
Em Manhattan, correndo contra o tempo...
Jason
Acordei na manha de sábado com Armud, batendo na minha porta como um doido. E a muito contra gosto, retirei o meu braço de baixo do pescoço da gostosa que jazia ao meu lado. Era uma morena muito linda, com um corpo incrível, curvas de parar o transito. Tinha a conhecido na noite anterior, em uma balada que Armud, e eu tínhamos ido, apenas para fechar bem a noite de sexta. Enfim, tivemos uma noite bem longa, e eu só fui dormir por volta das cinco da manha. Estou derrotado!
O meu amigo continuava socando a porta, parecia que iria tirar o pai da forca. Olhei para o relógio do meu celular, e constatei que era exatamente nove horas. O que ele queria aquela hora da manha comigo, em pleno sábado?
-O que é?-coloquei a mão na frente dos olhos tentando evitar a claridade que vinha da janela, que os incomodava bastante.
-A sua chefe te ligou, e disse algo sobre te matar!-arregalei os olhos e com a mesma velocidade que dirigi o meu primeiro carro quando consegui a minha carteira de motorista, me levantei da cama.
-O que você esta falando?-disse assustado abrindo a porta do quarto, estava apenas de cueca.
-Eu não entendi bem, estava sonolento, eu atendi o seu celular que estava na sala, e ela disparou a falar que nem uma doida, eu só entendi as palavras: pendrive, sala, meia hora, e matar!-mordeu o canto dos lábios, provavelmente se culpando por não ouvir o restante.
-Fodeo! Eu vou retornar a ligação.
-Acho que ela não vai gostar muito, por que quando dei a entender que não entendi uma palavra, ela disse para que eu não a fizesse repetir.
-Caralho, caralho.-passei as mãos pela cabeça.
-O que houve gato?-ouvi a voz da mulher atras de mim. Volta aqui, volta.-fechei a porta quando vi o seu seio escapulir do lençol, no momento eu tinha algo mais importante a me preocupar. O meu pescoço.
-Deixa eu entender, ela disse Pen drive, sala, meia hora, e matar?
-Sim!
-Pelo pouco que conheço dela, deve ser que ela queira que eu pegue o pendrive na sala dela na editora, e eu tenho meia hora para levar a algum lugar antes que ela me mate! Mas onde?-perguntava a mim mesmo já colocando a primeira roupa que vi na frente, e ouvi um aviso de notificação no meu celular, peguei o aparelho, e tinha um endereço. Obrigado Deus, estou te devendo esta!-terminei de colocar o tênis, e fui em direção a porta.
-Hey, e a gostosa la dentro?-apontou para o meu quarto.
-Da um jeito ai pra mim cara, eu preciso ir!-sai já batendo a porta.
Eu morava a dez minutos andando da editora, e eu não tinha ideia de quanto tempo era trajeto da editora, ate o endereço que ela me deu, por isso, usei o ultimo trocado que tinha para pegar um táxi. Como era sábado pela manha, era mais fácil do que em dia de semana, e mais rápido também, por isso me sobrou ate uma graminha.
Entrei na editora, o mais rápido que consegui, a sorte era que eu não tinha retirado o meu cartão de acesso ao prédio da carteira. Chamei o elevador, e ele parecia demorar um seculo para vir do decimo quinto andar, parecia que estava parando em todos os andares. Sentia o meu sangue circular com toda a velocidade dentro de minhas veias, eu necessitava deste emprego. E do jeito que a Anne é, ela e capaz de me mandar embora se eu atrasar um minuto se quer.
Depois de
o tempo que pareceu uma eternidade, ele chegou ao térreo, apertei incessantemente o vigésimo sétimo, e foi impossível não rir de seu apelido infame. "Naja do 27°" Definitivamente esta era a primeira vez que eu realmente considerava este apelido infame.
Quando cheguei no andar, que obviamente estava um deserto só, fui direto para a sua sala, porem, ela estava trancada.
-Ta de sacanagem! E agora?
Passei as mãos pelos cabelos os assanhando ainda mais. Pronto, agora eu estava realmente fodido, o que eu ia fazer? Olhei no relógio, e já era nove e dezoito, eu tinha doze minutos para levar o pen drive ate o endereço do e-mail. Me lembrei que em uma das gavetas da minha mesa tinha um molho de chaves, e vai que uma delas abria a porta. Peguei as chaves na minha mesa, e apos testar algumas, enfim, a sorte sorriu para mim.
-TOUCHÊ!-sorri vitorioso ao ouvir o barulho da porta se destrancando.
Entrei na sala, e ela tinha o seu cheiro, fiquei inebriado como da primeira vez que entrei aqui na quarta feira passada, e o sinto desde então. Porem, desta vez aproveitei um pouco menos do que naquela ocasião, por que eu precisava achar o pen drive, se não eu provavelmente não iria sentir nunca mais este cheiro gostoso do seu perfume.
Olhei sobre a mesa, e la estava ele. Que bom, agora as coisas estavam ficando mais fácil para o meu lado.
Tranquei a sua sala, guardei a chave novamente, e desci pelo mesmo elevador que subi, por sorte ele ainda estava la a minha espera.
Me atraquei ao primeiro táxi que encontrei-a minha chefe teria que me reembolsar-, dei o endereço ao motorista, e por sorte, o trajeto durou exatos sete minutos- e trinta e dois segundos, contados no relógio, tamanha era a minha pressa-, e emfim, estava em frente a um belo prédio em Manhattan. Paguei o cara, e me identifiquei na portaria, respirei aliviado quando fui autorizado a subir, tinha acabado a correria, me senti um maratonista.
Porem, como alegria de pobre dura pouco, onde o elevador estava? Na cobertura, e estava demorando uma eternidade para descer. Olhei no relógio, e era exatamente nove horas, não pensei duas vezes e encarei as escadas ate a cobertura.
No decimo andar, eu já estava exausto, e na cobertura, eu estava colocando a minha alma pela boca. Espalmei a mão na porta, respirei fundo algumas vezes na tentativa de recobrar o folego, e em seguida toquei a campainha.
Fui recebido por uma senhora muito simpática, me identifiquei para ela ainda um pouco esbaforido, e logo a Anne, apareceu na minha frente com o seu humor peculiar. Ou a falta dele.
Ela estava tão linda, com aquela cara de má, dentro de um vestido justo, que deixava o seu corpo ainda mais gostoso. Bem neutro, mas ainda sim, a deixava gostosa pra caralho.
Depois de "agradecer" do jeito dela, sem nenhuma cerimonia, ela me mandou ir embora, porem a senhora me ofereceu algo para beber, provavelmente sentindo pena deste pobre coitado que subiu ate a cobertura de escadas. Mas, devido ao olhar fuzilante que recebi -da minha chefe gostosa-, não aceitei de cara, mas a senhora sabia ser persistente, e convincente, ignorando completamente a minha chefe. Anne -que ela nunca me ouça a chamar somente pelo primeiro nome na frente de outras pessoas-, deu de ombros, e logo fui arrastado para a cozinha. A senhora que descobri se chamar Grace, me ofereceu uma xícara de cafe, e biscoitos amanteigados feitos por ela mesma. Estava uma delicia, e o meu estomago vazio, e enjoado pela bebida da noite anterior, agradecia profundamente.
Conversamos por alguns minutos, e ela me disse que a Anne, era uma mulher dura, e rígida-novidade-, mas no fundo era uma boa mulher. Não era isso que ela demonstrava ser, e nem passava nada parecido para ninguém ao seu redor.
Depois de algum tempinho, não deve ter chegado a quinze minutos, eu disse que precisava ir embora, inventei uma desculpa qualquer, ocultando a realidade, que seria o fato da minha chefa ficar claramente incomodada com a minha presença na sua casa. Me despedi da dona Grace, deixando desejos de um ótimo final de semana para ambas, e fui embora. Respirei aliviado por estar fora de seu covil, mas ao mesmo tempo, estar tão perto dela, da sua intimidade, só acendeu ainda mais a minha vontade de ter aquela mulher, eu iria doma-la como nenhum homem já tenha tentado fazer. E uma coisa era certa, um dos iria sair rendido, ou eu, ou ela!
Já estava proximo de casa quando dei de cara com alguém bem conhecido.
A Lorena estava linda, com os seus cabelos ruivos ao vento-agora mais frio do que a hora em que sai de casa-, e as suas bochechas avermelhadas. Ela parecia uma boneca de porcelana, bem branquinha, com o rosto cheio de sardas. Os seus óculos de armação preta, e grande-diferente do que usava para trabalhar-, quebrava um pouco da sua seriedade.
Assim que me viu, abriu um largo sorriso, e eu coloquei as mãos no bolso, as escondendo um pouco do frio que começava a fazer. Acho que o tempo vai virar.
-Oi, tudo bem?-sorriu corando um pouco.
-Bem! Passeando?
-Um pouco, vim visitar uma amiga pela redondeza, mas ela não estava em casa.-menti, devido ao conteúdo do e-mail.
-Entendo. Quer tomar um cafe?
-Claro, parece que o tempo vai mudar.-apontei para o céu, tipico de quem não sabe o que falar, não tenho ideia de o porque ter ficado assim.
-Verdade!-nos guiei ate a cafeteria que era na esquina. O que você vai querer? a questionei olhando para um enorme placar contendo o menu da cafeteria atras da moça do caixa.
-Eu quero um cappuccino.
-Pra mim também!
-São sete dólares!-ela puxou a bolsa.
-Que isso, eu convidei!
-Obrigada!-encarei a sua face iluminada por um lindo sorriso.
Sabe aquele sorriso que você se pega completamente absorvido por ele, totalmente absorto, como aqueles espontâneos, que aparecem quando voce esta admirando um lindo nascer do sol? Sim, e bem piegas o que eu disse, mas foi o que eu senti quando vi o seu sorriso tímido ao me encarar. E quando me peguei completamente hipnotizado pelo seu sorriso, eu balancei a cabeça, e sorri voltando para a terra. Paguei os cappuccinos, e enquanto ficavam prontos seguimos para uma mesa. Ficamos conversando sobre coisas aleatórias, nos conhecendo mais, já que somos amigos de trabalho, e como eu sou novato, então, nada mais justo do que conhecer os meus colegas de trabalho. E esta tarefa fica melhor, quando "a" colega, e tão linda, e encantadora como a Lorena.
Não, eu não deixei de ficar hipnotizado pela agressividade, extremamente sexy da minha chefe gostosa, mas e que do jeito que a fera é, ela jamais me deixara chegar a um palmo de distancia dela. Então, por enquanto eu admiro uma, e paquero a outra.
Que foi, eu sou homem!
***
Era segunda feira de manha. Na realidade, ainda era madrugada quando sai para correr um pouco. Sim, acordei com muita disposição. Eu frequento uma academia, mas correr ao ar livre e realmente revigorante. E ir trabalhar com a bateria completamente carregada, quando se tem uma chefe com a Anne, e simplesmente obrigatório.
Era exatamente seis e meia da manha, quando ajeitava o no da gravata pela quinta vez desde que me arrumei para trabalhar. Armud, e eu, estávamos a caminho dos nossos respectivos trabalhos. Eu iria direto para a editora arrumar a mesa da Anne, enquanto ele iria para a cafeteria, mandar entregar o cafe da minha chefe, aqui na editora.
Hoje a agenda dela estava cheia, para começar ela tinha uma reunião com os CEOs da editora, as nove da manha, um almoço com um novo editor, e a tarde tinham vários manuscritos, para serem liberados para a impressão, e eles só iam depois dela vistoria-los um por um. Tomara que ela chegue de muito bom humor. Eu sei, isso seria um milagre. Mas não dizem que milagres acontece? Vai que hoje e um dia destes.
Entrei na recepção, e a primeira pessoa que vi foi uma Lorena, ela estava seria, e aparentemente tensa, quando me aproximei mais, notei uma ruga de preocupação em sua testa.
-Bom, dia!-disse um pouco mais baixo reclinando no balcão, e ela levou um pequeno susto. Distraída, algum problema?
-Bom dia Jason!-sorriu, apesar da ruga permanecer por la. São problemas pessoais, mas vai ficar tudo bem!
-Tem certeza?-Ela apenas confirmou com um gesto de cabeça. Qualquer coisa sabe que pode conversar comigo, não e?
-Obrigada Jason, você e incrivelmente li... Incrível!-se retratou sorrindo sem jeito.
-Você que e incrível!-sorriu sem jeito. Almoço?
-Sim, claro!
-Então, ate mais!
Me afastei quando vi a porta do elevador se abrir, para a entrada de alguns funcionários, aproveitei a deixa para subir também.
Destranquei a sua sala depois de guardar as minhas coisas, e cumprimentar a todos por ali. Arrumei as suas coisas, e coloquei o seu jornal sobre a mesa, ele era entregue na minha mesa todas as manhas, já que o único que tinha autorização para entrar em sua sala, na sua ausência, era somente eu. Recebi o seu cafe extremamente fumegante enviado pelo Armud, acomodei-o em sua mesa sobre um porta copos na extremidade oposta ao seu jornal, e organizei alguns contratos que jaziam sobre a sua mesa, ainda de sexta feira.
A sua sala era linda, alem da enorme parede de vidro que permitia admirar toda Manhatan, do lado direito tinha uma saleta com TV, frigobar, mesa de centro, um sofá de couro preto, era como uma sala de estar. Ao lado, bem colado a parede de vidro, tinha uma mesa simples para reuniões rápidas com o pessoal do setor, e do outro lado tem a sua mesa de trabalho, um enorme quadro com a torre Eiffel -na realidade acho que era uma fotogtafia-, uma estante com alguns livros, e os prêmios que ela tinha ganho ate então. E dado a quantidade de premiações, esta provada a sua competência.
Fui surpreendido com a porta se abrindo, e o seu perfume invadindo o ambiente. Fui forçado pelos meus instintos a olhar para frente, e dei de cara com uma Anne, ao celular. Ela estava simplesmente linda, era a primeira vez que não a via tão formal, ou no caso de terninho. Hoje ela usava uma saia preta que acentuava o seu lindo, e enorme quadril- ou rabo mesmo-, que nem sempre era valorizado pelos terninhos que usava. Uma blusa que aparentemente deve ser ceda, na cor rosa, ou salmão, não sei, era clara. Um salto vermelho, de modelo completamente diferente do vermelho que usara na sexta-feira, acho que ela só tem saltos vermelhos -sim, eu reparei no que ela vestiu na sexta, e na quinta, e na quarta. Eu sou muito observador, mas neste caso, e impossível não olhar, e ficar completamente encantado pela Anne-. E um sobretudo que estava acomodado em seu antebraço, assim como a sua bolsa. Lembra quando eu disse ali em sima, que era impossível não ficar encantado pela Anne? Então, isso durava ate ela abrir a boca, e dar a sua primeira patada.
-Vai ficar me olhando, ou vai guardar as minhas coisas?-ela me encarava com o celular um pouco afastado da orelha, uma forma de ter privacidade ao falar comigo.
-Claro!-me aproximei pegando as suas coisas. Bom dia!-sorri, e ela me encarou cerrando os olhos, e nada respondeu. Pretensão a minha achar que ela iria responder.
Guardei as suas coisas, e sai da sala, iria esperar que ela terminasse de falar ao celular, para que eu lhe passasse a sua agenda de hoje.
Estava tranquilo na minha mesa, tinha terminado de arruma-la, já que na sexta feira a deixei completamente desrisonhada- devido a ter saído mais tarde, e a unica coisa que queria era descansar-, quando o ramal da minha mesa tocou. Obvio que era a minha chefe gostosa.
-Pois não senhora Unnger?
-Vem aqui!-desligou. Curta e delicada como um cacto.
Adentrei a sua sala, e ela estava de cabeça baixa, com as mão na lateral da cabeça, provavelmente já sentindo dores. Aquilo parecia ser algo cronico, credo. Ela elevou o olhar, provavelmente quando percebeu a minha presença, e apontou para a cadeira a sua frente. Deu merda?
-Primeiro, quando eu te olhar, mais ou menos assim...-fechou a cara me encarando da mesma forma como quando fui a sua casa. Saiba que eu não estou nada contente, e que e para você sair das minhas vistas o mais rápido possível. Ou do meu teto.-praticamente rosnou esta parte. Segundo, era para você ter subido pelo elevador de serviço, para deixar o que me pertencia na cozinha com a minha empregada, não gosto de intimidades, principalmente com quem não conheço. E por fim. Sempre que eu te ligar, me atenda! Eu quero falar com VOCÊ, e não com o seu cachorro, gato, e afins. Estamos entendidos?
-Sim senhora, me desculpe, eu tive uma noite agitada...
-Mais uma! A sua intimidade não me interessa Jason!
-Claro, me desculpas, e que...
-Chega de mi mi mi, eu tenho mais o que fazer. O que tem para hoje na minha agenda?-se virou para pegar algo na sua bolsa.
-Hoje tem...
-Pegue uma água para mim antes!-abanou as mãos, para que eu pegasse a água primeiro.
-Claro!
Definitivamente eu fui pego de surpresa, eu sei que ela não e nem um pouco delicada, mas a forma que ela falou, me deixou bastante incomodado. Eu não aceitava que ninguém falasse assim comigo, se fosse em outras circunstancias, certamente teria rebatido a altura, e me alterado, mas ela e a minha chefe.
Passei toda a sua agenda, e ela designou que eu a acompanhasse na reunião com os CEOs as nove, e mandou todos os arquivos do pen drive, para o meu e-mail, no intuito de que eu arquivasse tudo antes da reunião. Traduzindo, hoje ela iria arrancar o meu couro.
-Mais uma coisa Jason!- a encarei antes de sair.
-Pois não?
-Você vai almoçar comigo para fazer as anotações para a reunião!-disse sem retirar a sua atenção do computador.
-Claro!
Puta que pariu, a filha da puta empatou o meu almoço com a ruivinha.
Aviso, esta historia em breve ira entrar em Hiatos. Motivo: acabei me envolvendo em um outro projeto, que esta sendo publicado apenas no wattpad, e por motivo de incompatibilidade de personalidade entre os personagens, terei que dar uma pequena pausa nesta aqui, mas sera coisa rápida, prometo!
Eu só vou fazer isso, por que realmente eles são muito diferentes, e a autora aqui, ainda não esta preparada para surtar, ou ficar completamente maluca com a Anne, sendo uma vadia, e um Reymound, sendo um Lord.
Enfim, espero que me compreendam. Caso queira conhecer o Rey, ele esta em "Através Dos Seus Olhos" no meu perfil do wattpad, espero que gostem!
Beijos, e ate o proximo cap...
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