sábado, 9 de abril de 2016

Capitulo -08


Em Manhattan, correndo contra o tempo...

Jason



Acordei na manha de sábado com Armud, batendo na minha porta como um doido. E a muito contra gosto, retirei o meu braço de baixo do pescoço da gostosa que jazia ao meu lado. Era uma morena muito linda, com um corpo incrível, curvas de parar o transito. Tinha a conhecido na noite anterior, em uma balada que Armud, e eu tínhamos ido, apenas para fechar bem a noite de sexta. Enfim, tivemos uma noite bem longa, e eu só fui dormir por volta das cinco da manha. Estou derrotado!

O meu amigo continuava socando a porta, parecia que iria tirar o pai da forca. Olhei para o relógio do meu celular, e constatei que era exatamente nove horas. O que ele queria aquela hora da manha comigo, em pleno sábado?

-O que é?-coloquei a mão na frente dos olhos tentando evitar a claridade que vinha da janela, que os incomodava bastante.

-A sua chefe te ligou, e disse algo sobre te matar!-arregalei os olhos e com a mesma velocidade que dirigi o meu primeiro carro quando consegui a minha carteira de motorista, me levantei da cama.

-O que você esta falando?-disse assustado abrindo a porta do quarto, estava apenas de cueca.

-Eu não entendi bem, estava sonolento, eu atendi o seu celular que estava na sala, e ela disparou a falar que nem uma doida, eu só entendi as palavras: pendrive, sala, meia hora, e matar!-mordeu o canto dos lábios, provavelmente se culpando por não ouvir o restante.

-Fodeo! Eu vou retornar a ligação.

-Acho que ela não vai gostar muito, por que quando dei a entender que não entendi uma palavra, ela disse para que eu não a fizesse repetir.

-Caralho, caralho.-passei as mãos pela cabeça.

-O que houve gato?-ouvi a voz da mulher atras de mim. Volta aqui, volta.-fechei a porta quando vi o seu seio escapulir do lençol, no momento eu tinha algo mais importante a me preocupar. O meu pescoço.

-Deixa eu entender, ela disse Pen drive, sala, meia hora, e matar?

-Sim!

-Pelo pouco que conheço dela, deve ser que ela queira que eu pegue o pendrive na sala dela na editora, e eu tenho meia hora para levar a algum lugar antes que ela me mate! Mas onde?-perguntava a mim mesmo já colocando a primeira roupa que vi na frente, e ouvi um aviso de notificação no meu celular, peguei o aparelho, e tinha um endereço. Obrigado Deus, estou te devendo esta!-terminei de colocar o tênis, e fui em direção a porta.

-Hey, e a gostosa la dentro?-apontou para o meu quarto.

-Da um jeito ai pra mim cara, eu preciso ir!-sai já batendo a porta.

Eu morava a dez minutos andando da editora, e eu não tinha ideia de quanto tempo era trajeto da editora, ate o endereço que ela me deu, por isso, usei o ultimo trocado que tinha para pegar um táxi. Como era sábado pela manha, era mais fácil do que em dia de semana, e mais rápido também, por isso me sobrou ate uma graminha.

Entrei na editora, o mais rápido que consegui, a sorte era que eu não tinha retirado o meu cartão de acesso ao prédio da carteira. Chamei o elevador, e ele parecia demorar um seculo para vir do decimo quinto andar, parecia que estava parando em todos os andares. Sentia o meu sangue circular com toda a velocidade dentro de minhas veias, eu necessitava deste emprego. E do jeito que a Anne é, ela e capaz de me mandar embora se eu atrasar um minuto se quer.

Depois de

o tempo que pareceu uma eternidade, ele chegou ao térreo, apertei incessantemente o vigésimo sétimo, e foi impossível não rir de seu apelido infame. "Naja do 27°" Definitivamente esta era a primeira vez que eu realmente considerava este apelido infame.

Quando cheguei no andar, que obviamente estava um deserto só, fui direto para a sua sala, porem, ela estava trancada.

-Ta de sacanagem! E agora?

Passei as mãos pelos cabelos os assanhando ainda mais. Pronto, agora eu estava realmente fodido, o que eu ia fazer? Olhei no relógio, e já era nove e dezoito, eu tinha doze minutos para levar o pen drive ate o endereço do e-mail. Me lembrei que em uma das gavetas da minha mesa tinha um molho de chaves, e vai que uma delas abria a porta. Peguei as chaves na minha mesa, e apos testar algumas, enfim, a sorte sorriu para mim.

-TOUCHÊ!-sorri vitorioso ao ouvir o barulho da porta se destrancando.

Entrei na sala, e ela tinha o seu cheiro, fiquei inebriado como da primeira vez que entrei aqui na quarta feira passada, e o sinto desde então. Porem, desta vez aproveitei um pouco menos do que naquela ocasião, por que eu precisava achar o pen drive, se não eu provavelmente não iria sentir nunca mais este cheiro gostoso do seu perfume.

Olhei sobre a mesa, e la estava ele. Que bom, agora as coisas estavam ficando mais fácil para o meu lado.

Tranquei a sua sala, guardei a chave novamente, e desci pelo mesmo elevador que subi, por sorte ele ainda estava la a minha espera.

Me atraquei ao primeiro táxi que encontrei-a minha chefe teria que me reembolsar-, dei o endereço ao motorista, e por sorte, o trajeto durou exatos sete minutos- e trinta e dois segundos, contados no relógio, tamanha era a minha pressa-, e emfim, estava em frente a um belo prédio em Manhattan. Paguei o cara, e me identifiquei na portaria, respirei aliviado quando fui autorizado a subir, tinha acabado a correria, me senti um maratonista.

Porem, como alegria de pobre dura pouco, onde o elevador estava? Na cobertura, e estava demorando uma eternidade para descer. Olhei no relógio, e era exatamente nove horas, não pensei duas vezes e encarei as escadas ate a cobertura.

No decimo andar, eu já estava exausto, e na cobertura, eu estava colocando a minha alma pela boca. Espalmei a mão na porta, respirei fundo algumas vezes na tentativa de recobrar o folego, e em seguida toquei a campainha.

Fui recebido por uma senhora muito simpática, me identifiquei para ela ainda um pouco esbaforido, e logo a Anne, apareceu na minha frente com o seu humor peculiar. Ou a falta dele.

Ela estava tão linda, com aquela cara de má, dentro de um vestido justo, que deixava o seu corpo ainda mais gostoso. Bem neutro, mas ainda sim, a deixava gostosa pra caralho.

Depois de "agradecer" do jeito dela, sem nenhuma cerimonia, ela me mandou ir embora, porem a senhora me ofereceu algo para beber, provavelmente sentindo pena deste pobre coitado que subiu ate a cobertura de escadas. Mas, devido ao olhar fuzilante que recebi -da minha chefe gostosa-, não aceitei de cara, mas a senhora sabia ser persistente, e convincente, ignorando completamente a minha chefe. Anne -que ela nunca me ouça a chamar somente pelo primeiro nome na frente de outras pessoas-, deu de ombros, e logo fui arrastado para a cozinha. A senhora que descobri se chamar Grace, me ofereceu uma xícara de cafe, e biscoitos amanteigados feitos por ela mesma. Estava uma delicia, e o meu estomago vazio, e enjoado pela bebida da noite anterior, agradecia profundamente.

Conversamos por alguns minutos, e ela me disse que a Anne, era uma mulher dura, e rígida-novidade-, mas no fundo era uma boa mulher. Não era isso que ela demonstrava ser, e nem passava nada parecido para ninguém ao seu redor.

Depois de algum tempinho, não deve ter chegado a quinze minutos, eu disse que precisava ir embora, inventei uma desculpa qualquer, ocultando a realidade, que seria o fato da minha chefa ficar claramente incomodada com a minha presença na sua casa. Me despedi da dona Grace, deixando desejos de um ótimo final de semana para ambas, e fui embora. Respirei aliviado por estar fora de seu covil, mas ao mesmo tempo, estar tão perto dela, da sua intimidade, só acendeu ainda mais a minha vontade de ter aquela mulher, eu iria doma-la como nenhum homem já tenha tentado fazer. E uma coisa era certa, um dos iria sair rendido, ou eu, ou ela!

Já estava proximo de casa quando dei de cara com alguém bem conhecido.

A Lorena estava linda, com os seus cabelos ruivos ao vento-agora mais frio do que a hora em que sai de casa-, e as suas bochechas avermelhadas. Ela parecia uma boneca de porcelana, bem branquinha, com o rosto cheio de sardas. Os seus óculos de armação preta, e grande-diferente do que usava para trabalhar-, quebrava um pouco da sua seriedade.

Assim que me viu, abriu um largo sorriso, e eu coloquei as mãos no bolso, as escondendo um pouco do frio que começava a fazer. Acho que o tempo vai virar.

-Oi, tudo bem?-sorriu corando um pouco.

-Bem! Passeando?

-Um pouco, vim visitar uma amiga pela redondeza, mas ela não estava em casa.-menti, devido ao conteúdo do e-mail.

-Entendo. Quer tomar um cafe?

-Claro, parece que o tempo vai mudar.-apontei para o céu, tipico de quem não sabe o que falar, não tenho ideia de o porque ter ficado assim.

-Verdade!-nos guiei ate a cafeteria que era na esquina. O que você vai querer? a questionei olhando para um enorme placar contendo o menu da cafeteria atras da moça do caixa.

-Eu quero um cappuccino.

-Pra mim também!

-São sete dólares!-ela puxou a bolsa.

-Que isso, eu convidei!

-Obrigada!-encarei a sua face iluminada por um lindo sorriso.

Sabe aquele sorriso que você se pega completamente absorvido por ele, totalmente absorto, como aqueles espontâneos, que aparecem quando voce esta admirando um lindo nascer do sol? Sim, e bem piegas o que eu disse, mas foi o que eu senti quando vi o seu sorriso tímido ao me encarar. E quando me peguei completamente hipnotizado pelo seu sorriso, eu balancei a cabeça, e sorri voltando para a terra. Paguei os cappuccinos, e enquanto ficavam prontos seguimos para uma mesa. Ficamos conversando sobre coisas aleatórias, nos conhecendo mais, já que somos amigos de trabalho, e como eu sou novato, então, nada mais justo do que conhecer os meus colegas de trabalho. E esta tarefa fica melhor, quando "a" colega, e tão linda, e encantadora como a Lorena.

Não, eu não deixei de ficar hipnotizado pela agressividade, extremamente sexy da minha chefe gostosa, mas e que do jeito que a fera é, ela jamais me deixara chegar a um palmo de distancia dela. Então, por enquanto eu admiro uma, e paquero a outra.

Que foi, eu sou homem!

***

Era segunda feira de manha. Na realidade, ainda era madrugada quando sai para correr um pouco. Sim, acordei com muita disposição. Eu frequento uma academia, mas correr ao ar livre e realmente revigorante. E ir trabalhar com a bateria completamente carregada, quando se tem uma chefe com a Anne, e simplesmente obrigatório.

Era exatamente seis e meia da manha, quando ajeitava o no da gravata pela quinta vez desde que me arrumei para trabalhar. Armud, e eu, estávamos a caminho dos nossos respectivos trabalhos. Eu iria direto para a editora arrumar a mesa da Anne, enquanto ele iria para a cafeteria, mandar entregar o cafe da minha chefe, aqui na editora.

Hoje a agenda dela estava cheia, para começar ela tinha uma reunião com os CEOs da editora, as nove da manha, um almoço com um novo editor, e a tarde tinham vários manuscritos, para serem liberados para a impressão, e eles só iam depois dela vistoria-los um por um. Tomara que ela chegue de muito bom humor. Eu sei, isso seria um milagre. Mas não dizem que milagres acontece? Vai que hoje e um dia destes.

Entrei na recepção, e a primeira pessoa que vi foi uma Lorena, ela estava seria, e aparentemente tensa, quando me aproximei mais, notei uma ruga de preocupação em sua testa.

-Bom, dia!-disse um pouco mais baixo reclinando no balcão, e ela levou um pequeno susto. Distraída, algum problema?

-Bom dia Jason!-sorriu, apesar da ruga permanecer por la. São problemas pessoais, mas vai ficar tudo bem!

-Tem certeza?-Ela apenas confirmou com um gesto de cabeça. Qualquer coisa sabe que pode conversar comigo, não e?

-Obrigada Jason, você e incrivelmente li... Incrível!-se retratou sorrindo sem jeito.

-Você que e incrível!-sorriu sem jeito. Almoço?

-Sim, claro!

-Então, ate mais!

Me afastei quando vi a porta do elevador se abrir, para a entrada de alguns funcionários, aproveitei a deixa para subir também.

Destranquei a sua sala depois de guardar as minhas coisas, e cumprimentar a todos por ali. Arrumei as suas coisas, e coloquei o seu jornal sobre a mesa, ele era entregue na minha mesa todas as manhas, já que o único que tinha autorização para entrar em sua sala, na sua ausência, era somente eu. Recebi o seu cafe extremamente fumegante enviado pelo Armud, acomodei-o em sua mesa sobre um porta copos na extremidade oposta ao seu jornal, e organizei alguns contratos que jaziam sobre a sua mesa, ainda de sexta feira.

A sua sala era linda, alem da enorme parede de vidro que permitia admirar toda Manhatan, do lado direito tinha uma saleta com TV, frigobar, mesa de centro, um sofá de couro preto, era como uma sala de estar. Ao lado, bem colado a parede de vidro, tinha uma mesa simples para reuniões rápidas com o pessoal do setor, e do outro lado tem a sua mesa de trabalho, um enorme quadro com a torre Eiffel -na realidade acho que era uma fotogtafia-, uma estante com alguns livros, e os prêmios que ela tinha ganho ate então. E dado a quantidade de premiações, esta provada a sua competência.

Fui surpreendido com a porta se abrindo, e o seu perfume invadindo o ambiente. Fui forçado pelos meus instintos a olhar para frente, e dei de cara com uma Anne, ao celular. Ela estava simplesmente linda, era a primeira vez que não a via tão formal, ou no caso de terninho. Hoje ela usava uma saia preta que acentuava o seu lindo, e enorme quadril- ou rabo mesmo-, que nem sempre era valorizado pelos terninhos que usava. Uma blusa que aparentemente deve ser ceda, na cor rosa, ou salmão, não sei, era clara. Um salto vermelho, de modelo completamente diferente do vermelho que usara na sexta-feira, acho que ela só tem saltos vermelhos -sim, eu reparei no que ela vestiu na sexta, e na quinta, e na quarta. Eu sou muito observador, mas neste caso, e impossível não olhar, e ficar completamente encantado pela Anne-. E um sobretudo que estava acomodado em seu antebraço, assim como a sua bolsa. Lembra quando eu disse ali em sima, que era impossível não ficar encantado pela Anne? Então, isso durava ate ela abrir a boca, e dar a sua primeira patada.

-Vai ficar me olhando, ou vai guardar as minhas coisas?-ela me encarava com o celular um pouco afastado da orelha, uma forma de ter privacidade ao falar comigo.

-Claro!-me aproximei pegando as suas coisas. Bom dia!-sorri, e ela me encarou cerrando os olhos, e nada respondeu. Pretensão a minha achar que ela iria responder.

Guardei as suas coisas, e sai da sala, iria esperar que ela terminasse de falar ao celular, para que eu lhe passasse a sua agenda de hoje.

Estava tranquilo na minha mesa, tinha terminado de arruma-la, já que na sexta feira a deixei completamente desrisonhada- devido a ter saído mais tarde, e a unica coisa que queria era descansar-, quando o ramal da minha mesa tocou. Obvio que era a minha chefe gostosa.

-Pois não senhora Unnger?

-Vem aqui!-desligou. Curta e delicada como um cacto.

Adentrei a sua sala, e ela estava de cabeça baixa, com as mão na lateral da cabeça, provavelmente já sentindo dores. Aquilo parecia ser algo cronico, credo. Ela elevou o olhar, provavelmente quando percebeu a minha presença, e apontou para a cadeira a sua frente. Deu merda?

-Primeiro, quando eu te olhar, mais ou menos assim...-fechou a cara me encarando da mesma forma como quando fui a sua casa. Saiba que eu não estou nada contente, e que e para você sair das minhas vistas o mais rápido possível. Ou do meu teto.-praticamente rosnou esta parte. Segundo, era para você ter subido pelo elevador de serviço, para deixar o que me pertencia na cozinha com a minha empregada, não gosto de intimidades, principalmente com quem não conheço. E por fim. Sempre que eu te ligar, me atenda! Eu quero falar com VOCÊ, e não com o seu cachorro, gato, e afins. Estamos entendidos?

-Sim senhora, me desculpe, eu tive uma noite agitada...

-Mais uma! A sua intimidade não me interessa Jason!

-Claro, me desculpas, e que...

-Chega de mi mi mi, eu tenho mais o que fazer. O que tem para hoje na minha agenda?-se virou para pegar algo na sua bolsa.

-Hoje tem...

-Pegue uma água para mim antes!-abanou as mãos, para que eu pegasse a água primeiro.

-Claro!

Definitivamente eu fui pego de surpresa, eu sei que ela não e nem um pouco delicada, mas a forma que ela falou, me deixou bastante incomodado. Eu não aceitava que ninguém falasse assim comigo, se fosse em outras circunstancias, certamente teria rebatido a altura, e me alterado, mas ela e a minha chefe.

Passei toda a sua agenda, e ela designou que eu a acompanhasse na reunião com os CEOs as nove, e mandou todos os arquivos do pen drive, para o meu e-mail, no intuito de que eu arquivasse tudo antes da reunião. Traduzindo, hoje ela iria arrancar o meu couro.

-Mais uma coisa Jason!- a encarei antes de sair.

-Pois não?

-Você vai almoçar comigo para fazer as anotações para a reunião!-disse sem retirar a sua atenção do computador.

-Claro!

Puta que pariu, a filha da puta empatou o meu almoço com a ruivinha.



Aviso, esta historia em breve ira entrar em Hiatos. Motivo: acabei me envolvendo em um outro projeto, que esta sendo publicado apenas no wattpad, e por motivo de incompatibilidade de personalidade entre os personagens, terei que dar uma pequena pausa nesta aqui, mas sera coisa rápida, prometo!

Eu só vou fazer isso, por que realmente eles são muito diferentes, e a autora aqui, ainda não esta preparada para surtar, ou ficar completamente maluca com a Anne, sendo uma vadia, e um Reymound, sendo um Lord.

Enfim, espero que me compreendam. Caso queira conhecer o Rey, ele esta em "Através Dos Seus Olhos" no meu perfil do wattpad, espero que gostem!

Beijos, e ate o proximo cap...

Link da historia no wattpad

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Capitulo -07



Anne

No meu apartamento, tentando não pirar...


Quando cheguei em casa estava tão irritada, que quebrei a primeira coisa que vi pela frente. Um cinzeiro de cristal que tinha comprado quando fui a Cuba. Ele era lindo. Era lindo, por que agora era caco.
Soltei um grunhido de frustração, e me joguei no sofá, o meu corpo inteiro estava dolorido, e a minha vagina latejava, pelo orgasmo interrompido.

-PUTA QUE PARIU!-exclamei alto, foda-se, estou na minha casa.

-O que houve minha filha?-Grace entrou na sala as pressas.

-Nada, só raiva!-peguei a minha bolsa, e me levantei.

-Quer alguma coisa filha?

-Um homem decente, por que na minha vida só aparece porcaria!-bufei alto. Por isso que eu gosto de pisar neles com os saltos do meu Givenchy!-ela me olhou meio sem entender, e pela primeira vez no dia eu sorri, sorri verdadeiramente. Ainda bem que eu tenho você!-me aproximei dela a abraçando. Sim, eu tenho coração, mas só para ela.

Ela me perguntou novamente o que eu queria comer, e eu disse que estava sem fome, mas como sempre ela me ignorava neste aspecto, disse que iria me preparar um chá de morango-o que eu mais gosto-, e me levar com biscoitos amanteigados. Pois e, então, eu como biscoito amanteigado, e bebo chá de morango, não parece, tem um lado meu que e sensível, mas como eu já disse, e só para ela, que desde que começou a trabalhar comigo, dobrou o meu lado durona, e me trata como uma filha. Eu já a demiti três vezes, e todas as três fui busca-la em casa, da ultima vez, foi ela que pediu demissão, e eu quase chorei para ela não ir embora.

Beijei-lhe a testa e fui para o meu quarto, precisava de um banho de imersão urgentemente, e foi isso que fiz. Retirei toda a minha roupa depois que a banheira encheu, me afundei na água bem quente quase queimando o meu couro. Maravilha.

-Melhor que sexo!-respirei fundo, e fiz uma careta. Não, não e melhor, mas e o que tem para hoje!

A minha vagina ainda latejava pelo que tinha acontecido mais cedo, definitivamente, isso era terrível. Coloquei a mão por sima acariciando o meu clítoris mais do que inchado, na tentativa de encontrar um alivio, mas nada, fazer isso estando tão irritada, não e uma tarefa fácil. Fechei os olhos e a primeira coisa que veio na minha frente foi o Joseph, senti um ódio mortal, mas em seguida comecei a rir, só de lembrar o que fiz com ele, e imaginar que ele iria acordar amarrado, e rabiscado de batom vermelho. Eu daria tudo para ser uma mosca, só para saber o que vai fazer para se soltar. Soltei uma gargalhada tão rude, que ate eu me estranhei.

-Foda-se! Não se tenta uma mulher, e a deixa sem uma gozada.

Por fim desisti de me masturbar, deixa esta porra pra la, em algum dia de inspiração, eu uso algum dos meus brinquedinhos. Nunca precisei de um homem de verdade para me saciar, não e agora que vou necessitar.
Terminei o meu banho depois de meia hora, com a pele já meio enrugada. Me sequei, e envolvi o meu corpo em um roupão, sai do banho, e ao lado da minha cama, tinha um chá fumegante, e uma duzia de biscoitos amanteigados.

-Ela deve estar querendo me engordar, só pode!-bufei, e sorri ao mesmo tempo.

Me sentei no meio da minha cama, peguei o meu notebook, e sim, a louca foi trabalhar, queria terminar logo o que tinha para fazer, e ficar sábado e domingo atoa. Abri o meu note, e enquanto ele ligava, eu fui pegar o pendrive, no qual tinha colocado os arquivos, para poder trabalhar em casa, porem eu olhei na bolsa do Notebook, na minha bolsa pessoal, e não o encontrei, só poderia ter ficado um um lugar.

-Minha mesa. -trinquei os dentes ao constatar o meu esquecimento. Mas que caralho, e agora?

Dei um soco no colchão de tanta raiva de mim mesma. Eu queria muito fazer isso logo, na segunda feira, eu teria que entrega-lo cedo ao senhor Martin, e não iria dar tempo de fazer quando chegasse na editora. A minha unica opção, era ir buscar, mas certamente não hoje.

Frustrada, eu aproveitei que estava com o notebook ligado, e coloquei alguns videos de musica para rolar. O primeiro a tocar foi Ne-yo, com a sua voz sexy, cantando champagne life, adoro esta musica, principalmente por citar a minha bebida favorita. Alem de me lembrar muito uma vida que já me pertenceu a algum tempo atras, mas que felizmente, não me faz a minima falta. enfim, só de ouvir me deu vontade de beber uma taça bem gelada. Mas só depois do meu chá.

Fui para a minha varanda com a minha xícara de chá, ainda estava com o corpo nu, apenas coberto pelo roupão. Olhei para o céu, e estava uma noite linda, banhado de estrelas. Tudo bem, não tinha muitas, sabe como e a cidade grande, cheia de poluição, e infelizmente encobre a real quantidade de estrelas que possa ter no céu. Esta era a unica coisa em que Idaho, me fazia falta, pois la, por ser pequeno, e com pouca poluição, o céu era sempre estrelado.
Me debrucei na varanda olhando para os prédios a minha volta, a maioria acesos, e com movimento em seu interior. Da janela do meu apartamento, eu tinha uma ampla visão de um prédio ao leste do meu, que eu conseguia ver perfeitamente a janela da sala de uma família, se eu não me engano, era uma familial composta de 4 pessoas, dois adultos, e duas crianças. Era raro chegar na sacada, e não vê-los juntos na mesa de refeiçoes, estavam sempre sorrindo, e conversando animadamente. Claro as vezes eu conseguia ver somente o casal, as vezes brigando, ou sentados sem se falar, ou as vezes se beijando. Na realidade, ate já presenciei uma bela de uma trepada no sofá, fiquei de camarote. Foi tão excitante. Ao menos eles eram espontâneos, pior eu, que nunca. Nunca trouxe nenhum homem no meu apartamento, no intuito de "umazinha". Aqui, só entra quem eu deixar.
Se pudesse, nem a vaca da minha genitora viria aqui. Mas sabe como é, no final das contas ela e minha mãe. La no fundo eu sentia uma pontinha de inveja daquela família, pelo simples fato de terem um ao outro, e não serem sozinhos como eu sou aqui no alto da minha torre, posando de bruxa má do oeste. Mas era rápido, logo passava, afinal, eu sabia que um relacionamento era complicado de lhe dar, e de complicado, já basta eu mesma.

***

Olhei no relógio do meu celular, era exatamente uma da manha, eu estava entediada, sem sono, e com uma curiosidade filha da puta. Sera que o Joseph já acordou? Eu sou muito boa quando quero. Quando quero. Mas sou o demônio quando pisam no meu calo, e ele estava calejado de saber disso, mas mesmo assim ainda aprontou comigo. Paciência.
Pensei varias vezes em ligar, mas eu queria que ele me ligasse. Se é que iria ter cara para isso. Resolvi me levantar, e ir buscar a minha taça de champanhe bem geladinha.
Sentei no sofá me sentindo sufocada, varias coisas passavam pela minha cabeça, coisas sobre trabalho, e principalmente a festa que a editora sempre dava no final do ano, que seria na semana que vem. Odeio estas festas, as famosas festas de confraternização. Vamos confraternizar o que? E só mais uma oportunidade de todos me chamarem de naja. Mas na realidade, esta era a parte que eu mais gostava. Mentira, eu não gostava de ser chamada de naja, vadia, sem coração, iceberg ambulante, naja do 27° enfim, dentre varias outras coisas mas, esta era a minha forma de autodefesa, me proteger, para não deixar ser abatida.
Já fui muito atacada na minha vida, muito xingada, e humilhada, e depois que eu encontrei alguém que enfim, me defendeu, que cuidou de mim, eu resolvi me trancar no meu mundo, para não deixar mais brecha para ser atacada. Não queria dar a ninguém, a liberdade de me olhar feio, de desdenhar de mim, e antes que isso acontecesse, eu faria primeiro. Doa a quem doer, foi assim que a vida me ensinou, e é assim que eu ajo!

Já era de manha quando acordei sentindo uma puta dor nas costas. Sim, eu tinha dormido no sofá. Odiava quando isso acontecia, o meu humor ficava na planta dos meus pés.

-Bom dia Anne!- Grace apareceu na sala, e eu fechei os olhos contendo um palavrão. Acordou cedo, ou dormiu no sofá?- a encarei com o cantos dos olhos, e ela sorriu. Dormiu no sofá! Vai tomar o seu banho, que eu vou lhe preparar um cafe forte.-a obedeci sem nem mesmo questionar. Café era café.

Depois do banho decidi que iria na empresa buscar o meu pen drive, mas estava sem um pingo de vontade de sair de casa, e foi assim que em um estalo, eu lembrei que tinha um assistente. Muito gato por sinal. Peguei o meu celular, mas lembrei que não tinha o numero dele. Decidi ligar para o RH, lá eles trabalhavam ate o meio dia hoje. Depois de dois toques, a chata da Ruth atendeu.

-RH da editor...

-Eu quero o numero do meu assistente, o Jason Weber!-disse direta sem espera-la terminar.

-Senhora Unger?-poderia visualizar a sua cara de tacho entortando os lábios, ao reconhecer a minha voz.

-Não, aqui e a mamãe noel, ligando diretamente do polo norte! Me de o numero da minha rena de estimação, gnomo!

-Só um minuto senhora, eu vou procurar.

-Me mande por e-mail quando achar! Mas seja rápida, não tenho o dia inteiro!-apenas deliguei na cara dela.

Odeio gente lerda, e a Ruth, era uma pessoa que fazia tudo em marcha lenta, Deus me livre, e isso era uma das coisas que me tiravam do serio extremamente fácil. Alias, o que não me tira do serio?

Terminei de me trocar, coloquei um vestido de linho bege, sequei os meus cabelos, os deixando soltou mesmo. Fiz uma maquiagem leve, sem abandonar o meu batom vermelho, e calcei um belo salto. Não que eu fosse sair, mas não era por que eu estava em casa que iria colocar um moletom, andar despenteada, ou com cara de defunto.
O meu celular deu um alerta de notificação, e vi que tinha um era um e-mail da editora, e uma mensagem. Do Joseph. Decidi abrir o e-mail primeiro, depois morreria de rir com a mensagem, sei que iria.
Copiei o numero do Jason, contido na mensagem, o colei no discador, fazendo a ligação em seguida. Liguei uma, duas, três, quatro vezes. Ou o cara tinha morrido, ou estava dormindo dentro de um buraco, só pode. Tentei uma ultima vez, antes de mandar outro e-mail para a imprestável, só que desta vez, mandando fazer a carta de demissão deste infeliz. Porem, no terceiro toque, da quinta ligação, enfim,  ele atendeu, estava com a voz tão destorcida que eu tive certeza de que estava dormindo.

-Quero que vá a editora, e pegue o meu pen drive preto que esta em sima da minha mesa. Preciso dele com urgência Jason! Vou lhe enviar o meu endereço para o seu e-mail, e eu quero na minha mão em no máximo meia hora. E se você sonhar em passar o meu endereço, para alguém, eu juro que te mato!

-Alo?-disse meio atônito, e eu grunhi de raiva.

-Argh! Não me faça repetir tudo de novo! Estou mandando o e-mail. Meia hora Jason!-desliguei.

Olhei no relógio, e era exatamente nove da manha, ele tinha ate nove e meia para chegar aqui.
Me sentei na cama, e sem conter o riso, de deboche, obviamente, eu abri a mensagem do Joseph.

"Sua maldita, desgraçada, eu não acredito que fez isso comigo, sua endemoniada! Anne eu te odeio com todas as minhas forças, só não te liguei, para cuspir tudo isso na sua cara, por que você certamente desligaria na minha cara, e não me deixaria te xingar como eu quero. Eu vou me vingar de você sua maldita, eu fui para casa sem cuecas, pois tive que rasga-las para me soltar da cama. E ainda fiquei devendo o hotel, por que estava sem grana. Nunca, NUNCA passei tanta vergonha na minha vida! O seu lugar no inferno esta garantido, se bem que você e tão ruim, que e capaz de destronar, o próprio coisa ruim!"

Nem preciso falar que terminei de ler a mensagem com o estomago doendo de tanto rir. Estava morrendo de medo, das suas ameaças, ele deveria era sentir vergonha de deixar uma mulher tão frustrada como me deixou, e isso, eu não aturo de ninguém.
Pensei em responder a sua mensagem, mas o meu silencio era melhor do que qualquer linha.
Fui para a sala de jantar, onde estava montada uma linda mesa de cafe da manha. Tomei a minha xícara de cafe, comi um pão integral com queijo feito com leite de cabra Irlandesa, e comi uma fruta, e já estava saciada. Olhei no relógio e tinha se passado vinte minutos, ele tinha mais dez, para chegar aqui com o meu pen drive. Enquanto ele não chegava eu fui ler o meu jornal, me deixando atualizada com a movimentação das ações, a cota do dólar estava maravilhosa, perfeita para lucros. Ganhar dinheiro, era a unica coisa que melhorava o meu humor.

Faltavam cinco minutos, quando eu comecei a digitar um e-mail, pedindo para a Ruth, fazer a carta de demissão do Jason. Ele era um gatinho, competente, mas era melhor cortar na primeira falha, antes que começasse a ser uma sucessão delas, e isso comece a me irritar profundamente.
Faltava apenas um minuto, quando a Grace entrou na sala interrompendo a minha escrita.

-Anne, tem um rapaz chamado Jason Weber, na portaria, disse que e seu assistente.

-Por um minuto!-sorri de canto incrédula, ele conseguiu. Pode deixar subir.

Não demorou mais de três minutos para que a campainha tocasse, tempo exato do térreo ate a cobertura. A Grace abriu a porta, e eu me levantei para pegar o meu pen drive. Ele falava alguma coisa com ela, quando a porta entrou em meu campo de vista. Me deparei com o Jason completamente diferente, do que eu já estava acostumada a ver. Ele estava com uma calça jeans, uma camisa de manga curta, bem justa a sua pele, revelando todo o seu corpo forte e definido, estava com os cabelos perfeitamente bagunçados, as bochechas rosas, e um pouco ofegante, parecia ate que tinha subido pelas escadas. Mas uma coisa continuava sendo o mesmo de sempre. O seu sorriso, que contraia o seu maxilar, o deixando bem mordível, alias, olhando bem, não só o seu maxilar era mordível. Foco Anne, você esta precisada, mas nem tanto. Estou sim, to quase subindo pelas paredes!

-Bom dia dona Anne, aqui esta o pen drive.

-Já estava mandando um e-mail para o RH, pedindo para fazerem a sua carta de demissão!-ele arqueou a sobrancelha. Chegou no ultimo minuto.- o olhei firme.

-Desculpe senhora, eu estava dormindo quando me ligou, quem atendeu foi o meu amigo.

-Não quero saber quem atendeu, só quero o meu pendrive!-me aproximei o pegando de sua mão, e sem querer, os nossos dedos encostaram um no outro, senti a sua pele quente, e um pouco fria devido ao suor, e senti um incomodo imediato no estomago. Pode ir!

-Tem certeza de que não vai mais precisar de mim, para nada?-um sorriso apareceu no canto dos seus lábios, trincando ainda mais o seu maxilar, aumentando ainda mais a minha vontade de morde-lo.

-Tenho! Ate segunda. Alias, a próxima vez que vier a minha casa, vista-se mais, apresentável.

-Sim senhora.

-Não quer um cafe, uma água, suco meu filho?- Grace perguntou animada, nem tinha reparado que ela continuava ali. Ele abriu a boca, para responder, mas eu serrei os olhos sem deixar de olhar para ele.

-Não, obrigado!-disse um pouco sem jeito.

-Para de bobeira menino, entre! Ela rosna, mas não morde!-disse um pouco mais baixo o fazendo rir abertamente, exibindo os seus dentes brancos, e perfeitos.

-Que seja!-bufei alto, dando as costas e voltando para a sala.

A ideia de ter um subalterno na minha casa, não me agradava, nunca gostei de intimidade com os meus assistentes, mesmo que alguns já tivessem invadido o meu consciente com a sua beleza e charme, mas nunca, nenhum deles havia entrado na minha casa, ate hoje.
Me senti meio incomodada, invadida ate, e isso me deixou impaciente, e muito irritada. Não gosto de pessoas estranhas na minha casa, e ele só trabalhava comigo a três dias, era um completo desconhecido para mim.
Errei em ter pedido para me trazer o pen drive? Errei, se eu não queria ninguém aqui, deveria ter ido pegar. Mas agora era tarde, ele já estava ali, invadindo o meu território, o meu espaço, e bebendo da minha água, do meu suco, ou pior ainda. Do meu café!

Depois de alguns minutos, já trabalhando no meu notebook, algo calculado em uns dez minutos, eu ouvi eles se despedindo ao longe, e foi impossível não prestar atenção. Ela pediu que ele voltasse sempre, pois era um rapaz muito educado, ele agradeceu a ela pelo CAFÉ, e disse que tinha sido um prazer conhece-la. Pediu que me saldasse novamente, me desejando um ótimo final de semana, e reafirmando que qualquer coisa, o chamasse. Respirei fundo fechando os olhos, eu precisar dele? Uhum, sei!

Depois do almoço ela foi embora, e como sempre deixou as minhas refeições seguintes prontas, e na geladeira; Eu tinha apenas que esquenta-las no microondas, e comer. Mas nem sempre eu tinha tempo de fazer isso. E todas as segundas quando ela chegava, e via toda, ou quase toda a comida no mesmo lugar, ela sempre reclamava.
O meu sábado foi trabalhando, tinha que terminar aquele projeto, e ter ao menos o domingo livre, precisava jogar tênis. Umas das minhas atividades favoritas, necessitava de algo para extravasar todo o estresse e aborrecimento, da semana em algo, e por isso, eu ia ao clube jogar tênis com a Charice, minha unica amiga. Ou no caso, a unica pessoa que me atura depois da Grace.
Cheguei no domingo pela manha no clube, a Charice já me esperava se aquecendo na quadra, batendo a bola na parede, sozinha, correndo de um lado para o outro como uma louca atras de uma bolinha.

-Já te disse que você e uma vaca? Isso e sacanagem, se aquecendo antes mesmo que eu chegue!

-Bom dia para você também Anne! Você demorou, não queria que eu ficasse a sua disposição, queria?

-E obvio que sim!-a encarei retirando a minha raquete da capa de proteção.

-Nem fodendo, não sou um de seus capachos!-sorriu.

-Não são capachos, são subalternos!

-Não sei como te aguento!-sorrimos, outra que conseguia retirar um resquício de sorriso de maus lábios.

Charice, era uma pessoa que conheci a anos atras, na realidade, foi o Walter, que me apresentou a ela. Ela e uma publicitaria muito renomada, mas a sua outra profissão era psicologia, ela era muito boa no que fazia, e se hoje estou "inteira" agradeço a ela.

-Fica quieta, e vamos bater uma bola. Esta preparada para perder?

-Jamais, por que você acha que eu estava me aquecendo?

-Sua trapaceira!

Nos posicionamos na quadra, e dei a brecha para ela começar a sacar, tive que correr um pouco logo de cara para acertar a primeira bola, e devolver para o seu campo, e ela imediatamente rebateu, e desta vez não consegui chegar a tempo, e ela fez o primeiro ponto.

-ISSO! SE PREPARE UNGER, HOJE VOU TE MASSACRAR!-lhe ofereci o meu dedo do meio a ela, que gargalhou abertamente.

Voltamos a jogar, a próxima a marcar pontou foi eu, na realidade, o jogo foi bem equilibrado ate o fim, formou-se ate uma pequena plateia para nos ver jogar. Mas, no final o placar terminou ao meu favor. Venci de três sets a dois, e claro, me gabei ate dizer chega.

Almoçamos la pelo clube mesmo, depois cada uma foi para a sua casa, ainda não gostava de me enfiar na casa de ninguém, e nem gostava de ninguém enfiado na minha. Por isso, passei o resto do domingo, preparando as minhas coisas para as reuniões de segunda feira, e vendo um filme-clássico, e claro-, do grande Chaplin.