sexta-feira, 1 de abril de 2016

Capitulo -07



Anne

No meu apartamento, tentando não pirar...


Quando cheguei em casa estava tão irritada, que quebrei a primeira coisa que vi pela frente. Um cinzeiro de cristal que tinha comprado quando fui a Cuba. Ele era lindo. Era lindo, por que agora era caco.
Soltei um grunhido de frustração, e me joguei no sofá, o meu corpo inteiro estava dolorido, e a minha vagina latejava, pelo orgasmo interrompido.

-PUTA QUE PARIU!-exclamei alto, foda-se, estou na minha casa.

-O que houve minha filha?-Grace entrou na sala as pressas.

-Nada, só raiva!-peguei a minha bolsa, e me levantei.

-Quer alguma coisa filha?

-Um homem decente, por que na minha vida só aparece porcaria!-bufei alto. Por isso que eu gosto de pisar neles com os saltos do meu Givenchy!-ela me olhou meio sem entender, e pela primeira vez no dia eu sorri, sorri verdadeiramente. Ainda bem que eu tenho você!-me aproximei dela a abraçando. Sim, eu tenho coração, mas só para ela.

Ela me perguntou novamente o que eu queria comer, e eu disse que estava sem fome, mas como sempre ela me ignorava neste aspecto, disse que iria me preparar um chá de morango-o que eu mais gosto-, e me levar com biscoitos amanteigados. Pois e, então, eu como biscoito amanteigado, e bebo chá de morango, não parece, tem um lado meu que e sensível, mas como eu já disse, e só para ela, que desde que começou a trabalhar comigo, dobrou o meu lado durona, e me trata como uma filha. Eu já a demiti três vezes, e todas as três fui busca-la em casa, da ultima vez, foi ela que pediu demissão, e eu quase chorei para ela não ir embora.

Beijei-lhe a testa e fui para o meu quarto, precisava de um banho de imersão urgentemente, e foi isso que fiz. Retirei toda a minha roupa depois que a banheira encheu, me afundei na água bem quente quase queimando o meu couro. Maravilha.

-Melhor que sexo!-respirei fundo, e fiz uma careta. Não, não e melhor, mas e o que tem para hoje!

A minha vagina ainda latejava pelo que tinha acontecido mais cedo, definitivamente, isso era terrível. Coloquei a mão por sima acariciando o meu clítoris mais do que inchado, na tentativa de encontrar um alivio, mas nada, fazer isso estando tão irritada, não e uma tarefa fácil. Fechei os olhos e a primeira coisa que veio na minha frente foi o Joseph, senti um ódio mortal, mas em seguida comecei a rir, só de lembrar o que fiz com ele, e imaginar que ele iria acordar amarrado, e rabiscado de batom vermelho. Eu daria tudo para ser uma mosca, só para saber o que vai fazer para se soltar. Soltei uma gargalhada tão rude, que ate eu me estranhei.

-Foda-se! Não se tenta uma mulher, e a deixa sem uma gozada.

Por fim desisti de me masturbar, deixa esta porra pra la, em algum dia de inspiração, eu uso algum dos meus brinquedinhos. Nunca precisei de um homem de verdade para me saciar, não e agora que vou necessitar.
Terminei o meu banho depois de meia hora, com a pele já meio enrugada. Me sequei, e envolvi o meu corpo em um roupão, sai do banho, e ao lado da minha cama, tinha um chá fumegante, e uma duzia de biscoitos amanteigados.

-Ela deve estar querendo me engordar, só pode!-bufei, e sorri ao mesmo tempo.

Me sentei no meio da minha cama, peguei o meu notebook, e sim, a louca foi trabalhar, queria terminar logo o que tinha para fazer, e ficar sábado e domingo atoa. Abri o meu note, e enquanto ele ligava, eu fui pegar o pendrive, no qual tinha colocado os arquivos, para poder trabalhar em casa, porem eu olhei na bolsa do Notebook, na minha bolsa pessoal, e não o encontrei, só poderia ter ficado um um lugar.

-Minha mesa. -trinquei os dentes ao constatar o meu esquecimento. Mas que caralho, e agora?

Dei um soco no colchão de tanta raiva de mim mesma. Eu queria muito fazer isso logo, na segunda feira, eu teria que entrega-lo cedo ao senhor Martin, e não iria dar tempo de fazer quando chegasse na editora. A minha unica opção, era ir buscar, mas certamente não hoje.

Frustrada, eu aproveitei que estava com o notebook ligado, e coloquei alguns videos de musica para rolar. O primeiro a tocar foi Ne-yo, com a sua voz sexy, cantando champagne life, adoro esta musica, principalmente por citar a minha bebida favorita. Alem de me lembrar muito uma vida que já me pertenceu a algum tempo atras, mas que felizmente, não me faz a minima falta. enfim, só de ouvir me deu vontade de beber uma taça bem gelada. Mas só depois do meu chá.

Fui para a minha varanda com a minha xícara de chá, ainda estava com o corpo nu, apenas coberto pelo roupão. Olhei para o céu, e estava uma noite linda, banhado de estrelas. Tudo bem, não tinha muitas, sabe como e a cidade grande, cheia de poluição, e infelizmente encobre a real quantidade de estrelas que possa ter no céu. Esta era a unica coisa em que Idaho, me fazia falta, pois la, por ser pequeno, e com pouca poluição, o céu era sempre estrelado.
Me debrucei na varanda olhando para os prédios a minha volta, a maioria acesos, e com movimento em seu interior. Da janela do meu apartamento, eu tinha uma ampla visão de um prédio ao leste do meu, que eu conseguia ver perfeitamente a janela da sala de uma família, se eu não me engano, era uma familial composta de 4 pessoas, dois adultos, e duas crianças. Era raro chegar na sacada, e não vê-los juntos na mesa de refeiçoes, estavam sempre sorrindo, e conversando animadamente. Claro as vezes eu conseguia ver somente o casal, as vezes brigando, ou sentados sem se falar, ou as vezes se beijando. Na realidade, ate já presenciei uma bela de uma trepada no sofá, fiquei de camarote. Foi tão excitante. Ao menos eles eram espontâneos, pior eu, que nunca. Nunca trouxe nenhum homem no meu apartamento, no intuito de "umazinha". Aqui, só entra quem eu deixar.
Se pudesse, nem a vaca da minha genitora viria aqui. Mas sabe como é, no final das contas ela e minha mãe. La no fundo eu sentia uma pontinha de inveja daquela família, pelo simples fato de terem um ao outro, e não serem sozinhos como eu sou aqui no alto da minha torre, posando de bruxa má do oeste. Mas era rápido, logo passava, afinal, eu sabia que um relacionamento era complicado de lhe dar, e de complicado, já basta eu mesma.

***

Olhei no relógio do meu celular, era exatamente uma da manha, eu estava entediada, sem sono, e com uma curiosidade filha da puta. Sera que o Joseph já acordou? Eu sou muito boa quando quero. Quando quero. Mas sou o demônio quando pisam no meu calo, e ele estava calejado de saber disso, mas mesmo assim ainda aprontou comigo. Paciência.
Pensei varias vezes em ligar, mas eu queria que ele me ligasse. Se é que iria ter cara para isso. Resolvi me levantar, e ir buscar a minha taça de champanhe bem geladinha.
Sentei no sofá me sentindo sufocada, varias coisas passavam pela minha cabeça, coisas sobre trabalho, e principalmente a festa que a editora sempre dava no final do ano, que seria na semana que vem. Odeio estas festas, as famosas festas de confraternização. Vamos confraternizar o que? E só mais uma oportunidade de todos me chamarem de naja. Mas na realidade, esta era a parte que eu mais gostava. Mentira, eu não gostava de ser chamada de naja, vadia, sem coração, iceberg ambulante, naja do 27° enfim, dentre varias outras coisas mas, esta era a minha forma de autodefesa, me proteger, para não deixar ser abatida.
Já fui muito atacada na minha vida, muito xingada, e humilhada, e depois que eu encontrei alguém que enfim, me defendeu, que cuidou de mim, eu resolvi me trancar no meu mundo, para não deixar mais brecha para ser atacada. Não queria dar a ninguém, a liberdade de me olhar feio, de desdenhar de mim, e antes que isso acontecesse, eu faria primeiro. Doa a quem doer, foi assim que a vida me ensinou, e é assim que eu ajo!

Já era de manha quando acordei sentindo uma puta dor nas costas. Sim, eu tinha dormido no sofá. Odiava quando isso acontecia, o meu humor ficava na planta dos meus pés.

-Bom dia Anne!- Grace apareceu na sala, e eu fechei os olhos contendo um palavrão. Acordou cedo, ou dormiu no sofá?- a encarei com o cantos dos olhos, e ela sorriu. Dormiu no sofá! Vai tomar o seu banho, que eu vou lhe preparar um cafe forte.-a obedeci sem nem mesmo questionar. Café era café.

Depois do banho decidi que iria na empresa buscar o meu pen drive, mas estava sem um pingo de vontade de sair de casa, e foi assim que em um estalo, eu lembrei que tinha um assistente. Muito gato por sinal. Peguei o meu celular, mas lembrei que não tinha o numero dele. Decidi ligar para o RH, lá eles trabalhavam ate o meio dia hoje. Depois de dois toques, a chata da Ruth atendeu.

-RH da editor...

-Eu quero o numero do meu assistente, o Jason Weber!-disse direta sem espera-la terminar.

-Senhora Unger?-poderia visualizar a sua cara de tacho entortando os lábios, ao reconhecer a minha voz.

-Não, aqui e a mamãe noel, ligando diretamente do polo norte! Me de o numero da minha rena de estimação, gnomo!

-Só um minuto senhora, eu vou procurar.

-Me mande por e-mail quando achar! Mas seja rápida, não tenho o dia inteiro!-apenas deliguei na cara dela.

Odeio gente lerda, e a Ruth, era uma pessoa que fazia tudo em marcha lenta, Deus me livre, e isso era uma das coisas que me tiravam do serio extremamente fácil. Alias, o que não me tira do serio?

Terminei de me trocar, coloquei um vestido de linho bege, sequei os meus cabelos, os deixando soltou mesmo. Fiz uma maquiagem leve, sem abandonar o meu batom vermelho, e calcei um belo salto. Não que eu fosse sair, mas não era por que eu estava em casa que iria colocar um moletom, andar despenteada, ou com cara de defunto.
O meu celular deu um alerta de notificação, e vi que tinha um era um e-mail da editora, e uma mensagem. Do Joseph. Decidi abrir o e-mail primeiro, depois morreria de rir com a mensagem, sei que iria.
Copiei o numero do Jason, contido na mensagem, o colei no discador, fazendo a ligação em seguida. Liguei uma, duas, três, quatro vezes. Ou o cara tinha morrido, ou estava dormindo dentro de um buraco, só pode. Tentei uma ultima vez, antes de mandar outro e-mail para a imprestável, só que desta vez, mandando fazer a carta de demissão deste infeliz. Porem, no terceiro toque, da quinta ligação, enfim,  ele atendeu, estava com a voz tão destorcida que eu tive certeza de que estava dormindo.

-Quero que vá a editora, e pegue o meu pen drive preto que esta em sima da minha mesa. Preciso dele com urgência Jason! Vou lhe enviar o meu endereço para o seu e-mail, e eu quero na minha mão em no máximo meia hora. E se você sonhar em passar o meu endereço, para alguém, eu juro que te mato!

-Alo?-disse meio atônito, e eu grunhi de raiva.

-Argh! Não me faça repetir tudo de novo! Estou mandando o e-mail. Meia hora Jason!-desliguei.

Olhei no relógio, e era exatamente nove da manha, ele tinha ate nove e meia para chegar aqui.
Me sentei na cama, e sem conter o riso, de deboche, obviamente, eu abri a mensagem do Joseph.

"Sua maldita, desgraçada, eu não acredito que fez isso comigo, sua endemoniada! Anne eu te odeio com todas as minhas forças, só não te liguei, para cuspir tudo isso na sua cara, por que você certamente desligaria na minha cara, e não me deixaria te xingar como eu quero. Eu vou me vingar de você sua maldita, eu fui para casa sem cuecas, pois tive que rasga-las para me soltar da cama. E ainda fiquei devendo o hotel, por que estava sem grana. Nunca, NUNCA passei tanta vergonha na minha vida! O seu lugar no inferno esta garantido, se bem que você e tão ruim, que e capaz de destronar, o próprio coisa ruim!"

Nem preciso falar que terminei de ler a mensagem com o estomago doendo de tanto rir. Estava morrendo de medo, das suas ameaças, ele deveria era sentir vergonha de deixar uma mulher tão frustrada como me deixou, e isso, eu não aturo de ninguém.
Pensei em responder a sua mensagem, mas o meu silencio era melhor do que qualquer linha.
Fui para a sala de jantar, onde estava montada uma linda mesa de cafe da manha. Tomei a minha xícara de cafe, comi um pão integral com queijo feito com leite de cabra Irlandesa, e comi uma fruta, e já estava saciada. Olhei no relógio e tinha se passado vinte minutos, ele tinha mais dez, para chegar aqui com o meu pen drive. Enquanto ele não chegava eu fui ler o meu jornal, me deixando atualizada com a movimentação das ações, a cota do dólar estava maravilhosa, perfeita para lucros. Ganhar dinheiro, era a unica coisa que melhorava o meu humor.

Faltavam cinco minutos, quando eu comecei a digitar um e-mail, pedindo para a Ruth, fazer a carta de demissão do Jason. Ele era um gatinho, competente, mas era melhor cortar na primeira falha, antes que começasse a ser uma sucessão delas, e isso comece a me irritar profundamente.
Faltava apenas um minuto, quando a Grace entrou na sala interrompendo a minha escrita.

-Anne, tem um rapaz chamado Jason Weber, na portaria, disse que e seu assistente.

-Por um minuto!-sorri de canto incrédula, ele conseguiu. Pode deixar subir.

Não demorou mais de três minutos para que a campainha tocasse, tempo exato do térreo ate a cobertura. A Grace abriu a porta, e eu me levantei para pegar o meu pen drive. Ele falava alguma coisa com ela, quando a porta entrou em meu campo de vista. Me deparei com o Jason completamente diferente, do que eu já estava acostumada a ver. Ele estava com uma calça jeans, uma camisa de manga curta, bem justa a sua pele, revelando todo o seu corpo forte e definido, estava com os cabelos perfeitamente bagunçados, as bochechas rosas, e um pouco ofegante, parecia ate que tinha subido pelas escadas. Mas uma coisa continuava sendo o mesmo de sempre. O seu sorriso, que contraia o seu maxilar, o deixando bem mordível, alias, olhando bem, não só o seu maxilar era mordível. Foco Anne, você esta precisada, mas nem tanto. Estou sim, to quase subindo pelas paredes!

-Bom dia dona Anne, aqui esta o pen drive.

-Já estava mandando um e-mail para o RH, pedindo para fazerem a sua carta de demissão!-ele arqueou a sobrancelha. Chegou no ultimo minuto.- o olhei firme.

-Desculpe senhora, eu estava dormindo quando me ligou, quem atendeu foi o meu amigo.

-Não quero saber quem atendeu, só quero o meu pendrive!-me aproximei o pegando de sua mão, e sem querer, os nossos dedos encostaram um no outro, senti a sua pele quente, e um pouco fria devido ao suor, e senti um incomodo imediato no estomago. Pode ir!

-Tem certeza de que não vai mais precisar de mim, para nada?-um sorriso apareceu no canto dos seus lábios, trincando ainda mais o seu maxilar, aumentando ainda mais a minha vontade de morde-lo.

-Tenho! Ate segunda. Alias, a próxima vez que vier a minha casa, vista-se mais, apresentável.

-Sim senhora.

-Não quer um cafe, uma água, suco meu filho?- Grace perguntou animada, nem tinha reparado que ela continuava ali. Ele abriu a boca, para responder, mas eu serrei os olhos sem deixar de olhar para ele.

-Não, obrigado!-disse um pouco sem jeito.

-Para de bobeira menino, entre! Ela rosna, mas não morde!-disse um pouco mais baixo o fazendo rir abertamente, exibindo os seus dentes brancos, e perfeitos.

-Que seja!-bufei alto, dando as costas e voltando para a sala.

A ideia de ter um subalterno na minha casa, não me agradava, nunca gostei de intimidade com os meus assistentes, mesmo que alguns já tivessem invadido o meu consciente com a sua beleza e charme, mas nunca, nenhum deles havia entrado na minha casa, ate hoje.
Me senti meio incomodada, invadida ate, e isso me deixou impaciente, e muito irritada. Não gosto de pessoas estranhas na minha casa, e ele só trabalhava comigo a três dias, era um completo desconhecido para mim.
Errei em ter pedido para me trazer o pen drive? Errei, se eu não queria ninguém aqui, deveria ter ido pegar. Mas agora era tarde, ele já estava ali, invadindo o meu território, o meu espaço, e bebendo da minha água, do meu suco, ou pior ainda. Do meu café!

Depois de alguns minutos, já trabalhando no meu notebook, algo calculado em uns dez minutos, eu ouvi eles se despedindo ao longe, e foi impossível não prestar atenção. Ela pediu que ele voltasse sempre, pois era um rapaz muito educado, ele agradeceu a ela pelo CAFÉ, e disse que tinha sido um prazer conhece-la. Pediu que me saldasse novamente, me desejando um ótimo final de semana, e reafirmando que qualquer coisa, o chamasse. Respirei fundo fechando os olhos, eu precisar dele? Uhum, sei!

Depois do almoço ela foi embora, e como sempre deixou as minhas refeições seguintes prontas, e na geladeira; Eu tinha apenas que esquenta-las no microondas, e comer. Mas nem sempre eu tinha tempo de fazer isso. E todas as segundas quando ela chegava, e via toda, ou quase toda a comida no mesmo lugar, ela sempre reclamava.
O meu sábado foi trabalhando, tinha que terminar aquele projeto, e ter ao menos o domingo livre, precisava jogar tênis. Umas das minhas atividades favoritas, necessitava de algo para extravasar todo o estresse e aborrecimento, da semana em algo, e por isso, eu ia ao clube jogar tênis com a Charice, minha unica amiga. Ou no caso, a unica pessoa que me atura depois da Grace.
Cheguei no domingo pela manha no clube, a Charice já me esperava se aquecendo na quadra, batendo a bola na parede, sozinha, correndo de um lado para o outro como uma louca atras de uma bolinha.

-Já te disse que você e uma vaca? Isso e sacanagem, se aquecendo antes mesmo que eu chegue!

-Bom dia para você também Anne! Você demorou, não queria que eu ficasse a sua disposição, queria?

-E obvio que sim!-a encarei retirando a minha raquete da capa de proteção.

-Nem fodendo, não sou um de seus capachos!-sorriu.

-Não são capachos, são subalternos!

-Não sei como te aguento!-sorrimos, outra que conseguia retirar um resquício de sorriso de maus lábios.

Charice, era uma pessoa que conheci a anos atras, na realidade, foi o Walter, que me apresentou a ela. Ela e uma publicitaria muito renomada, mas a sua outra profissão era psicologia, ela era muito boa no que fazia, e se hoje estou "inteira" agradeço a ela.

-Fica quieta, e vamos bater uma bola. Esta preparada para perder?

-Jamais, por que você acha que eu estava me aquecendo?

-Sua trapaceira!

Nos posicionamos na quadra, e dei a brecha para ela começar a sacar, tive que correr um pouco logo de cara para acertar a primeira bola, e devolver para o seu campo, e ela imediatamente rebateu, e desta vez não consegui chegar a tempo, e ela fez o primeiro ponto.

-ISSO! SE PREPARE UNGER, HOJE VOU TE MASSACRAR!-lhe ofereci o meu dedo do meio a ela, que gargalhou abertamente.

Voltamos a jogar, a próxima a marcar pontou foi eu, na realidade, o jogo foi bem equilibrado ate o fim, formou-se ate uma pequena plateia para nos ver jogar. Mas, no final o placar terminou ao meu favor. Venci de três sets a dois, e claro, me gabei ate dizer chega.

Almoçamos la pelo clube mesmo, depois cada uma foi para a sua casa, ainda não gostava de me enfiar na casa de ninguém, e nem gostava de ninguém enfiado na minha. Por isso, passei o resto do domingo, preparando as minhas coisas para as reuniões de segunda feira, e vendo um filme-clássico, e claro-, do grande Chaplin.

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