenhum momento existisse. Porem, quando ela falou com o Jason, ele lhe retornou o cumprimento, e acrescentou uma pergunta na finalidade de saber como estava sendo o seu dia. Estanquei a minha passada olhando para trás, e ele desfez o seu sorriso, dando lugar a uma expressão impassiva, encarando os meus olhos escondidos pela lente escura. Torci os lábios em desaprovação, e segui para a porta. Nem sei bem por que fiquei tão incomodada, mas, eu sempre achei desnecessário ficar de papinho furado no serviço, estas coisas me irritam. Ninguém e amiguinho de ninguém, no fundo somos todos rivais, e uma hora ou outra, a pessoa que lhe abriu um sorriso hoje, outrora pode, e irá, puxar o seu tapete. Isso era um fato. Por isso, para que ficar de sorrisinhos para terceiros? Nem para o meu dentista eu sorrio por livre e espontânea vontade.

O almoço foi terrível. Eu não comi, odeio peixe cru, e ver a Chen, comendo aquilo de forma tão prazerosa, me fez ter náuseas o almoço inteiro. Jason, também não comeu, mas que fique claro que foi por que não quis.

Ele passou o almoço inteiro apenas anotando as coisas que eu achava ser revelante, durante aquela reunião. Este almoço completamente desnecessário, e toda a baboseira que ouvi, era por que o senhor Arthur -o CEO da empresa-, queria abrir os horizontes, tendo a intensão de abrir uma filial da empresa na Asia. Agora a pergunta que não quer calar. Por que ele mesmo não veio para esta maldita reunião? Esta e fácil, eu mesma respondo. Por que ele não tem culhão, e obvio, tem a mim, para fazer isso por ele.

Filho da puta!

Ela falava sobre um novo trabalho-já que alem de ser muito influente em uma editora especifica na Ásia, ela também era escritora-, e eu fingia me interessar. Esta na hora deste povo ter um pouco mais de criatividade, eles sempre falam sobre as mesmas coisas em seus romances baratos. Sinceramente, não sei como estes romances água com açúcar tem tanta saída. Acho que tem muita gente romântica no mundo. Quando eles vão entender que não existe romantismo, e que a unica coisa que os homens querem quando bancam o romântico, e te comer? E que quando ele te levar para a cama, acabou, acabou o romantismo, acabou as flores,m acabou os chocolates, as aberturas de porta, enfim, depois de abre as pernas para o cara, todo o resto se fecha. Ai você só vê que foi feita de idiota, quando esta em frente a TV com um balde de pipoca, um de sorvete, chocolate, assistindo a um filme bem clichê. Faça-me o favor! Bando de idiotas!

Uma longa e torturante hora havia se passado, quando enfim, a reunião tinha acabado, e eu estava indo comer algo. Se e que o meu estomago iria permitir depois de ver tanto peixe cru na minha frente. A cada minuto que passava, eu sentia vontade de enfiar um "rachi" em cada narina daquela mulher de voz anasalada, que estava me tirando dos nervos.

-Fique a vontade para pedir o que quiser Jason!-o encarei quando já estávamos acomodados em uma mesa do meu restaurante favorito a três quadras da Editora. Espero conseguir comer algo depois de presenciar aquele show de horrores.

-Obrigado! Quando chegarmos tratarei de enviar todo o teor importante da reunião para o seu e-mail.

-Faça isso!

-Senhora Unger, vai querer o de sempre?-um dos garçons se aproximou.

-Sim!-e eu sei, eu sou previsível, mas só quando eu quero. Ouvi o meu celular tocar, peguei o aparelho, e la estava escrito Joseph, deixei um sorriso de canto escapar e atendi. O que quer?-fiquei seria novamente.

-Como sempre doce como féu!-sorriu.

-Não estou com tempo para você Joseph, tenho que comer, e voltar ao trabalho.

-Quero te encontrar esta noite, preciso te foder com força!

-Frustrado?

-Excitado!

-Use outros artifícios, não estou a fim de apenas cinco minutos de prazer!-dizia tão passiva, como se estivesse falando sobre o tempo.

-Eu estava cansado na ultima vez! Ate quando vai jogar isso na minha cara?

-Ate me promover algo decente, coisa que não acontece a algum tempo, não e Joseph? Eu acho que esta na hora de procurar um novo buraco para se entocar.

-Você esta dando para outro, não e Anne?

-Infelizmente não, mas se tivesse também não seria da sua conta, não te devo nada!-endureci o meu tom de voz. Inútil.

-Tudo bem, desculpa! Vamos marcar hoje a noite, aproveitar que é sexta-feira, jantar fora, e depois curtir a um motel, já que ainda não me deixa conhecer o seu apartamento. O que você acha?

-No meu apartamento, só entra quem eu quero. E no momento, eu não te quero por lá!

-Você e tão...

-Sinceramente, pouco me importa quem pareço ser para você! Hoje as sete, na frente da editora, não se atrase. E a sua ultima chance de fazer algo bem feito!

-Muito obri...

-Haja paciência!-tinha desligado na sua cara, não preciso de sua gratidão, preciso de outra coisa, e muito bem feita.

Joseph, era um cara que de vez em quando me retirava o atraso. Não era um Deus do sexo, mas no inicio me deixava bem devastada. Ele que não sonhe em saber disso. Mas, de um tempo pra cá, ele vem me deixando e bastante irritada. No fundo, eu acho que já me enjoei dele. Hoje decidi aceitar mais uma tentativa, se for tão frustrante como da ultima vez, em que ele gozou nos primeiros dez minutos, me deixando na mão, eu vou arrancar as suas bolas com uma faca de descascar legumes.

Olhei para o Jason, e ele estava com os olhos grudados no tablet onde ele mantinha a minha agenda em ordem, como se de certa forma, tivesse dando privacidade para a minha ligação. Pela primeira vez em no minimo uma semana, esbocei um resquício de sorriso verdadeiro. O filho da puta conseguia ser ainda mais atraente de perfil. Ate este momento, ainda não tinha levantado a possibilidade de transar com algum assistente alem do Taylor-, mas mesmo contra a minha vontade, este infeliz estava começando a fazer uma área especifica do meu corpo ficar extremamente abalada. Ou no caso, encharcada.

Por incrível que pareça, o almoço com o Jason foi bem agradável, afinal, não trocamos uma palavra, e acredite. Isso foi melhor do que as ultimas horas de ladainha que eu ouvi ate então.

Apesar do silencio, a sua companhia era bem interessante, fora que era agradável de se ver. Afinal, a cada minuto que passa, eu vejo algo nele que me salta aos olhos. Notei um sinal marrom escuro em sua sobrancelha direita, e isso lhe dava um charme todo especial. A sua gravata com um nó perfeito, em volta seu pescoço, deixando as pontas cair sobre o seu peito aparentemente definido, que se movimentava de acordo com a sua respiração. Ele chamava a atenção das mulheres ao seu redor, fazendo alguns pescoços femininos se entortarem em sua direção. E por que não alguns masculinos também? Ele deveria ter a mulher que quisesse na sua cama. Fechei os olhos com força, e soltei um palavrão internamente, ao notar que estava reparando demais nas feições de um, subalterno. Onde aquele filho de uma mãe do Joseph, me fez chegar com a sua incompetência na cama. Desgraçado.

Terminamos o almoço, voltamos para a editora. Me tranquei em minha sala, e por la fiquei voltando a minha atenção para o computador como estava antes do almoço. Preferi me desligar de tudo, e de todos, antes que mande meio mundo para aquele lugar, só de frustração antecipada. Tudo isso prova que la no fundo. Bem la no fundo, eu sou uma boa mulher.

Nem vi a hora correr no relógio, quando notei, já era final do expediente, e eu ainda estava no computador, precisava terminar de ler, e organizar aqueles arquivos, e enviar para o Jason, ele teria que arquiva-los ainda hoje. Obviamente faríamos hora extra, e infelizmente não poderia ir para casa tomar um banho, e me arrumar para sair. Foda-se, se o Joseph quiser me comer, terá que ser assim mesmo, ou vai esperar ainda mais.

-Jason!-disse apos apertar o seu ramal no meu telefone.

-Sim.

-Vem aqui!

-O que deseja?-me encarava ao fechar a porta atras de si. Rápido este moço!

-Vamos fazer hora extra! Ainda não terminei estes arquivos, e você tem que arquiva-los ainda hoje. O trabalho e tanto, que ainda vou levar serviço para casa.

-Tudo bem, não tem importância!-olhei para ele, que me encarava com os olhos cerrados, e com o maxilar tensionado.

-Não me encare assim, isso me irrita!

-Desculpe, não notei que a encarava.-sorriu de canto.

-Do que sorri?

-De nada senhora! Precisa de mais alguma coisa?

-Preciso! Senta!-apontei para a cadeira a minha frente. Por que sorri?-refiz a minha pergunta depois que sentou, e ele sorriu abertamente agora.

-Fui abordado no corredor, por uma das moças, que me perguntou se eu era o seu novo assistente.-sorriu ainda mais, os seu sorriso era um ótimo atrativo. Porra, para de sorrir homem. Eu respondi afirmativamente, e ela me desejou boa sorte, e que você era alguém impossível de se aturar.

-Pode ter certeza que sim, eu sou o pior pesadelo de todos aqui dentro.

-Desculpe, mas não e o meu! Estou muito animado com, a possibilidade de trabalhar ao lado de alguém tão competente, e isso esta sendo um desafio que eu estou adorando.

-Vamos ver ate quando! Agora vá, não me faça ficar olhando mais um segundo para a sua cara, esta me dando vontade de te bater, ate ficar todo vermelho!-ele me encarou, cerrando os olhos novamente, e vi um brilho diferente em seu olhar, que fez a minha pele se arrepiar, e a minha calcinha ficar levemente úmida. Ele se levantou depois de alguns segundos, e simplesmente saiu em seguida.

Respirei fundo, e retirei o blazer depois de sentir um calor gostoso, tomar o meu corpo. Acho que a falta de sexo esta me deixando completamente necessitada. Espero que aquele imprestável, faça um bom trabalho hoje.

sexta-feira, 11 de março de 2016

Capitulo -03



No conforto do meu lar, implorando por um pouco mais de paciência...



Já no final do dia, chamei o Jason, na minha sala, e disse a ele que iriamos para a cafeteria em 10 minutos. Passado este tempo, arrumei as minhas coisas, me olhei no banheiro privativo, e sai da sala o encontrando já desligando o computador. Acho que ele tem um relógio interno, só pode, como ele consegue ser tão certinho assim?

Segui a passos apressados para o elevador, sendo seguida por ele ate o mesmo. Assim que ele chegou ao 27° andar, as suas portas se abriram e adentramos apressadamente, logico com ele me cedendo a vez, e apertando o botão correspondente ao térreo. O seu perfume inebriou o pequeno espaço, era um cheiro bom de homem, era algo intoxicante aos sentidos de qualquer mortal. Mas como eu sou uma mortal completamente diferente, aquilo não me afetou.

Mentira eu estou quase pulando no colo dele, e o beijando que nem uma louca tarada, com direito a estourar todos os botoes da sua camisa social branca, com apenas um puxão, deixando o seu peitoral -provavelmente muito bem definido-. para fora, somente para o meu deleite pessoal.

Calma Anne, ate parece que nunca viu um homem!

Ao chegar no térreo, ele prontamente como um perfeito cavalheiro, abriu a enorme porta de vidro fundido para que eu passasse. Devo admitir, que ele quase me fez agradece-lo, ou emitir um simples sorriso, mas acredite, foi quase, acho que ainda falta muito para isso.

-Senhora Unger.

-Rob. Este e o meu assistente senhor Weber, ele vai me acompanhar ate o cafe que fomos no dia de ontem.

-Certamente senhora Unger.

Ele abriu a porta para mim, me acomodei no banco de trás, sozinha, enquanto os dois ficaram na frente. Seguimos para o cafe, e o único assunto entre eu, e o meu assistente, dentro daquele carro, era sobre o cliente. O velho Milic.

Quando chegamos, e o Jason, prontamente saiu do carro abrindo a porta para mim, em um curto espaço de tempo, a unica coisa que consegui fazer enquanto ele dava a volta pelo carro, foi pegar a minha bolsa.

Levei um breve susto ao ver a porta se abrir, e a sua mão se esticar para que eu a pegasse para sair do carro. Olhei para a mesma, e uma parte de mim gritava para que eu a pegasse, mas outra parte de mim se mantinha instável, dura, rígida como pedra, se recusando a dar um passo fora do circulo dedicado a mim, dedicado ao meu lado arrogante, e prepotente. E para o azar dele, infelizmente ele falava mais alto.

-Não preciso de ajuda para sair do carro!- olhei dentro dos seus olhos ao sair do mesmo, sem a sua ajuda.

-Desculpa, só estava tentando ser gentil!

Não disse nada, e apenas segui o meu caminho, sentindo a sua presença no meu encalço.

Eu gosto de ser rude, eu sou assim, sou grossa, ignorante, mal educada mesmo, não gosto de muitas aproximações, fazer o que, este e o meu jeito, não tem como mudar. Eu não era assim na minha infância, mas a vida me obrigou a ser assim, e agora, querendo ou não eu sou assim, e não estou nem um pouco a fim de mudar.

Adentramos ao cafe, e ao sermos guiados ate uma mesa, mesmo relutante ele segurou no encosto de uma das cadeiras, a puxando para que eu sentasse, e assim eu fiz, observando ele sentar a minha lateral direita, deixando uma cadeira vaga para o velho Milic.

-Puxar a cadeira tudo bem, mas sem toques, não gosto que me toquem, e eu sou bem grandinha para saber me locomover sozinha, e não preciso de bengala, não estou aleijada!-disse para que as coisas começassem a ficar esclarecidas entre nos dois.

-Sinto muito! -a sua voz não soou ofendida, ou de quem acabara de levar um carão da chefe, mas sim despreocupada, como se nada tivesse acontecido.

Fomos prontamente atendidos por uma jovem loira, e enquanto ela falava, eu fiquei profundamente incomodada com o seu aparelho dental em cor verde limão, era quase uma afronta aos olhos alheios aquela cor ofuscando a minha visão. E por conta disso, preferi nem olhar para ela ao fazer o meu pedido.

-Sabe se amanha o Martin, estará no prédio?-perguntei algum tempo depois, sorvendo um gole do meu expresso.

-Eu não sei!

-Deve saber, sempre deve saber, voçe e o meu assistente, tem que saber de absolutamente tudo!

-Prestarei mais atenção na próxima vez! Me da licença, e somente um minuto?

-Vá.

Sorri vitoriosa ao conseguir chamar a sua atenção pela primeira vez, diante da sua eficiência, eu pensei que não iria conseguir fazer isso nem tão cedo, já que ele esta se mostrando ser o "senhor perfeição". Gosto quando consigo chamar atenção de alguém, ou quando consigo menosprezar alguém, e tão gratificante. Faz bem a minha auto estima.

-Desculpe-me a demora.-sentou novamente. O senhor Martin, não estará no prédio, já que no período da tarde, ele ira participar de um congresso, na cidade de Springville.-engoli cada palavra em seco, elevando o meu olhar que ate então estava em minha bebida, para ele, mantendo a minha expressão seria.

-Quem te contou?

-Charyce, a assistente dele!-ele realmente estava conseguindo me impressionar. Mas e claro, que esta seria a ultima coisa que ele saberia.

-Senhorita Anne.-revirei os olhos ao ouvir a voz do senhor Milic.

-Senhor Milic, que prazer encontra-lo!-sorri sem vontade.

-O prazer e todo meu estar ao lado de uma bela mulher como voçe!-beijou a minha mão cordialmente.

-Imagina, sente-se!-limpei a mão suja de baba de velho, discretamente na saia do meu terninho. Este e o Jason, meu novo assistente.

-Prazer senhor Milic.-esticou a mão para um cumprimento, sendo prontamente retribuído.

-O que houve com a bonitinha da ultima vez?

-Ela não esta mais ligada a nossa empresa!

-Voçe como sempre, com o seu gênio difícil!

-Tem coisas que não mudam. Bem, estamos aqui para saber sobre o seu prazo. Não tem como diminui-lo?

-Temo lhe informar que infelizmente não será possível...

Conversamos sobre o fato do prazo dele estar se esgotando, e ele como sempre veio com uma desculpa bem esfarrapada, e eu só não disse o que eu realmente queria para ele, se não o Martin, cortaria a minha cabeça fora. Sinceramente, eu não sei a relação dele com o senhor Milic, mas não se podia falar um "ai" dele que o Martin, só faltava espumar, não só pela boca, mas, por todos os orifícios possíveis. Enfim, ele me pediu mais um mês de prazo, e eu nem pude dizer que não, mesmo a palavra tendo ficado agarrada na minha garganta, alias, não só a palavra, muito mais. Velho babão. Eu fui na tentativa de reduzir o prazo, e acabei tendo que ceder por mais um mês. Maravilha, só para foder ainda mais com o meu humor.

Ao termino da reunião, nos despedimos, e eu fui a primeira a sair dali enquanto o Jason, pagava a conta do cafe.

Entrei no carro, me acomodando no banco traseiro, e logo o Rob, ocupava o seu lugar ao lado do motorista.

-Direto para o seu apartamento senhorita Unger?

-Sim, Rob, e logo apos, deixe o Jason, onde ele preferir. -terminei de falar, e o Jason, entrou no carro.

-Claro senhorita.

Seguimos diretamente para o meu apartamento, e não demoramos muito a chegar, jã que nem era tão longe. Durante todo o trajeto, o silencio foi o carro chefe da viagem, e eu achava bem melhor assim, já bastava os e-mails de trabalho que eu estava respondendo no meu celular. Vontade extrema de mandar todo mundo se foder, e parar de encher o meu saco. Definitivamente, hoje eu não estava em um dos meus melhores dias, na realidade, acho que vou ficar naqueles dias.

-Ate amanha senhorita Unger. -Rob foi extremamente cordial como sempre, ao abrir a porta para mim. Olhei para o lado, e o Jason abotoava o seu paleto, devidamente aprumado em seu corpo.

-Ate amanha senhorita Anne. Deseja algo em especial amanha pela manha?-o encarei seriamente.

-Não!-dei as costas seguindo para o interior do meu prédio, mas logo parei. Rob.-Chamei a sua atenção.

-Senhorita Unger?

-Ate amanha!

-Ate amanha!

-Jason.

-Senhorita Anne. -Dei as costas novamente fazendo o meu caminho para dentro do prédio.

Quando cheguei em casa, Grece, ainda preparava o jantar. A cumprimentei, e ela disse que eu tinha visitas, a encarei, sentindo o meu rosto aquiescer, e ela entortou os lábios em forma de lamento. A unica visita que eu ainda tinha em casa, era da minha genitora, e sinceramente, eu não faço a menor ideia do que ela queria comigo. Alias, faço.

Retirei a parte de sima do meu terninho ficando apenas com a minha camisa branca, e com a saia do terno. Me concentrei no som do meu scarpin vermelhando ecoando no porcelanato do meu apartamento, contando ate um milhão se fosse preciso, para não surtar antes de entrar no meu escritório.

-O que você quer?-foi a primeira coisa que perguntei assim que rompi pela porta.

-Também senti a sua falta filha!-me encarou coma sua voz polida. Não sente saudades da mamãe?-não retirou os olhos de mim enquanto fazia a volta em minha mesa.

-Quer mesmo que eu responda?

-Não seja tão áspera, Anne, sou a sua mãe!

-Voçe e a minha genitora apenas!-abri a gaveta pegando a unica coisa que eu sei que ela queria de mim. Esta aqui o seu cheque. -lhe entreguei o envelope.

-Muito obrigada querida. -sorriu pegando de minha mão, e o analisando. Mas, o que e isso, você diminuiu dez mil dólares? -me encarou como se eu tivesse enfiado uma faca em seu peito. Não acredito que fez realmente isso com a sua mãe, Anne, eu tenho contas a pagar...

-Não seja sínica Violett, a unica coisa que voçe faz com os cinquenta mil dólares mensais que te dou, e fazer viagens, e comprar presentinhos para os seus amantes de 20 anos, alem encher a cara de botox!

-Assim voçe ofende a sua mãe, Anne...

-Ofendo? Tem certeza disso Violett? Não vamos falar de ofensas aqui, sim? Sabe muito bem que voçe não tem moral para isso...

-Isso já e passado Anne!-bateu as mãos na mesa se levantando. O Walter, ate já morreu, e é graças a ele que voçe ocupa o cargo que tem hoje!

-Sim, graças a ele que no final das contas, foi um bom homem, mas não graças a voçe! E saiba, que eu só a ajudo, em consideração a memoria dele, já que me fez prometer que jamais deixaria de te ajudar!

-Ele era um homem maravilhoso, pena que preferiu dar tudo a voçe!

-Ele conhecia a mulher com quem dormia!

-Você e muito ingrata comigo!

-As vezes eu pergunto se eu realmente sai de voçe!

-E claro que sim querida! O meu único defeito foi não ter escolhido um pai decente para voçe...

-A sua definição de decente, e rico Violett, não seja hipócrita!

-Sim!-sorriu. Filha, bem que você podia me ceder as chaves da casa em Londres que o Walter deichou para você, não e? Você nem a usa, quase não vai pra la, e quando vai, nem me convida, ou se quer me deixa ir ate la sozinha!

-Você não perdeu nada por la, e outra, eu jamais venderia aquela casa! Nem tente, não vai conseguir me fazer vende-la, ou se quer deixar que coloque os seus pés la.

-Você e muito egoísta!

-Eu sou egoísta, sou ruim, sou orgulhosa, e muitas outras coisas mais, e você já deveria ter se acostumado com isso!

-Tudo bem, tudo bem meu anjinho, a mamãe já vai, não quero discutir com você, se não mês que vem você diminui mais dez mil da minha mesada!-respirei fundo. Sera que mandar a mãe para o inferno, ou para a puta que pariu em voz alta, e pecado demais ate para mim? E eu preciso ir ao salão, tenho um compromisso esta noite.

-Compromisso? Sei. Quantos anos este tem?-perguntei olhando uma pilha de contratos a serem avaliados sobre minha mesa.

-Vinte e dois!-sorri incrédula a encarando novamente.

-Você não tem vergonha, ele e dez anos mais novo do que eu, vinte e cinco a menos que voçe!

-Estou vivendo, não estou morta, e voçe deveria fazer o mesmo, ao invés de ficar o dia inteiro trancada naquele escritório. Alias, a voz do seu novo assistente e extremamente sexy, e deve ser belíssimo, quantos anos ele tem, pela voz deve ter no máximo 26 anos.

-Voçe não tem jeito!

-E você deveria retirar o seu atraso com ele, afinal, eu nunca a vi com um namorado se quer. Anne, minha filha, você transa com alguém?

-Com o meu consolo de borracha! Ele me faz gozar, e não me enche o saco com perguntas idiotas!-sorriu.

-Não sabe o que esta perdendo, a carne e bem mais prazerosa!-revirei os olhos de impaciência. Olha a hora, preciso ir antes que me atrase, mês que vem eu venho novamente! Beijos querida.-ela simplesmente deu as costas e saiu.

Me sentei na cadeira afundando o meu corpo, era exatamente isso que acabava comigo, todos os meses era a mesma coisa, ela só vinha ate mim, ate a minha casa para pegar o seu maldito cheque, e depois vem dar uma de mãe para sima de mim. VAI PARA A CASA DO CARALHO! Eu queria gritar isso bem alto, e em bom som na cara dela, mas o ultimo restinho de decência, e temor, primeiramente a Deus, pelos meus atos aqui na terra, não me permitiam tal coisa. Mas eu juro, que um dia, eu ainda perco as estribeiras com ela.

Depois do jantar, no qual a Grece, fez um delicioso espaguete a carbonara, eu voltei para o escritório, tinha alguns contratos para analisar, era bom que me afastava da terrível lembrança de que recebi a dona Violett, na minha casa.

Já passava da uma da manha quando eu fui para a minha cama, e foi impossível, não abrir a minha gaveta de recordações que mantenho no meu closet. Peguei a sua foto, e a olhei por alguns segundos. A culpa não foi minha, não foi dele, a culpa foi dela, mas no final das contas, ela me fez muito bem, por que ele era maravilhoso. Ele foi maravilhoso, do inicio ao fim.

-Saudades meu amigo. Meu pai!-beijei a sua fotografia, a acomodando calmamente, e carinhosamente no mesmo lugar. Voltei para a minha cama, onde não demorei a pegar no sono.

...

-Amo a incompetência matinal de vocês!-sorri ao vê-los se acomodando em seus lugares, e fingindo que estavam trabalhando. E tão estimulante.-parei na minha porta. Se bem que ela não e matinal, é diária, e constante!-entrei na minha sala.

A primeira coisa que vi foi o Jason, em seu lindo terno cinza, com uma camisa azul clara, arrumando o jornal na minha mesa. Assim que entrei ele elevou o olhar, me fazendo apreciar momentaneamente os seus lindos olhos azuis.

-Bom dia Anne!-sorriu, mas nem o seu sorriso perfeitamente branco, iria me fazer sorrir esta manha. Esqueça.

-Meu cafe?-perguntei lhe entregando a minha maleta, juntamente a minha bolsa.

-Na outra extremidade!-o peguei dando uma golada contida, já que estava fumegante demais.

-Os contratos dos novos escritores já estão avaliados, e assinados. Pode levar, estão na maleta que te entreguei.

-Claro!... A proposito, tem uma almoço de negócios com a senhorita Lil Chen, a agente dela ligou esta manha.

-Almoço no restaurante japonês. Maravilha, amo peixe cru!-fiz careta de extremo nojo.

-E bom...

-Não perguntei se era bom, eu não gosto!-o encarei, e ele sorriu. Ele sorriu, qual era o problema deste bastardo? Por que esta sorrindo?

-Desculpa, eu sei que comecei ontem, e não tenho intimidade para fazer nenhuma observação, mas... Não sei por que tanto mal humor.-espalmei a minha mão na mesa me levantando, e o olhando seriamente nos olhos.

-Por que pessoas incompetente, e abusadas como voçe, me deixam de mal humor!-ele apenas cerrou os olhos. Sai daqui!

Senti o meu corpo inteiro reagir a sua contração facial, expondo o seu maxilar, e queixo perfeitamente delineados, e marcados.

Me sentei novamente, pegando o meu café, me virei para a enorme janela de vidro que me dava a perfeita visão de Manhattan. Cruzei as pernas, e respirei fundo, foi impossível conter um esboço de sorriso no canto dos meus lábios, ao me lembrar de suas palavras.

-Abusado! Lindo, sexy, mas muito abusado.



"Ola amores, tudo bem?

Espero que estejam curtindo a historia!

Eu sei que sou novata nesta categoria de originais, e aqui n o wattpad também. E jamais, irei querer sentar na janelinha a esta altura do campeonato. -kkkkkk- Mas, eu seria uma pessoa eternamente grata se vocês pudessem votar na historia, ou ate mesmo dar a opinião de vocês sobre os capítulos, queria saber como estou me saindo, se a historia esta agradando, enfim, estas coisas. Afinal, vocês são o meu termômetro!

Conto com o carinho de cada um de vocês, muito obrigada pela atenção, e ate breve..."

Beijos C.L. Varella.